Psicóloga com câncer de mama 'bate o sino' após última quimioterapia no interior de SP: ‘Misto de sentimentos positivos'

Após deixar o hospital na última quarta-feira (12), a família de Priscilla Furlan fez um ritual especial: percorreu as ruas da cidade com o carro customizado e incentivou outros motoristas a buzinar em comemoração à conquista da paciente.
Ao g1, Priscilla Furlan, de 46 anos, descreve o sentimento de concluir essa etapa do tratamento.
“A última sessão de quimioterapia foi um misto de sentimentos positivos, de felicidade, de que acabou, de que venceu uma etapa. Mas não deixa de surgir um pouco de insegurança, de medo do que ainda está por vir. Agora, já tendo concluído as quimioterapias, eu digo que foi um processo que não é tão ruim assim.”
A psicóloga também agradeceu o apoio que teve da família e de profissionais que estão ajudando no tratamento, no Instituto do Câncer Oeste Paulista (InCOP): “Pessoas muito humanas que foram dando também todo esse suporte e apoio para levar essa fase com mais leveza.”
Psicóloga diagnosticada com câncer de mama bate o sino da última quimio em Presidente Prudente (SP) — Foto: Priscilla Furlan/Arquivo pessoal
Após concluir as sessões de quimioterapia, Priscilla ainda passará por 15 sessões de radioterapia a partir de setembro, como complemento ao tratamento. A intervenção será realizada na região do seio, já que o câncer, diagnosticado em estágio inicial, foi totalmente retirado durante a cirurgia realizada no fim de janeiro deste ano.
“O diagnóstico de câncer não é o fim, apesar de ser o primeiro pensamento. ‘O que vai ser de mim agora? Não vou poder ver minha filha crescer, gostaria e quero viver, será que eu vou conseguir?’", compartilha.
“As quimios e rádio são parte do tratamento que destroem as células cancerígenas que não são visíveis em exames. Seria uma prevenção para não ter recidivas”, completa a paciente.
Exames regulares e diagnóstico
Moradora de Presidente Venceslau, Priscilla afirma que sempre fez os exames de prevenção regularmente, até que, em das idas ao médico, ela foi orientada a procurar um mastologista após a mamografia.
“Já me encaminhou para uma biópsia, que foi confirmado que tinha câncer de mama. Conforme foram pedidos os exames, a gente também fica muito apreensiva até os resultados. Foi bem difícil quando recebi o diagnóstico de câncer, a própria palavra. Pois o primeiro pensamento é que pode ser o pior. Foi bem difícil para mim e para minha família também, de primeiro momento.”
O apoio da filha de Priscilla também esteve presente em um dos momentos mais delicados do tratamento para muitas mulheres: quando é preciso raspar os cabelos devido à queda dos fios provocada pela quimioterapia. No Dia das Mães deste ano, Lorena Furlan Zacarias, de 15 anos, foi quem raspou os cabelos da mãe. Assista ao vídeo abaixo.

Filha raspa cabelo da mãe com câncer de mama no Dia das Mães no interior de SP
Enquanto estava em tratamento, a psicóloga continuou a atender seus pacientes. No entanto, a profissional decidiu se afastar nas últimas semanas, para concluir a quimioterapia.
“No começo até foi fácil, assim, continuei atendendo meus pacientes normalmente, eu estava bem positiva. Na verdade, eu fiquei bem positiva, com muita esperança em todo o tratamento.”
Um dos fatores que, segundo ela, contribuíram para a boa recuperação da paciente é o estilo de vida saudável, com a prática de exercícios físicos, além do apoio e do carinho recebidos de amigos e familiares.
“Graças a Deus, eu tive apoio e conseguia conciliar, ficando com o emocional mais tranquilo. Fiz acompanhamento psicológico, consegui levar bem nesse primeiro momento.”
Como paciente e terapeuta, Priscilla deixa um conselho: “Façam os exames, façam atividade física, porque qualquer diagnóstico que você possa vir a ter, você vai conseguir superar com mais facilidade, com mais rapidez, com mais tranquilidade. As reações, os efeitos colaterais serão bem menores.”
Psicóloga diagnosticada com câncer de mama bate o sino da última quimio em Presidente Prudente (SP) — Foto: Priscilla Furlan/Arquivo pessoal
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