Por que o Bugatti de R$ 40 milhões associado a Fernando Alonso é único no mundo?
Um carro que parece ter sido construído com espelhos, custa até R$ 40 milhões e ultrapassa os 400 km/h. Esse é o Bugatti Veyron Grand Sport Vitesse associado a Fernando Alonso, flagrado dirigindo o hipercarro pelas ruas de Mônaco, em setembro de 2026. O modelo chama a atenção não apenas pelo desempenho, mas por uma característica que o torna único: sua carroceria de alumínio polido, com acabamento espelhado.
Identificado pelo chassi 8.100, o exemplar é o único Veyron Grand Sport Vitesse produzido com essa configuração. Para construir a carroceria, a Bugatti precisou trabalhar com blocos de alumínio que chegavam a pesar 20 toneladas. O metal foi moldado e polido para deixar as superfícies expostas, sem a necessidade de uma pintura convencional.
A exclusividade também aparece no interior, revestido em couro vermelho Carmine Red e com detalhes em fibra de carbono e alumínio. O resultado é uma combinação entre acabamento artesanal e engenharia de alto desempenho.
Quanto custa o Bugatti de Fernando Alonso?
O valor estimado do veículo fica entre 5 milhões e 6,8 milhões de euros, o equivalente a aproximadamente R$ 29 milhões a R$ 40 milhões. A cifra considera a configuração especial do exemplar, que teria elevado significativamente o preço em relação ao modelo convencional.
Por baixo da carroceria espelhada, o modelo mantém a mecânica que fez do Veyron um dos hipercarros mais conhecidos do mundo. O motor W16 de 8,0 litros, equipado com quatro turbocompressores, entrega 1.200 cv de potência e 1.500 Nm de torque.
O desempenho acompanha a aparência imponente: o carro acelera de zero a 100 km/h em 2,6 segundos e pode atingir 410 km/h com o teto fechado. Na configuração conversível, com o teto aberto, a velocidade máxima é limitada a 375 km/h.
A ligação com Fernando Alonso, porém, exige uma ressalva: o bicampeão da Fórmula 1 foi flagrado ao volante do carro em Mônaco, mas a Bugatti não confirmou oficialmente a identidade do proprietário. A fabricante informou que o veículo passou a integrar a coleção de um novo dono na Riviera Francesa.

O Bugatti Veyron visto com Fernando Alonso é feito de alumínio e fibra de carbono (Foto: Mechatronik)
Por que a Bugatti restaurou o exemplar?
Mais de uma década após sua fabricação, o chassi 8.100 retornou à sede da Bugatti, em Molsheim, na França, para passar por um processo de restauração, certificação e recuperação de sua configuração original.
O trabalho foi realizado pelo programa La Maison Pur Sang, iniciativa da fabricante dedicada à preservação, autenticação e restauração de modelos históricos e exclusivos. Entre os procedimentos, a equipe removeu personalizações feitas posteriormente para recuperar a proposta original do veículo.
A Bugatti não divulgou o valor da restauração nem identificou o novo proprietário. O exemplar, agora certificado pela fabricante, está na Riviera Francesa e continua sendo uma das criações mais incomuns da história do Veyron.
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