'Atentado à democracia': Caiado, Zema e Cury criticam debate cancelado


Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) criticaram o cancelamento do debate presidencial da TV Globo nesta quinta-feira (1º).
Os candidatos também fizeram ataques a Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e à atuação do Judiciário.
O que disse Zema
Zema afirmou que o cancelamento representa uma perda para o país e para a democracia.
Quem está perdendo é o Brasil, é a nossa democracia.
Romeu Zema (Novo)
O candidato também acusou o ministro Flávio Dino, do STF, de atuar para beneficiar Lula. Zema afirmou que o país vive uma situação de "vergonha nacional" e citou reportagens da imprensa internacional sobre a atuação do Supremo. "Com certeza, está querendo beneficiar o Lula", declarou sobre o ministro Flavio Dino, indicado pelo petista para a Corte.
Críticas de Caiado
Caiado classificou o cancelamento como um "atentado à democracia brasileira" e responsabilizou Lula pelo cenário.
Destruíram o processo eleitoral no país. Nós não tivemos a oportunidade de poder promover debates.
Ronaldo Caiado (PSD)
Para Caiado, Lula foi o "fator determinante" para o impasse em torno do debate. O candidato acusou o presidente de evitar os confrontos entre os presidenciáveis e também criticou decisões do TSE e do STF relacionadas à campanha.
Caiado comparou a eleição atual com a disputa presidencial de 1989, da qual também participou. Segundo ele, os 22 candidatos daquela eleição participaram de debates sem "interferência" ou "ingerência". "Ao invés de ter um cuidado maior com a democracia brasileira, estamos vendo o contrário acontecer no Brasil", disse.
O candidato voltou a usar a expressão "ditadura da toga" para criticar o Judiciário. Caiado afirmou que os responsáveis pelos Poderes constituídos estariam levando as instituições ao "descrédito perante a sociedade brasileira".
Caiado também disse que a realização do debate poderia estimular a confiança dos brasileiros no voto. Segundo ele, quase 60 milhões de pessoas estariam "desesperançosas" e sem enxergar nas urnas a possibilidade de mudar os rumos do país.
Cury ataca Lula e Flávio
Augusto Cury acusou Lula e Flávio Bolsonaro de terem se "acovardado" ao não participar do debate.
Lula da Silva e Flávio, vocês amam muito mais o cargo do que a sociedade brasileira.
Augusto Cury (Avante)
Cury também criticou o protagonismo do STF e afirmou que a atual "insegurança jurídica" precisa terminar. Para ele, o Supremo é um "alicerce da democracia", mas deveria atuar de maneira mais discreta.
O candidato afirmou que o protagonismo do Supremo se tornou "completamente desproporcional". Na avaliação de Cury, a situação "beira um colapso da democracia".
Cury defendeu mudar a Constituição para acabar com a vitaliciedade dos ministros do STF. Ele afirmou que, se eleito, pretende buscar um pacto entre os Poderes e provocar o Congresso a discutir a mudança.
Por que o debate foi cancelado
A TV Globo cancelou o debate após uma sequência de decisões judiciais e a desistência de Flávio Bolsonaro. O encontro estava previsto para a noite desta quinta-feira (1º), a três dias do primeiro turno das eleições.
O TSE proibiu a emissora de exibir o púlpito vazio de Lula, enquanto o STF garantiu a participação de Renan Santos (Missão). Depois dessas decisões, Flávio Bolsonaro cancelou sua participação no encontro.
Lula já havia informado que não compareceria ao debate. Com a desistência posterior de Flávio, a Globo decidiu cancelar o encontro entre os presidenciáveis.
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