As notícias das 14h
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Atualizar a informação. Jornal das duas, com edição do João Lourenço e começamos com os protestos em torno da habitação. Depois dos confrontos de ontem entre polícia e manifestantes, há mais ações marcadas para hoje.
Começamos em Lisboa. A iniciativa está marcada para às 17h, no Rossio, mais ao norte, na cidade do Porto. O protesto realiza-se na Praça Dom João I, às 19h. Através das redes sociais, a acampada de Lisboa e do Porto anunciaram estas convocatórias com referências diretas aos acontecimentos desta madrugada. O post na rede social Instagram da Acampada em Lisboa realça a mesma frase: "Mais casas, menos bastão". No Porto, a convocatória é acompanhada de uma programação. Às 19h, inicia-se nova assembleia popular com uma sessão de coro e uma hora depois decorre uma cantina popular.
O Ministério da Administração Interna recusa dar cheques em branco às manifestações.
Renata Câmara apresentou uma intimação no tribunal administrativo para impedir a PSP de travar as tendas na Praça do Rossio, em Lisboa. Na resposta que o Ministério de Luís Neves enviou ao tribunal e à qual "O Observador" teve acesso, diz que permitir a instalação permanente de tendas nas ruas, como forma de protesto, levaria a um cenário de total ausência de segurança e higiene. Esta madrugada, na sequência de uma carga policial, foram detidas 31 pessoas, 25 em Lisboa e seis na cidade do Porto, nas manifestações pela habitação. Os manifestantes terão que se apresentar esta segunda-feira em tribunal. Quanto a esta ação de Renata Câmara, que fundou o Partido Trabalhadores Unidos, foi apresentada na última quarta-feira. A posição do Ministério da Administração Interna é de total desacordo, desde logo, porque se a polícia ficasse impedida de interromper ou dispersar uma manifestação, seria criada uma zona de exclusão para as forças de segurança. A decisão do tribunal deve ser conhecida ainda esta semana e daqui a uma hora, o ministro da Administração Interna preside em Amorico de Bastos à cerimônia comemorativa do Dia Distrital dos Bombeiros de Braga. Há essa expectativa de mais esclarecimentos por parte de Luís Neves depois da ação policial desta madrugada.
Sebastião Bugalho acusa José Luís Carneiro de ser oportunista e irresponsável.
E o vice-presidente do PSD critica a declaração do secretário-geral do Partido Socialista e acusa-o de não ter condenado a desordem que põe em causa a autoridade do Estado e as regras de funcionamento da democracia.
Parece-me preocupante e até chocante que o atual secretário-geral do PS, que desempenhou até funções como ministro da Administração Interna, tenha hoje revelado a total incapacidade para alguém que aspira a desempenhar, no futuro, funções de chefia de governo. Com a sua declaração oportunista e irresponsável, José Luís Carneiro não condenou de forma inequívoca o arremesso de objetos contra a polícia, nem condenou, de forma inequívoca, atos de desordem que põem em causa a autoridade do Estado e as regras de funcionamento da democracia.
O eurodeputado social-democrata diz que José Luís Carneiro desrespeitou a perversão da autoridade das forças de segurança. O porta-voz do PSD defende o uso da força policial em situações destas. Garante ainda que as autoridades agiram com proporcionalidade.
A polícia agiu, na nossa perspectiva, de acordo com a proporcionalidade e no enquadramento legal que se presume que aconteça, para proteger o direito à manifestação, que obviamente nós respeitamos, tem que se respeitar as regras da manifestação e a dado momento, a dado passo, isso não estava, infelizmente, a acontecer. O PSD, nesse sentido, não confunde nem vai clivar o país entre a liberdade de um lado e a autoridade do outro, entre os agentes de segurança de um lado e aqueles que querem resolver a crise da habitação do outro.
A garantia de Sebastião Bugalho aos jornalistas em Aveiro sobre a ausência e também o silêncio de Luís Montenegro, porta-voz do PSD, diz que o primeiro-ministro não ficou nem cego, nem surdo, mas não entra em torneios de conferência de imprensa com deputados e líderes parlamentares.
O presidente do CHEGA elogia a atuação da polícia nas manifestações em Lisboa e no Porto.
E André Ventura diz que a PSP não tinha outra alternativa sem ser a de repor a ordem pública. O presidente do CHEGA enviou um vídeo às redações em que elogia a atuação da polícia e critica também os partidos de esquerda.
A polícia não tinha outro caminho senão fazer o que fez: repor a legalidade e repor a ordem. Aqueles partidos, incluindo a irresponsabilidade do Partido Socialista, que se colocaram ao lado daqueles que estavam a provocar, a desobedecer, a incumprir a lei, apesar das repetidas tentativas da polícia, pela via da conciliação, da conversação e do diálogo, de repor a ordem, esses partidos estão a fazer um enorme dano à nossa democracia, às nossas instituições e à nossa segurança. Uma minoria, sobretudo infiltrados pela extrema-esquerda e por alguns arruaceiros internacionais e nacionais, estavam a provocar deliberadamente, de forma intencional, as autoridades para que este momento chegasse.
As declarações de André Ventura, reação do presidente do CHEGA à atuação da polícia desta madrugada, em que questiona ainda onde anda Luís Montenegro.
Onde é que anda o nosso primeiro-ministro? No momento de confrontos, de conflitos, no momento em que é preciso resolver uma causa e uma situação tão importante como a carência da habitação e o aumento do custo de vida das pessoas, onde é que temos o líder do nosso país?
Não se sabe dele há uma semana, não diz nada, não lidera, não dá a cara, é tudo aquilo que um primeiro-ministro não devia fazer.
Presidente do Chega a reagir à atuação da polícia em Lisboa e no Porto, também a criticar o primeiro-ministro.
O secretário-geral do PS critica o silêncio de Luís Montenegro e pede ao primeiro-ministro para assumir responsabilidades.
José Luís Carneiro marcou uma comunicação aos jornalistas para reagir à carga policial desta madrugada. O líder do PS e antigo ministro da Administração Interna pede ao chefe do Governo para assumir responsabilidades e responder também à atuação das forças de segurança.
Não podemos ficar indiferentes a que um protesto que se afirmou pacífico tenha terminado desta forma. A saída para esta crise não é policial, a saída para esta crise é política. O primeiro-ministro Luís Montenegro é o primeiro e principal responsável do Governo e tem de assumir a sua responsabilidade. Não pode, com o seu silêncio, continuar a atirar polícias contra cidadãos e cidadãos contra polícias. Qualquer restrição do direito de manifestação tem de obedecer aos princípios da necessidade, da adequação e da proporcionalidade. Só se justifica quando estejam em causa outros direitos que importe e que seja imperativo preservar.
José Luís Carneiro no Porto, numa declaração aos jornalistas, em que diz ainda que a comunicação com o Presidente da República tem momentos e locais próprios, remetendo assim para a reunião da próxima semana.
O ex-ministro e candidato à liderança do PSD, Jorge Moreira da Silva, critica a atuação da polícia nas manifestações.
O ex-ministro do PSD considera que, para além de injustificável à luz da tolerância, da empatia e dos direitos humanos, a carga policial contra protestos pacíficos é um tremendo erro dos decisores. Numa publicação na rede social X, o ex-vice-presidente do PSD alerta ainda que o populismo, a radicalização e a descrença na política alimenta-se de momentos como os que marcaram a madrugada desta sábado para domingo, na Praça do Rossio, em Lisboa, e também na Praça Dom João I, na cidade do Porto.
Hoje, mais de 130 mil brasileiros recenseados em Portugal podem participar nas eleições.
E é dia de escolha entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva. Ambos os candidatos já votaram. Primeiro, Flávio Bolsonaro, no Rio de Janeiro. À saída, falou aos jornalistas e a todos os apoiantes presentes e diz que está a decorrer um dia feliz.
Estou muito feliz com a campanha em segundo turno. Levamos alegrias às ruas, uma campanha leve, uma campanha limpa, feliz, felicidade no rosto de quem estava com a gente nas ruas, aqui no Rio de Janeiro com o Douglas. E eu acho que chegou a hora da mudança de verdade, foi assim no primeiro turno, que seja no segundo. O Brasil não aguenta mais quatro anos do jeito que está, a vida de todo mundo piorou. Então não tem por que continuar insistindo no erro. A esperança virou medo.
Flávio Bolsonaro, em declarações captadas pela CNN Brasil, diz que é tempo de mudança no país. Já Luiz Inácio Lula da Silva também exerceu o direito de voto em São Paulo, um pouco mais tarde. O candidato do PT agradece o apoio que recebeu nas últimas semanas.
Vou votar agradecido ao povo brasileiro. O que o povo fez comigo nesses dias é uma coisa que não tem como pagar. É muita generosidade, é muito carinho, é muito amor e eu serei eternamente grato.
O agradecimento do atual presidente brasileiro e candidato a novo mandato. Portugal é a segunda maior comunidade de brasileiros recenseados no mundo, apenas atrás dos Estados Unidos da América. Estão em Lisboa cerca de 80 mil brasileiros capazes de exercer o direito de voto. Recordar que as urnas encerram às 17h e, por esta altura, em outros países, já encerraram as urnas. Neste momento, e de acordo com o site da Globo, que cita dados do Tribunal Superior Eleitoral, garante que até esta hora, Lula da Silva já venceu em cinco países, Austrália, China e a Nova Zelândia, entre outros, enquanto que Flávio Bolsonaro também já confirmou vitória em sete países, Japão, Malásia e Emirados Árabes Unidos, são três dos sete em que o candidato do Partido Liberal já garantiu a vitória. Recordar aos nossos ouvintes que a partir das 22h, haverá emissão especial na Rádio Observador, no site e também nas plataformas digitais para acompanhar a par e passo o encerramento das urnas, mas também essa contagem dos votos para descobrir quem é o vencedor destas eleições presidenciais do Brasil.
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