Justiça decreta prisão de 3 suspeitos por mortes em SP; polícia descarta 'serial killer'
Uma das hipóteses, ainda investigada, é que o trio atuaria no chamado "tribunal do crime" do Primeiro Comando da Capital (PCC), espécie de Justiça paralela da facção. A atuação de um "serial killer" (assassino em série) é descartada pela polícia.
Como mostrou o Estadão, usuários têm levantado a hipótese nas redes sociais de que as ocorrências estariam ligadas à atuação de um possível serial killer, sobretudo por conta da brutalidade dos casos - algumas postagens sobre isso viralizaram em plataformas como TikTok e Instagram.
Essa linha, porém, é descartada pela Polícia Civil. Segundo nomes da alta cúpula da instituição ouvidos pela reportagem, apesar das semelhanças, não há elo aparente entre as ocorrências que indique atuação de uma só pessoa.
"Não existe nenhuma evidência de que um serial killer está agindo em São Paulo", disse em vídeo publicado nas redes sociais na última quarta-feira, 7, a delegada Ivalda Aleixo, diretora do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela maior parte das ocorrências.
De acordo com a delegada, são casos com dinâmicas diferentes, reunidos nas redes sociais porque alguns dos corpos encontrados estavam em sacos, cobertores ou tecidos. "Esse tipo de acondicionamento infelizmente é recorrente para transportar e ocultar cadáveres. Mas, isoladamente, não constitui a assinatura de um criminoso", disse.
Um outro ponto que soma nesse entendimento é que os casos ocorreram em diferentes regiões: com o corpo encontrado na última segunda-feira, 12, na região do Belenzinho, foram cinco ocorrências na zona leste, duas na sul, além de uma na zona norte, outra na oeste e uma última em Itapecerica da Serra, região metropolitana.
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