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Tuesday, October 27, 2026

Oscilações defensivas e substituições quase tiram o Flamengo da liderança

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Apesar de sairem atrás no placar, os donos da casa foram amplamente superiores na etapa inicial. Mantiveram tal condição até a metade do 2º tempo, quando um pacote de substituições mudou o cenário da partida. Pioraram o rubro-negro e melhoraram o nível alvinegro. Um pênalti sofrido por Léo Pereira nos acréscimos deu a Carrascal a chance de manter o Flamengo no topo da classificação.

Escalações

Leonardo Jardim fez três trocas em relação ao time que iniciou o jogo contra o Estudiantes. Emerson Royal, Carrascal e Lucas Paquetá foram para o banco. Varela, Plata e Arrascaeta começaram a partida.

Eduardo Dominguez também fez três trocas em relação ao jogo de quarta. Não teve Cuello. Montou um 4-3-1-2 como ideia inicial. Preciado e Alan Franco auxiliaram Maycon na primeira linha de meio. Igor Gomes foi o meia um pouco mais recuado em relação a Bernard e Victor Hugo. Reinier e Castaño começaram no banco.

Como Flamengo e Atlético Mineiro iniciaram o duelo que encerrou a 32ª rodada do Brasileirão 2026 — Foto: Rodrigo Coutinho

O jogo

Os primeiros minutos no gramado do Maracanã já mostraram qual seria o cenário dominante da partida. O Flamengo, como de praxe, teve a bola no campo de ataque. Já o Galo esteve muito recuado. A ponto até mesmo de dificultar a interpretação do desenho tático que o seu treinador idealizou para a partida. Menos mal que conseguiu o que queria em apenas seis minutos.

Bernard desarmou Arrascaeta na intermediária defensiva atleticana e iniciou um perfeito contragolpe. Maycon deu a Victor Hugo, que clareou a jogada ao driblar um naturalmente adiantado Léo Pereira e servir Preciado em profundidade. O equatoriano carregou em velocidade e cruzou rasteiro para o próprio Bernard abrir o placar. Transição defensiva ruim de um exposto Flamengo.

Os espaços cedidos ao adversário são naturais dentro do contexto da partida e fazem parte da forma de atuar da equipe como mandante. Mas os mineiros mostraram pouca capacidade para explorar. Na realidade foram amassados a maior parte do tempo e só assustariam em outro contragolpe finalizado por Victor Hugo. Rossi pegou. Mais de 80% de posse rubro-negra, 16 finalizações e oito escanteios.

Flamengo x Atlético-MG — Foto: Thiago Ribeiro

Antes mesmo de o Atlético abrir o placar, o Mais Querido já tinha criado uma ótima chance com Léo Ortiz achando Arrascaeta nas costas de Maycon. Pedro recebeu o passe na área, mas parou em Gabriel Delfim. Entrar pelo meio da defesa alvinegra não foi tarefa das mais tranquilas para os donos da casa. Havia um bloco de jogadores protegendo a área e a entrada dela.

Preciado e Alan Franco muitas vezes se alinhavam aos quatro homens da última linha para bloquear os avanços de Alex Sandro e Varela. Bernard, Victor Hugo e Igor Gomes trabalhavam basicamente como volantes no auxílio a Maycon pela faixa central. Mesmo diante do desafio, pressionado para virar o jogo e não deixar o apoio se transformar em lamentos no Maracanã, o rubro-negro se saiu bem.

Primeiro pela agressividade para se mover, reagir rápido ao perder a bola, e circular a posse na intermediária contrária. É verdade que precisou apelar para cruzamentos, mas tentou fazê-los após mexer a defesa rival de um lado a outro e ocupar a área. Pedro perdeu uma chance incrível em um deles. Pulgar fez Gabriel Delfim trabalhar ao concluir um escanteio cobrado por Arrascaeta.

Pedro, do Flamengo, lamenta gol perdido contra o Atlético-MG — Foto: André Durão

O lado direito funcionava melhor com dobras de Varela e Plata, que contavam com aproximações de Arrascaeta e Jorginho para triangular. Alex Sandro e Samuel Lino se conectaram menos pela esquerda, mas o lateral foi agudo. Chegou perto de fazer um golaço da entrada da área. Léo Pereira também assustou da mesma forma.

O volume ofensivo anfitrião encontrou a sorte aos 33 minutos. Plata cortou da direita para dentro e cruzou na direção da meta. Gabriel Delfim falhou, e viu a bola beijar a trave esquerda antes de entrar. A torcida se inflamou ainda mais e a virada parecia questão de tempo. Pouco depois, ela veio em ótima trama envolvendo Arrascaeta e Samuel Lino. O uruguaio marcou. Delfim foi mal novamente.

Cabe ressaltar a ótima pressão pós-perda comandada por Pulgar e Jorginho no campo de ataque. Desarmaram rapidamente na origem da jogada. O que não deixou de ser um reflexo da 1ª etapa. O Atlético não ficava com a bola e não tinha saída. Só tentava se defender.

Arrascaeta em Flamengo x Atlético-MG — Foto: André Durão

Leonardo Jardim tirou Alex Sandro no intervalo e pôs Ayrton Lucas. Eduardo Dominguez não fez substituições, mas certamente pediu que sua equipe marcasse de forma mais adiantada. Isso não causou grandes mudanças no cenário de domínio dos donos da casa, que começaram a encontrar espaços com maior facilidade e poderiam ter ampliado logo no início da 2ª etapa.

O Galo contou com boas ações defensivas de seus zagueiros para bloquear finalizações e manteve-se vivo na partida. Se aproveitou de uma desatenção de Plata - um dos melhores em campo até aquele momento - para chegar ao gol de empate. Victor Hugo lançou o lateral na área, e ele teve liberdade para bater cruzado, de chapa, no canto esquerdo de Rossi.

Minda, Castaño e Reinier entraram logo depois. Preciado, Maycon e Igor Gomes saíram. A resposta de Jardim foi pôr Carrascal e Bruno Henrique. Plata e Pedro deixaram o gramado. O Atlético era um time com mais repertório ofensivo a esta altura do jogo. Conseguia trocar passes no campo de ataque, mas as melhores chances eram do Flamengo, que nitidamente já estava mais tenso.

Bruno Henrique e Léo Ortiz tiveram boas oportunidades em faltas cobradas na área por Arrascaeta. Gabriel Delfim impediu o gol do zagueiro. Já o atacante cabeceou mal ao receber na cara do gol. Freitas e Lucas Paquetá foram as últimas mexidas do time da Gávea. Arrascaeta e Jorginho deixaram o gramado aos 30 minutos.

Renan Lodi Atlético-MG — Foto: Pedro Souza

As mexidas não funcionaram nos cariocas. A equipe nitidamente perdeu capacidade de associação, multiplicou erros e irritou a torcida. O efeito nos atleticanos foi contrário. Minda, Castaño e Reinier elevaram o nível visitante. Victor Hugo manteve-se muito bem. Produziu ao lado de Natanael uma bela jogada pela direita que quase terminou em gol de Bernard.

Na base da raça do argentino Freitas e com desarmes de Pulgar no campo de ataque, o Flamengo teve uma leve melhora depois dos 40 minutos, mas esbarrou em ótimas intervenções novamente de Lyanco e Vitão. Vitor Hugo entrou para compor um trio de zaga com eles nos acréscimos. Alexsander também foi a campo com a missão de preencher o meio e reter a bola. Victor Hugo e Bernard saíram.

Já na base do ''abafa'', Léo Pereira virou atacante e acabou derrubado por Renan Lodi no último lance da partida. Carrascal mostrou personalidade e precisão, cobrou com extrema eficácia no canto de Gabriel Delfim, e deu o triunfo ao rubro-negro. Um prêmio ao comportamento abnegado do time e da torcida, que não permitiu que os jogadores desistissem.

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