Rússia usa bônus, coação e prisões para mandar soldados à guerra na Ucrânia

Autoridades regionais também criaram pagamentos para quem convence novos soldados a assinar contratos militares. Ao menos 44 regiões adotaram bônus entre 10 mil e 1 milhão de rublos (R$ 600 a R$ 60 mil) por cada soldado recém contratado, informou Vaskin.
As denúncias incluem jovens do serviço militar obrigatório pressionados a aderir ao Exército profissional. A Take a Walk in the Woods recebeu 51 reclamações desse tipo em agosto, enquanto a Conscript School registrou 13. Além disso, uma fonte da universidade na região de Khanty-Mansi, na Sibéria central, relatou ao jornal que os reitores pediram aos professores que convencessem os alunos a se alistarem.
Familiares relatam que homens são levados a centros de recrutamento após detenções ou sob pretextos como viagens de trabalho. A Call to Conscience documentou diversos casos de homens que foram detidos nas ruas por não estarem portando documentos e levados pela polícia diretamente para bases militares.
Analistas citados no texto estimam que a Rússia tenha cerca de 20 mil baixas por mês, enquanto o ritmo de recrutamento caiu neste ano. O país busca repor as perdas sem anunciar uma nova mobilização em massa. Reino Unido estima que mais de 500 mil soldados russos morreram desde o início do conflito.
Putin nega nova mobilização forçada
O presidente Vladimir Putin nega que pretenda decretar uma nova mobilização compulsória. Em Vladivostok, ele disse que não há cenário que exija a medida e classificou os rumores como "desinformação inimiga antes das eleições".
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