Virada em Itabirito (MG) explica vitória de Lula no Brasil

Ao comparar contas feitas para Itabirito e para o Brasil, Toledo sustenta que a vitória não se explica apenas por mais gente votando no segundo turno. Ele cita um saldo de 2,9 milhões de eleitores a mais - abaixo da diferença final, que ele aponta como 10,4 milhões.
Toledo também diz que a conversão de brancos e nulos em votos válidos ajudou, mas não fecharia a conta. Na leitura dele, a explicação aritmética passa, principalmente, pela migração de eleitores que haviam escolhido outros candidatos no primeiro turno.
Salvo ter havido algo muito improvável, como uma migração gigantesca de votos do Flávio para o Lula, obrigatoriamente o presidente foi reeleito com o voto dos outros candidatos que não o adversário. Nas minhas contas, mais da metade dos votos a mais que Lula ganhou têm essa origem.
José Roberto de Toledo
Toledo afirma que essa migração precisa ficar clara para a sociedade e para quem formar governo, porque, segundo ele, parte do eleitorado não se conforma com a ideia de eleitores de direita terem escolhido Lula no segundo turno.
Na hipótese de Toledo, o primeiro turno teve um sentimento predominante de "rejeição ao governo", em um cenário com muitas opções. Já no segundo turno, com apenas dois nomes, o eleitor faria uma única comparação e tenderia a escolher o "mal menor".
Ele ainda estima, com base em simulações, que entre os 2,9 milhões de eleitores líquidos que passaram a votar no segundo turno, "8 de cada 10" teriam ido para Lula e os outros 2 para o adversário.
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