Análise: Atlético-MG tira coelho da cartola contra o Santos e torna Arena MRV pesadelo para rivais


Veja a coletiva de Eduardo Domínguez após a vitória de virada do Atlético sobre o Santos
Com a semifinal da Sul-Americana diante do Montevideo City Torque na mira, o Atlético foi a campo modificado. Com mais reservas do que titulares, o time encontrou problemas na finalização logo de cara.

"O Galo é a personificação do time da virada", comemora Carol | Voz da Torcida
Sem Cuello - suspenso pelo terceiro cartão amarelo -, o Galo sentiu falta da velocidade e da qualidade do argentino para finalizar. Thiago Borbas foi o centroavante titular. Victor Hugo atuou como meio-campista, mas teve liberdade para pisar na área. Natanael foi utilizado como ala, mas não mostrou a que veio.
Os problemas não haviam sido solucionados até os 45 minutos do segundo tempo. Ao longo da partida, Pascini, Victor Hugo e Borbas passaram perto de abrir o placar, mas a falta de capricho resultou no desperdício de chances.
Thiago Borbas e Vitor Hugo em comemoração — Foto: Pedro Souza/Atlético
Do outro lado, o Santos levou pouco perigo. Obrigou Delfim a trabalhar mais no segundo tempo. Mérito do meio de campo do Atlético-MG, com destaque para os volante Kevin Castaño e Alexsander. Os dois foram essenciais na troca de passes e na marcação.
A dobradinha no meio de campo condicionou o volume no ataque. Bem na saída de bola, Castaño foi o responsável por ditar ritmo. Alexsander se sobressaiu pelo individual. Na lateral esquerda, Pascini foi o grande destaque. Seguro na marcação, ele também apoiou em algumas tentativas no campo ofensivo.

Aos 51 min do 2º tempo - gol de dentro da área de Thiago Borbas do Atlético-MG contra o Santos
O Atlético merecia o gol, mas o empate bastaria pelo contexto, já que muitos titulares haviam sido preservados. Tudo foi colocado a perder aos 42 minutos da segunda etapa. Léo Duarte foi mal ao tentar cortar chance, e Vitor Hugo não acompanhou na marcação. Banho de água fria no Galo. Gabigol ganhou da zaga e anotou o gol do Santos.
Foi neste momento que o Atlético viu reverberar no estádio uma conquista desta temporada: a força da torcida. Os atleticanos embalaram "o Galo é o time da virada", que ecoou na Arena MRV.
Caiu no Califórnia...
É verdade que a relação com o estádio não era das melhores até pouco tempo, principalmente em função das frustrações de anos recentes. A explicação vem do campo, mas também com a identidade que o clube conseguiu construir. As vitórias importantes, improváveis e emocionantes funcionam como gás na arquibancada.

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No histórico desta temporada, o torcedor sabia que poderia confiar tal feito. Classificou na Copa do Brasil e Sul-Americana com direito a roteiros emblemáticos, além dos triunfos que reforçam a confiança no Brasileirão. Dentro das quatro linhas, o time de Domínguez respondeu.
O treinador argentino é, inclusive, um dos personagens para esta construção de identidade e força. O estilo de jogo de Domínguez junto com as convicções resultou em admiração. Ainda que discreto e tímido, o técnico entrou em sintonia com a massa.
Thiago Borbas e Vitor Hugo, protagonistas da virada do Atlético-MG — Foto: Gilson Lobo/AGIF
Em cobrança de escanteio, Maycon mandou na medida para Vitor Hugo, que chutou com o biquinho da chuteira. Explosão na Arena MRV. Os gritos ficaram ainda mais fortes vindo da arquibancada. O gol da virada foi marcado magistralmente por Thiago Borbas, mas teve também a assinatura dos atleticanos.
Em belo passe do lado direito, Alan Minda - que não vinha bem no segundo tempo - achou Borbas. O atacante se preparou para virar a bicicleta e explodiu o estádio novamente com a bola na rede. O uruguaio não tem sido a primeira alternativa no ataque, mas fez valer a vez. Confiança em dia, G-5 em foco e Sul-Americana como obsessão.
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