Fachin se reúne com chefe da PF para tratar de ministros citados no Master

A condução de Mendonça no inquérito também é alvo de um pedido de investigação feito por Moraes, que se baseou em relatório de inteligência da PF para alegar possível direcionamento das investigações e abuso de autoridade. O relator nega irregularidades.
Além de Moraes, as mensagens colhidas pela PF no celular do fundador do Master indicaram uma possível contratação de Kevin Marques, filho do presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e ministro do Supremo Kassio Nunes Marques; também são citadas relações com o advogado Rodrigo Fux, filho do ministro Luiz Fux.
Pela produção do relatório de inteligência contra Mendonça, Andrei chegou a ter o cargo suspenso por ordem do relator. O caso hoje tramita em um processo de relatoria de Fachin, que restituiu o diretor-geral da PF momentaneamente.
Em sua defesa, Andrei declarou que não houve "qualquer monitoramento" ilícito de Mendonça ou do advogado-geral da União Jorge Messias. Segundo ele, os relatórios não são decorrentes de ações de vigilância, coleta clandestina de dados ou "qualquer medida invasiva".
A defesa do chefe da PF afirma que os relatórios de inteligência produzidos pela corporação são lícitos e seguiram todas as normas. Argumenta que a atividade de inteligência não se confunde com investigação criminal, tendo como objetivo a análise de cenários para subsidiar decisões, e não para acusar ou restringir direitos de indivíduos.
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