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Wednesday, October 21, 2026

Robert Plant diz que morte do filho mudou sua relação com o Led Zeppelin

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Karac Plant morreu em 1977, aos cinco anos, enquanto o pai estava em turnê com a banda pelos EUA

Giovana Laurelli (@gii_laurelli)

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Robert Plant, antigo vocalista do Led Zeppelin, falou sobre como a morte de seu filho Karac em mudou sua perspectiva sobre a banda. O ícone do rock permaneceu no grupo desde a sua formação, em 1968, até o fim das atividades da banda em 1980, que ocorreu com a morte do baterista John Bonham.

Em uma nova entrevista ao The Sunday Times (via Loud), ao falar sobre a trágica perda, Plant disse: “Não havia mapa, nem instruções para o Led Zeppelin, e nós simplesmente continuamos.” Karac Plant faleceu em 26 de julho de 1977, aos cinco anos de idade, após contrair uma infecção gastrointestinal aguda que se espalhou rapidamente. Seu pai soube de sua morte enquanto estava em turnê com o sétimo álbum do Led Zeppelin, Presence, e a turnê foi imediatamente cancelada, com sete datas ainda agendadas.

Apesar de continuarem em atividade, o grupo nunca mais excursionou pelos Estados Unidos. Após a tragédia, a banda ainda lançou dois álbuns, In Through The Out Door, em 1979, e Coda, lançado em 1982, dois anos após a separação do Led Zeppelin. “Eu não precisava do grupo depois de perder meu filho”, explicou Plant. “Esses romances musicais são ótimos quando tudo está bem. Quando as coisas saem do controle, quem quer ficar nos bastidores por horas e horas com pessoas com quem você está preso desde 1968? Você não está jogando cartas, não está indo ao cinema, você está apenas esperando. Eu sempre quis dar um jeito de ir embora.”

O cantor já havia relembrado a dor de continuar no grupo após o falecimento de Karac à Rolling Stone, em 2007. “Perdi meu filho”, disse na ocasião. “Eu não queria estar no Led Zeppelin. Eu queria estar com a minha família.”

O último álbum de estúdio de Plant foi lançado em setembro do ano passado. O projeto de regravações Saving Grace, desenvolvido em conjnto com a cantora Suzi Dian e a banda Saving Grace (com quem ele turnê desde 2019), teve uma agenda de apresentações, mas nada comparado à loucura da era Zeppelin. O cantor vive agora em Shatterford, em Worcestershire, uma vila inglesa tranquila: “Sou uma espécie de figurão há tanto tempo que em Worcestershire ninguém liga”, admite. “O máximo que dizem é: ‘Tudo bem, Bob? Ainda na ativa?’ Bem, eu ganhei cinco Grammys com a Alison Krauss… ‘O que é um Grammy?'”

Apesar de ter disponibilizado o EP All That Glitters.. no começo do mês, a rotina agora é maleável. Plant realizou uma turnê de curta duração e apenas 16 datas nos EUA com Suzi Dian e a banda Saving Graceentre os dias 18 de stembro de 15 de outubro, mas com o fim das apresentações intituladas Up the Sharp End, o cantor já está animado para retornar à habitual paz. “Terça à noite é noite de bingo”, revela. “Você pode ganhar 25 libras.”

+++ LEIA MAIS: Por que o Led Zeppelin jamais voltará, segundo Robert Plant

Giovana Laurelli (@gii_laurelli)

Jornalista em formação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Giovana é apaixonada por música, filmes e a intersecção entre cultura e política. Já foi bailarina e canta em bandas de soul, rock e pop desde a pré-adolescência. Atuou como editora de Cultura e Entretenimento no Jornal Contraponto, veículo laboratorial impresso da PUC-SP. Na Rolling Stone, escreve sobre música, cinema e cultura pop.

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