Desgastes e crítica de Lula põem em dúvida futuro de Andrei na chefia da PF

A permanência de Andrei Rodrigues no comando da Polícia Federal em 2027 é incerta, independentemente do resultado eleitoral. Na sabatina ao Jornal Nacional, da TV Globo, nesta quinta-feira (15), Lula criticou a participação do diretor-geral em um evento em Londres organizado por Daniel Vorcaro, do Banco Master, e disse não ter se convencido com as explicações apresentadas por ele. O embate direto com o STF (Supremo Tribunal Federal), por outro lado, trouxe desgaste interno a Andrei dentro da corporação, que não gosta de ser associada a movimentos políticos.
"Quando eu fiquei sabendo que ele tinha ido a Londres, eu chamei atenção. O papel do diretor da Polícia Federal não permite que ele tivesse ido a Londres", afirmou o presidente, que classificou o trabalho de Andrei como "extraordinário", mas não garantiu sua permanência caso seja reeleito. "Eu primeiro tenho que ganhar as eleições", disse Lula.
Dentro da PF, delegados criticam a exposição política da instituição em meio aos embates de Rodrigues com ministros do STF, especialmente André Mendonça, relator de investigações sobre o Banco Master e o INSS. Apesar de o cargo de diretor-geral ser uma indicação do presidente da República, nunca antes um diretor-geral havia confrontado tão abertamente um ministro do STF. Na avaliação de integrantes da corporação, esse tipo de confronto prejudica a imagem institucional da polícia.
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