O melhor show do Rock in Rio 2026, segundo Ed Motta

Em podcast, cantor e compositor elogiou projeto inédito protagonizado por Péricles e destacou sua performance em clássicos internacionais
Guilherme Gonçalves (@guiiilherme_agb)
Na avaliação de Ed Motta, o grande destaque do Rock in Rio este ano teve sotaque brasileiro e alma de Detroit. O cantor e compositor não poupou elogios e exaltou a performance do sambista Péricles executando clássicos da lendária gravadora Motown, de Berry Gordy.
O pagodeiro, na ocasião, cantou músicas como “Ain’t no Mountain High Enough” (Marvin Gaye e Tammi Terrell), “My Girl” (The Temptations), “I’ll Be There” (The Jackson 5) e “For Once In My Life” (Stevie Wonder), entre outras.

Em participação no podcast Ticaracaticast, Ed Motta elogiou o show de Péricles, bem como sua desenvoltura na hora de cantar músicas em inglês.
Ele comentou:
“O que eu achei mais interessante do Rock in Rio foi uma coisa, uma projeto do Zé Ricardo, que foi o Péricles cantando Motown. Eu achei isso muito legal. Achei que ele cantou bem. Mandou bem. Cantou num inglês perfeito.”
O artista ainda comentou uma crítica vista em redes sociais à pronúncia do inglês do colega:
“As pessoas são horrorosas: ‘O inglês dele não está legal’. Como não está legal? Não fala besteira, rapaz. Quem tem um inglês melhor que aquele? Inglês perfeito. Ele cantou superbem as músicas. Ele vem de um outro estilo de música. Achei esse o grande momento do Rock in Rio.”
Péricles no Rock in Rio
A percepção de Ed Motta encontra eco na crítica especializada, que também apontou a apresentação de Péricles como um dos pontos altos desta edição do festival realizado no Rio de Janeiro.
Igor Miranda, jornalista da Rolling Stone Brasil, analisou:
“Interpretou bem uma lista de músicas bem diversa, demonstrou conhecimento de quem absorve tais obras há décadas e, sem comprometer sua própria identidade, respeitou as versões originais o quanto pôde — quando impossível, realizou adaptações coerentes para ambientar sua voz, vide o óbvio ajuste de tom em ‘I’ll Be There’ (The Jackson 5).”
O crítico acrescentou, sugerindo que o show especial se torne uma turnê:
“No fim das contas, soou como um cantor reencontrando parte de suas raízes. Pareceu tudo tão natural que fica difícil deixar de imaginar uma turnê ‘Péricles canta Motown’. Que venha. I’ll be there para assistir.”
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Guilherme Gonçalves é jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e atua no jornalismo esportivo desde 2008. Colecionador de discos e melômano, também escreve sobre música e já colaborou para veículos como Collectors Room, Rock Brigade e Guitarload. Atualmente, é redator em IgorMiranda.com.br, revisa livros das editoras Belas Letras e Estética Torta e edita o Morbus Zine, dedicado a resenhas de death metal e grindcore.
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