Ponteiro argentino elogia Brasil após confusão no Pré-Olímpico e admite o que faltou: "Parar Darlan"

No Maracanã ou no Maracanãzinho; no gramado ou na quadra. Não adianta. Quando Brasil e Argentina são colocados frente a frente os ânimos se acirram. No confronto que definiu a seleção verde-amarela como detentora da vaga sul-americana para as Olimpíadas de Los Angeles 2028 não foi diferente. Provocações marcaram a postura alviceleste na última parcial do jogo neste domingo (20). A resposta veio com uma vitória por 3 sets a 0 e um "tchauzinho" de Darlan. O ge conversou com dois jogadores argentinos e com Lucarelli, capitão brasileiro, para entender como eclodiu o entrevero, logo abafado pelas comissões técnicas e gritos de "É Campeão" em um ginásio lotado.
Segundo os relatos, o ponteiro Luciano Vicentin iniciou as provocações durante o terceiro set, quando a Argentina precisava vencer para buscar o tie break e se manter viva na busca pelo bicampeonato sul-americano e a vaga olímpica. O alvo principal foi Darlan, maior pontuador do confronto e o segundo que mais derrubou bolas durante todo o campeonato.
Vicentin teria começado as provocação — Foto: Maurício Val/Dhavid Normando/CBV
Para o ponteiro Armoa Morel - um dos primeiros a mostrar dentro de quadra o descontentamento com o "tchau" brasileiro - são "coisas do jogo". Sem se prolongar no tema, ele criticou ineficiências de sua equipe na partida, além de elogiar o oposto brasileiro.
- (Faltou) Um pouco mais de saque e bloqueio, principalmente, e parar um pouco Darlan, que jogou muito bem. (...) Ele jogou para c******. Então parabéns para ele - disse.
A partir da próxima temporada de clubes, Morel atuará na elite do vôlei brasileiro pelo Minas, onde jogará com o levantador Matheus Brasília. Apesar da derrota, ele exaltou a atmosfera do Maracanãzinho.

Veja a confusão após a vitória do Brasil por 3 sets a 0 sobre a Argentina no Maracanãzinho
- Incrível. Incrível. A gente já jogou muitas vezes assim. A gente ganhou em Recife em 2023. Agora foi para eles. Tudo bom, mas hoje eles foram melhores. Ganharam né?!
O ge tentou conversar com Vicentin na zona mista - espaço destinado para entrevistas após a partida, mas o jogador passou direto, mesmo sendo chamado pelos jornalistas. Um dos poucos argentinos que parou para falar com a imprensa foi o ponteiro Luciano Palonsky. Ele reconheceu que provocações são comuns em clássicos, mas criticou a postura dos companheiros após o apito final.
Morel exaltou desempenho de Darlan — Foto: Maurício Val/Dhavid Normando/CBV
- Vicentin estava falando para Darlan no jogo, Darlan estava falando para Vicentin. Coisas do jogo. É normal ele fazer uma coisa. Eu não achei bom. Não o Darlan, mas nós fazermos isso, porque se você quer fazer no jogo tem que deixar isso no jogo. Clima quente - relatou.
Um dos que atuou para acalmar os ânimos foi Lucarelli. O capitão do Brasil tentou tirar os companheiros da discussão, embora tenha feito questão de deixar evidente aos argentinos o seu posicionamento.
- Argentina tem essa característica de, em alguns momentos, tentar provocar. É uma equipe que gosta de jogar assim, um jogo um pouco mais quente. A gente já sabia que ia acontecer e durante o jogo a gente ignorou. No final do jogo, quando a gente ganhou, não sei quem de nós deu uma sacaneada e eles não gostaram. Paciência. Os caras ficaram o jogo inteiro ali na catimba e quando a gente fez uma vez, não gostaram... Infelizmente, o problema não é nosso neste momento - disse.
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