Governo e deputados da AD, IL e CH donos de mil imóveis

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Abrimos agora a conferência de imprensa na Rádio Observador. Nos próximos minutos passamos em revista os destaques da imprensa nacional e internacional. Eu sou a Beatriz Félix. A edição de hoje é da jornalista Teresa Freire. Bom dia, Teresa.
Bom dia, Beatriz.
Teresa, começamos pelo jornal Público: os políticos que estão a mudar as leis do arrendamento são os donos de mais de mil imóveis.
Em causa, os 220 políticos que compõem o Governo e os grupos parlamentares do PSD, do Chega, da Iniciativa Liberal e do CDS. Juntos, têm mais de mil imóveis, um valor patrimonial conjunto superior a 55 milhões de euros e mais de 800 mil euros de rendimentos prediais declarados e participações acionistas em dezenas de empresas do setor imobiliário. Este grupo de 41 senhorios e 31 investidores do setor imobiliário, que tem vindo a aprovar uma série de medidas que beneficiam proprietários, incluindo as alterações às leis do arrendamento que estão prestes a ser votadas na Assembleia da República.
E seguimos com o Jornal de Notícias. A inflação vai cortar para metade o ganho real do salário mínimo no próximo ano.
Em 2027, o salário mínimo nacional passa de 920€ para 970€. Ainda assim, os trabalhadores vão receber apenas mais 25€ na conta. Isto tendo em conta a taxa de inflação prevista pelo Governo para o próximo ano, de 2,3%. Depois do desconto para a Segurança Social e da perda de poder de compra provocada pelo aumento dos preços, sobra apenas metade do aumento, o que significa que à conta chegam apenas 860€.
E o Negócios, Teresa, faz manchete com uma entrevista ao Ministro das Infraestruturas, que pede consensos para a venda dos outros 50,1% da TAP.
Em entrevista à Conversa Capital, Miguel Pinto Luz diz acreditar que a autoridade para a concorrência europeia é hoje mais célere e permissiva do que no ano passado. Sobre a venda da TAP, diz que 12 meses seria o período ideal para se pronunciar sobre a venda. O Ministro das Infraestruturas considera ainda que seria saudável que os trabalhadores ficassem com 5% da companhia aérea portuguesa. Quanto ao novo aeroporto, Pinto Luz espera que a obra arranque antes de 2029, de forma a estar concluída em 2034.
Fechamos esta ronda pelos jornais nacionais noutro tema. O Diário de Notícias fala sobre desinformação na saúde.
Isto porque a Ordem dos Médicos tem pedido mais fiscalização, depois de receberem 230 queixas, com base nos dados do Observatório do Ato Médico. O bastonário Carlos Cortes diz que existem situações gravíssimas de desinformação que têm prejudicado diretamente os cidadãos. Adianta ainda ao DN que a Ordem dos Médicos entregou uma proposta legislativa ao Presidente da República, ao Parlamento e ao Ministério da Saúde para reforçar a regulação e a fiscalização nesta área.
Agora é tempo de rumar até ao Brasil, porque Lula da Silva e Flávio Bolsonaro tiveram ontem à noite o primeiro debate presidencial.
Os dois candidatos à presidência do Brasil estiveram ontem frente a frente pela primeira vez, visto que na primeira volta das eleições não houve debates. Este teve a duração de cerca de duas horas e foi dividido em três partes. Houve diferentes temas em cada parte. E por isso mesmo, vamos olhar para os títulos dos jornais brasileiros. A Folha de São Paulo escreve que Flávio e Lula trocaram acusações de corrupção e envolvem familiares em debate. O presidente defende o legado econômico, enquanto o senador destaca o custo de vida e as dívidas, e escreve ainda que o debate tem uma briga entre plateias rivais. Já o Globo escreve que o debate entre Flávio e Lula tem acusações de corrupção e poucas propostas. E o Estadão fala de um debate tenso e dá como título: "Bate-boca entre aliados, provocações e pedidos de expulsão".
Estão assim vistos os destaques da imprensa nacional e internacional, hoje com a jornalista Teresa Freire. A conferência de imprensa está de regresso amanhã.
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