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Friday, November 6, 2026

Netflix anuncia primeiro filme produzido em Portugal

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Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Quem acompanha o trabalho do Observador e os nossos Podcast Plus sabe que adoramos uma boa história real. Já vão perceber o porquê desta conversa. É que depois do sucesso de séries como "Rabo de Peixe" ou "Glória", a Netflix decidiu dar mais um passo gigante no nosso país. Começou esta semana a gravar o primeiro filme produzido em Portugal, e estou a falar da longa-metragem "Operação TAP". E por que isto nos interessa tanto? Porque a história em que o filme se baseia é exatamente a mesma que nós contamos ao pormenor no Podcast Plus, "O Piratinha do Ar". Por isso, quem já ouviu a nossa série, e foram muitos milhares de pessoas a ouvir, sabe bem da loucura que estamos a falar. Em 1980, um miúdo de apenas 16 anos, armado, sequestrou um avião da TAP com destino a Madrid, exigiu 10 milhões de dólares. Foi uma noite longa, de tensão, com passageiros e tripulantes feitos reféns. É uma história inacreditável que exploramos no podcast e que agora a Netflix não pode inviabilizar. Vai levar para o ecrã com toda a estética dos anos 80. O elenco junta nomes como Afonso Pimentel, Vitória Guerra e Rui Pedro Silva, que faz o papel do jovem Rui Rodrigo, o Piratinha. A realização está entregue a João Nunes Pinto, um dos nomes mais prestigiados do cinema nacional. Realizou "Mosquito" 2020, "Causa Própria" 2022. As gravações já começaram e embora ainda não haja data de estreia, parece que o entusiasmo está a ser gigante. Bem que podíamos lançar um desafio aos nossos ouvintes, de todos os nossos Podcast Plus. Que outra história impressionante daria um bom filme ou uma boa série da Netflix?

O Piratinha é bom porque é muito condensado.

Não é meia dúzia de horas, mas quase. Por isso, com certeza que vai ficar muito bem.

Se calhar uns davam para séries.

Era isso, série ou filme.

"O Resgate na Cela 7" daria uma série extraordinária.

Uma série.

Essa tinha que ser em série.

Pode ser num filme, pode funcionar, mas aí pede uma série.

E quais é que dariam um teatro imersivo?

"O Estripador". Eu vou deixar esta ideia.

Os bilhetes até já estão à venda em feira.com.

Já estão?

A ideia já está.

E quanto é que custam? Isso vamos saber agora destes senhores. Isto é uma rádio que dá música aos ouvintes. Sweetest Thing. Eu acho que os bilhetes não são o Sweetest Thing.

Vai ser o mais doce do mundo.

É precisa assaltar um banco para a família inteira ir ver isto.

Só o primo do Paulo é que não pode, porque já só tem um rim, mas quem tem os dois ainda pode.

Tens de vender o baço. O baço ou um braço?

O teu primo sai sempre prejudicado.

Se o teu primo vender um braço, Paulo?

Nunca pode ir a estas coisas.

Menos que já tem.

Por isso é que ele se quer esvaziar.

Se calhar já foi.

Por isso é que ele se quer esvaziar.

Já deu o outro.

Já vendeu? Já deu, não. Isto não se dá nada.

O que é que ele terá ido ver, Paulo? Tens de descobrir.

Não sei.

Se calhar o último dos U2. Olha, para este é mesmo um rim.

Paulo, explica lá porque é que estamos a falar do teu primo.

Porque há muito tempo há uma piada.

A culpa é tua.

Quando eu vejo alguém relacionar coisas que não têm relação nenhuma, eu costumo dizer: "Eu tenho um primo que não tem um rim e é engenheiro". E a Carla, sobretudo a Carla, associou-me de piada a isto.

A Carla?

Qualquer coisa que se fale da função renal, ela lembra-me.

Mas não me digas que não tens um primo que não tem um rim.

Engenheiro.

Não tenho.

Caiu o mito. Vamos fingir que esta frase não existiu.

Sim, apaga.

Conta lá, Bruno.

Pois, já falámos aqui no noticiário sobre esse grande concerto, que vão ser dois.

Vão ser dois.

No próximo dia 20. U2 no Estádio da Luz, Carnaval de Luz presents The Greatest Show on Earth.

Chama-se Carnaval de Luz?

É Carnaval de Luz.

Então o estádio não podia ser outro.

Pronto, é o Carnaval da Luz. Quando mete futebol, o Paulo brilha sempre.

Se calhar.

Sozinho. 27 e 28 de maio.

27 e 28 de maio.

Foi marcada agora a segunda data.

Os U2 já não tocam em Portugal há nove anos.

Foi em Coimbra o concerto?

Eu acho que foi em Coimbra ou estou a fazer confusão com os Coldplay?

Eu acho que também foi em Coimbra. Os Coldplay foram em Setúbal, acho que foi.

Mas o U2 também acho que foi em Coimbra.

E o legião de fãs que têm, isto é com os bilhetes do primeiro dia a voar.

Voaram.

Estão a amealhar. Eles não vêm com muita frequência, que é para os fãs poderem poupar dinheiro.

2 de outubro de 2010, o Estádio de Coimbra.

2010?

2010. Talvez tenha havido outro.

Talvez tenha havido outro depois, pelo menos é o que eu estou a ver aqui. Eu não acompanho muito a carreira destes senhores, devo dizer.

Por acaso também não. Quando ouço estas músicas, adoro, mas não sou a maior fã.

O Google diz que de facto este foi o último concerto.

Foi, mas isso já foi há 17 anos. Vai fazer 17 anos.

O meu Google diz que foi em setembro de 2018, dois concertos no Altice Arena.

Pronto, o Google da Carla.

O teu Google é melhor que o meu.

E o Google do teu primo.

O último concerto em estádio foi de facto esse que estás a dizer, mas eles tiveram, entretanto, no Altice Arena.

Coisa arena. Pronto.

Não interessa, vão cá estar. 27 e 28.

Vão estar cá. E os preços? Já está por aí a circular um mapa do Estádio da Luz com a divisão de setores e por preços Meus amigos, quem quiser ir ver o U2 ou tem contactos muito bons.

Connections.

Connections. Ou então vai ter de mesmo abrir os cordões à bolsa. O mais barato, já com taxas, vai ser de €95,87.

€96.

O €95 ainda. Agora os €0,87 é que me matam. Os mais caros, depois isto tem aqui red zones.

E golden circles.

Golden circles, estas coisas, enfim. Mas o mais caro será, à partida, não sabemos se isto depois pode mudar, já com taxas, €533.

Ainda não vim, ó Paulo. Mas esse dá direito a lunchbox.

Dá direito a tocar. Eu acho que dá direito a tocar com eles, a repreender o Bono, a dar um abraço ao The Edge.

Devem ter acesso aos bastidores ou uma coisa assim.

Claro.

Segundo vejo, tem uma contribuição solidária para iniciativas de combate à sida.

Muito bom.

De que? Dois euros.

Com isso não se brinca.

Não faço ideia.

Eu acho que até dá para desligar aquilo. Deve dar para aquelas fotografias.

Meus amigos, vocês não querem ouvir as músicas do U2 nas plataformas de streaming?

Eu não.

Depois tem que pagar.

Quanto é que vocês não poupam?

Bem lançado, agora.

Quanto é que vocês não poupam a não comprar antes o vinil e os CDs em plataforma?

Eu compro discos.

Eu compro também.

Eu ainda compro.

Compras CD?

Ainda CDs.

Compro CDs. Compras CDs?

Ainda CD. Agora tenho comprado mais vinil, mas também estão caríssimos.

Estamos aqui, descobrimos a última pessoa.

Não somos os únicos a comprar.

Não, mas com mais pessoas a comprar, o preço devia baixar.

A procura, não.

Não. Essa, Paulo, o mercado como é que funciona?

Os artistas só vivem dos espetáculos, de facto.

Estavas a falar disso?

As plataformas de streaming não os pagam. Da compra, os preços deveriam baixar.

O vinil, eu acho que agora os vinis estão mais caros.

Existe um limite a custos de produção. A custos de produção nunca consegues baixar.

Mas há mais pessoas a comprar agora.

Mais vinil?

Sim. Nos últimos anos.

Mas isso é sazonal, desculpem.

É um nicho.

Não, claro. Está bem, é um nicho para quem queria.

O que o Gustavo está a dizer é: havendo mais gente a comprar, se os preços não deviam baixar.

Não tem escala para isso. A massificação não tem escala para isso. Não é uma compra massificada, é uma coisa de nicho.

Portanto temos que escolher, ou compramos vinis ou vamos ver os U2.

Ou vamos ver. Claro.

Então agora pagam bilhetes mais caros, claro.

Mas é muito mais caro.

Muito mais caro.

Muito mais caro.

Imaginem uma família.

É muito inacessível. São quatro pessoas.

Uma família numerosa.

Para os mais baratos.

Para os mais baratos, sim.

Imaginem uma família numerosa. Vou dar aqui exemplos.

Uma família numerosa de quatro pessoas.

Pronto, quatro. Quer dizer, é muitos dinheiros.

São quatro mil euros.

É muito dinheiro. Mas pronto, olha, estão avisados. Eu tenho uma certeza: vai esgotar.

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