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Saturday, November 7, 2026

Como ele conseguiu monetizar com 50 mil seguidores em apenas um ano

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RESUMO +

O criador de conteúdo João Fonseca chegou a 50 mil seguidores e conseguiu viver de conteúdo em São Paulo em apenas um ano. Seu formato combina vídeo tradicional e stop motion com desenhos de papel, o que atraiu marcas como Deezer, Adobe, Nestlé e iFood. Antes de depender apenas desse trabalho, Fonseca fez freelas e acumulou uma reserva financeira.

Em terra de IA, conteúdo feito por mãos humanas é ouro, e com seu toque de Midas, João Fonseca conseguiu criar um estilo vídeos para as redes sociais capaz de atrair grandes marcas como Deezer, Adobe, Nestlé e iFood.

Em um ano, o paulista de Tremembé, que foi para São Paulo com quase nada, conseguiu tudo: 50 mil seguidores e um formato potente, que o permite bancar a vida na segunda cidade mais cara do país. 

Sim, um micro influenciador pode arcar com a vida na da capital que custa, em média, 2,6 salários mínimos por mês, ou R$ 4,270. Mas é necessário planejamento e investimento no processo de criar conteúdo. É aquela velha pergunta que todo criativo faz: como ser original?

“Para mim é uma questão dos opostos. Tudo que é abundante gera um interesse no que é escasso. As pessoas estão um pouco saturadas de conteúdo de IA. Quando veem algo produzido de maneira manual, analógica, elas enxergam mais valor. Leva tempo e carinho para fazer, e isso é valorizado, sabe?”.

Um diferencial valorizado pelo público e pelas marcas

João produz um misto de audiovisual tradicional e stopmotion, fundindo trechos em vídeo com animações feitas quadro a quadro. Os recursos visuais são todos desenhados em papel, recortados e animados.

O resultado é um formato estimulante. Três segundos são a regra para prender a atenção do espectador nas redes sociais, mas João capricha de ponta a ponta, proporcionando retenção acima da média. 

“Eu sinto que os criadores estão ficando um tanto quanto preguiçosos. Por isso vou na direção contrária. Eu quero que o processo dê trabalho porque isso aumenta a régua. Meu conteúdo se torna difícil de replicar. Foi uma maneira que encontrei de alcançar a originalidade”.

Não é preciso ser cronicamente online para conhecer a “Teoria da Internet Morta”, que diz que eventualmente o conteúdo gerado por máquinas irá superar o conteúdo humano. Atualmente, estimativas já apontam para uma divisão 50/50 em texto. João vai na contra-mão do movimento.

Alto valor = liberdade de criação

Além dos recursos visuais, o criador de conteúdo ainda aborda temas universais. Explorando problemas do dia a dia do brasileiro de 20 e poucos anos, ele alcança identificação. Para as marcas, a soma de técnica e temas gera um formato atrativo.

“Eu encontrei, sem querer, um conteúdo que gera muita identificação nas pessoas, mas que também é muito bom para marcas. Por isso consegui monetizar muito cedo. Por conta da qualidade do produto”.

João conta que a entrega depende bastante da marca, mas a maioria dos seus clientes se atrai pela raridade do que ele já faz. A partir daí, ganhar liberdade criativa se torna um processo natural.

“Lembro que com a Adobe eu comecei falando de pilha palito e eles ficaram ‘como assim? O que isso tem a ver com PDF?’ Eles confiaram e o resultado foi uma das publicidades mais elogiadas que fiz”. 

“E quanto mais você entrega resultados com essa abordagem criativa, mais autoridade você ganha e mais as marcas confiam no seu trabalho". 

Como ele chegou no seu diferencial?

João tem 26 anos e foi para São Paulo para estudar Relações Públicas, faculdade que está concluindo. Sua jornada até a monetização durou apenas um ano, mas a bagagem é o que realmente contou: ele produz para a internet desde os 15 anos, quando se inspirava em criadores do YouTube como Whindersson Nunes e Christian Figueiredo.

E é difícil não repetir o clichê e dizer que ele ama o que faz. Criativo de natureza, tentou uma carreira tradicional aos 20, estudando Ciências Contábeis, mas abandonou o curso e foi trabalhar em uma agência de marketing digital.

Em sua trajetória, ele usou a experiência do YouTube para fazer freelas como videomaker, e fez escola ao trabalhar 3 anos na equipe de marketing digital da dupla sertaneja Fernando & Sorocaba. Toda a bagagem o proporcionou o entendimento que precisava sobre a arte e a criatividade. 

“Cresci numa cidade pequena, que não tinha muita oportunidade para se trabalhar com arte, com comunicação, com marketing. Fui deixando tudo como hobby, mas quando comecei a trabalhar com marketing digital, me redescobri no audiovisual”. 

Para monetizar é preciso se esforçar

João conta que para conseguir viver em São Paulo precisou inicialmente do suporte dos pais. Para dar o salto e viver apenas de conteúdo, quando já estava estabelecido na capital, precisou se planejar muito. 

“O criador precisa ter essa cabeça de negócios também, né? A criação de conteúdo não dá uma renda estável. Tem momentos de muita renda e momentos de praticamente nenhuma. Antes de dar esse tiro eu fiz muito freela, acumulei muito caixa pra me sentir confiante nessa empreitada”. 

Ele conta que atualmente dá ainda mais importância ao planejamento e acredita que o criador não deve visualizar a criação como única fonte de renda . Também é preciso explorar outras vias. E o principal para conseguir fazer funcionar, ele diz:

“Você precisa se dedicar. É o preço que muitas pessoas não querem pagar, mas é preciso encarar o conteúdo como um trabalho de verdade. Quando você se esforça, você com certeza colhe os frutos”.

'Perguntas frequentes'

Como João Fonseca conseguiu viver de conteúdo com 50 mil seguidores? +

João Fonseca conseguiu viver de conteúdo ao criar um formato difícil de replicar, que combina técnica audiovisual, identificação com o público e potencial comercial. Segundo o criador, a qualidade do produto permitiu que ele monetizasse cedo, mesmo como micro influenciador.

Qual é o diferencial dos vídeos de João Fonseca? +

O diferencial está na combinação de audiovisual tradicional com stop motion produzido quadro a quadro. João Fonseca desenha os recursos visuais em papel, recorta os elementos e depois os anima.

Quais marcas já trabalharam com João Fonseca? +

João Fonseca já atraiu marcas como Deezer, Adobe, Nestlé e iFood. De acordo com o criador, a raridade do formato ajuda a conquistar liberdade criativa nas campanhas.

Como João Fonseca se preparou para viver apenas de conteúdo? +

João Fonseca fez muitos trabalhos como freelancer e acumulou uma reserva financeira antes de depender apenas da criação de conteúdo. Segundo ele, a renda do setor não é estável e pode alternar períodos de ganhos elevados com momentos de pouca receita.

Qual foi a trajetória profissional de João Fonseca? +

João Fonseca produz para a internet desde os 15 anos e usou essa experiência para trabalhar como videomaker. Ele também passou três anos na equipe de marketing digital da dupla Fernando & Sorocaba e cursa Relações Públicas em São Paulo.

Quanto custa viver em São Paulo, segundo a matéria? +

Segundo a matéria, o custo mensal médio para viver em São Paulo equivale a 2,6 salários mínimos, ou R$ 4.270. A capital paulista é apontada no texto como a segunda cidade mais cara do país.

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