Galamba ataca PS por querer agravar imposto sobre renováveis

As últimas propostas do PS no setor da energia e dos impostos sobre esta área levaram o antigo ministro das Infraestruturas João Galamba a lançar um duro ataque ao secretário-geral socialista José Luís Carneiro e ao próprio partido.
Em causa estão a defesa de um “agravamento generalizado da tributação sobre as renováveis, incluindo o solar e o eólico”, bem como a defesa ao longo dos últimos meses de uma “subsidiação generalizada dos combustíveis fósseis”, conjugadas com um suposto silêncio no desenvolvimento da eletrificação. “Com estas propostas, José Luís Carneiro e o PS prestam um péssimo serviço ao país“, acusou Galamba.
Numa publicação no LinkedIn, o antigo governante socialista, que foi secretário de Estado da Energia e posteriormente liderou o Ministério das Infraestruturas, considerou que o PS aponta no sentido contrário às medidas que entende serem melhores para Portugal.
Numa altura em que deviamos estar a promover as renováveis e a eletrificação, o PS apoia a subsidiação generalizada de combustíveis fósseis e o agravamento da produção de eletricidade renovável. Com estas propostas, o PS presta um péssimo serviço ao país https://t.co/LtYgPstili
— Joao Galamba (@Joaogalamba) September 12, 2026
“Somada à equiparação do solar e do eólico a prédios urbanos para efeitos de tributação em sede de IMI, proposta pelo atual Governo, esta subida de impostos sobre as renováveis é exatamente o oposto do que o país precisava para responder à crise dos combustíveis fósseis”, frisou.
Para o ex-ministro, o agravamento da fiscalidade nesta área terá repercussões económicas, tendo em conta o “mercado integrado” existente com Espanha. “Agravar a fiscalidade sobre as renováveis em Portugal equivale a dizer aos investidores: não invistam aqui, invistam em Espanha”, referiu.
João Galamba saiu ainda em defesa da compensação aos territórios que acolhem os projetos de energias renováveis, embora explicando que deve assentar numa distribuição de receitas existentes e “não criando novos tributos ou novos impostos que penalizam o investimento”.
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