Canções para dizer adeus à seleção nacional

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Esta semana no Isto Não Passa na Rádio o tema é: canções para dizer adeus à Seleção Nacional. Os Animals na abertura do Isto Não Passa na Rádio, "It's My Life, I Do What I Want, Don't Push Me", dizem os Animals aqui. Tiago, bem-vindo. Como estás?
Está tudo bem, Nelson. Estou a agradecer ao destino dar-nos estes temas de mão beijada.
Tropeçamos na atualidade.
Não há nada melhor do que a realidade.
E a realidade bate sempre a ficção. Tivemos esta semana aí muita tinta, que continua a inscrever-se, à conta de um caso de um jogador de futebol que abandonou a Seleção Nacional. Só que dá-se o caso de ser o maior jogador de sempre.
E o capitão da Seleção!
E o capitão da Seleção. Por isso é que se tem inscrito tanta coisa. Também o facto de ter sido meio novelesco.
Como dizer, inesperado.
Inesperado, também aguça o apetite jornalístico para questões destas. Mas nós queremos uma banda sonora para alguém que tome esta decisão.
Até porque eu imagino os eventos com canções. As coisas são muito mais interessantes se tiverem uma banda sonora.
As pessoas dizem assim: "Eu vejo a vida por cores". Nós vemos por canções.
Não, é por cantigas. Eu é tudo em acordes.
Porque escolheste os Animals? É um statement esta "It's My Life".
Para já, esta abertura da canção, imagina o início da novela. O jogador bate com a porta, vai-se embora e isto começa, e começa a canção a tocar. Isto é extraordinário, se algum dia ficcionalizarem isto. E depois o refrão diz: "Mas bebé, lembra-te, é a minha vida e eu faço o que eu quiser. É a minha cabeça e eu penso como eu quiser. Diz-me que eu estou errado, eleja-me, mas um dia eu vou te tratar como deve ser".
Será que ele está a falar da Seleção Nacional?
1966.
Os Animals que tiveram outros sucessos maiores que este. O "House of the Rising Sun", o "Don't Let Me Be Misunderstood".
Certo. Porém-
Também dava para aqui
...foi há 60 anos. Há 60 anos-
Já estava escrito.
É isso que eu queria dizer. E 66 que também houve o mundial, Eusébio.
Eusébio, 66.
Meu amigo, só agora que estou aqui a falar contigo em voz alta é que estou a realizar Esta conspiração.
Eu trouxe uma canção também bastante antiga, eu creio que é de 64, é do Roy Orbison. Eu já trouxe esta canção para um outro tema parecido com este, em que fizemos qualquer coisa para despedidas ou para saídas.
Ou birras.
Ou birras. Já não sei se fizemos algum desse gênero, mas lembro-me de passar esta canção numa versão feita pelo Morrissey recentemente.
Por falar em birras.
Por falar em birras. Só que fui à versão do Roy Orbison, chama-se "So It's Over". Li uma coisa na internet que era uma operatic rock ballad.
Com o Roy Orbison a cantar.
E tudo é operático no Roy Orbison. Uma coisa que eu gosto no Roy Orbison, particularmente, é que há uma certa negritude, há ali um dark side naquilo.
Claro.
E é isso que me agrada numa figura que é tão pouco.
Muito dramático.
Muito dramático, mas meio obscuro.
E com aqueles shades.
Aqueles shades não ajuda também. Ele sempre muito vestido de preto. As imagens dele são quase sempre a preto e branco.
Eu acho ótimo.
Aquilo parece um filme do Drácula ou coisa do gênero. "So It's Over". Ainda assim, é uma bela canção, espero que gostem. Quase que entrávamos ali neste último forcing de Roy Orbison.
É, porque quando tu achas que o Roy Orbison já deu tudo, ele tem mais.
Ainda tem mais um bocadinho.
É extraordinário.
Gosto muito desta canção, "It's Over". É sempre uma canção de despedida. Golden days before they end. Podíamos extrapolar muito sobre a letra desta canção para o momento que se vive atualmente, mas vou deixar isso para analistas mais qualificados.
Ora essa.
"So It's Over", Roy Orbison. E agora para algo completamente diferente. O Tiago Pereira trouxe "Interstellar".
Não é "Interstellar", meu amigo.
Espera lá, que eu estou a ler mal.
É "Interstelar".
Desculpa, "Interstelar". Estava a ver um filme de Hollywood aqui à minha frente.
Mas é mais ou menos.
É, não é?
É mais ou menos.
Plutónio.
Plutónio.
Já trouxeste esta canção. Mais que uma vez.
Não sei. Não, é mentira, mas não faz mal. Isto sim é um grande banger do álbum "Carta de Alforria", 2024, Plutónio, que vai estar ao vivo no Estádio de Alvalade, meu amigo, em 2027.
Plutónio não fez uma canção para o Exaltino ou com o Exaltino?
Não sei. Talvez.
Acho que sim. Vou pesquisar.
Por que eu trouxe esta cantiga? Porque esta canção é no seguimento de um historial enorme de cultura hip-hop, que é a cultura do ego. E tem versos que eu lembrei-me que parece que foram escritos de propósito, porque o Plutónio às tantas diz assim: "Cada vez que eu dropo, causo efeito borboleta. Pai, dá-lhes perdão que eles não sabem o que eles são. Não vim seguir tendências, sigo a minha intuição. Por isso eu hoje vou lá fora, entrar na nave e vou-me embora. No teu buraco negro vou entrar, chegar ao espaço e nunca mais voltar".
O meu com muito mais paleta. Várias Julietas. Cada vez que eu troco causa efeito borboleta. Pai dá-lhes perdão que eles não sabem o que eles são. Não viço que tendências, sigo a minha intuição. Por isso hoje vou lá fora, entrar na nave, vou-me embora. No teu buraco negro vou entrar, chegar ao espaço e nunca mais voltar. Mas esta noite eu vou lá fora, entrar na nave, vou-me embora. O único espaço onde eu quero estar é no teu espaço interestelar. E vou chegar de roupa preta, sorriso do capeta. Estou com tanta pica vais achar que é malagueta. Morto de saudades, hoje eu vim te dar vendeta. Te levar para Vénus, sei que és dona do planeta. Por ti pipo com a NASA e toda a tribulação. Passeamos por cometas de Mercúrio a Plutão. Não vou te dar buquês, mas vou-te dar nessa boceta. Queres filhos extraterrestres, deixa o PV na gaveta. Levo-te para o meu espaço, sei que é chiumenta. Sou a Guerra das Estrelas, sei que tu aguentas. Dar-te uma supernova na massa cinzenta. Nossa física é química, mais que a ciência. E quando der a hora de aterrar de urgência. Vais cancelar o Uber, baby, com licença. Podes sentar, vou te levar na nave espacial. Bloco de notas violeta, estrela e não cometa. Incompreendido porque eu vim de outro planeta. De noite eu sou vampiro e vou roubar teu coração. De dia uso óculos escuros para não roubares a visão. O meu com muito mais paleta. Várias Julietas. Cada vez que eu troco causa efeito borboleta. Pai dá-lhes perdão que eles não sabem o que eles são. Não viço que tendências, sigo a minha intuição. Por isso hoje vou lá fora, entrar na nave, vou-me embora. No teu buraco negro vou entrar, chegar ao espaço e nunca mais voltar. Mas esta noite eu vou lá fora, entrar na nave, vou-me embora. O único espaço onde eu quero estar é no teu espaço interestelar. Bloco de notas violeta.
Interstelar, Plutónio, no Isto Não Passa na Rádio, canções para dizer adeus à Seleção Nacional, é o tema desta semana. Escolha do Tiago Pereira, estava a confirmar. Sim, há dias Plutónio lançou uma canção chamada Isaltino, em que Isaltino Morais é protagonista do vídeo e se calhar da canção, tenho que calhar melhor à letra.
Não deve ser em bom.
Vamos deixar isso para outra avaliação, noutro programa, noutro tema. E fechamos ainda com o hip-hop dos A Tribe Called Quest. Primeiro, porque gosto muito deles, depois porque eles têm aqui um disco de 2016 que podia encaixar muito nesta história toda, que se chama We Got It From Here Thank You 4 Your Service.
Muito bem.
Tudo bem, obrigado por tudo.
Foi fixe.
Beijinhos e um queijo.
Foi fixe.
Até à próxima. Nós a partir de agora temos uma seleção para levar para a frente e para vencer muitos troféus. Ainda assim, escolhi desse mesmo disco, que já tem esse título sugestivo, o Whatever Will Be.
Que será, será.
Que será, será. Não há problema, o mundo não vai acabar, seguramente.
Achas que não vai acabar?
Esta canção tem a participação de um rapper veterano chamado Consequence. Quem toma uma atitude destas tem que estar pronto para as consequências, percebes?
Esse é meu amigo.
Whatever Will Be, os A Tribe Called Quest no disco We Got It From Here Thank You 4 Your Service.
So now I'm supposed to be dead or doing life in prison. Just another dummy caught up in the system. Unruly hooligan who belongs in Spartan. I was getting at degree at Stanford or Harvard. And by my work ethic, the way I speak, yo. Should I be mentally weak, first be Emily Doe. Should I be trapped in the trap, would you prefer that? Fourth grade reading level, but he knows how to rap. Are you amused by our struggles? The English that's broken. The weed that I'm smoking, the guns that I'm toting. The drugs that I'm selling, no need for improvement. Fuck you and who you think I should be, forward movement. Melanated, shrouded in complexity. Brain charged, shocking like electricity. Mouth translate happens organically. The media relates to what it thinks it sees. Judging steps and choosing from paths they never walked. Shot down in a blaze of a phrase is how they talk. Dark skin Walker, The Bop, a trade villain. I'm chilling, feeling down to the DNA, crime villain. Supplement their youth, hypersexualizing women. They ain't got the strong enough hold, so they built a prison. Pumping false religions to all of these niggas' systems. Every voice devoid of the truth, come on. Listen. Man, look at this. Man, look at this. Whatever will be will be. Like a billionaire investing in a nigga's dream. Certainly a head scratcher like Pac and Big's killer snatcher. Or a woman with the wisdom who's leading the way. That rarity is in the rear, but never today. Yep, man, picture a PD letting good records play. On the strength of what it is, not the finesse of your biz. And your lady calls you dirty, heard it's under rugs. You'll find out only if she tells you, take her, kiss and hug. 'Cause in the answer for cancer in a prodigious kid's mind. Yes, the government will fund learning is free for everyone. And from that lie, you only visualize in the eyes. Of despair and adversity in some universe this verse will be true. Everybody running when they see the storms coming. But whatever's gonna be will be. Everybody running when they see the storms coming. But whatever's gonna be will be. Some will dash through the mountain, some will crawl. And the weakest amongst them, they will fall. But the strongest in faith, they will stand tall. Everybody running when they see the storms coming. But whatever's gonna be will be. I just wanna feel as liberated as lions in Liberia. 'Cause recently my heart turned cold as Siberia. 'Cause everywhere I go being cold is the criteria. Let's see how well you know all your tribe trivia. Green and the white, we serving that Nigeria. North side of Queens, 192 is the area. This is for my dogs from shih tzus to terriers. Fuck it, it's showtime, Tip, make sure they hear me, yo.
Canções para dizer adeus à Seleção Nacional é o tema esta semana no "Isto Não Passa na Rádio". Temos canções para este momento tão histórico na vida do futebol português e da sociedade nacional.
Eu até diria que isto é mundial.
Até já aconteceu, inclusive com um jogador português, mas não era capitão e não era o melhor do mundo, ou tinha sido o melhor do mundo. Por isso é que estas coisas estão a ter uma repercussão um bocadinho maior. "Leaving on a Jet Plane". Foi mais ou menos assim que se deu este adeus, não é?
Isto é autoexplicativo. A canção de John Denver, 1966, popularizada por esta gravação de Peter, Paul and Mary, é alguém a dizer: "Eu odeio ir-me embora, mas tem que ser. Vou de avião a jato e não sei se algum dia vou voltar". Não sei. Mic drop, não tenho mais nada a dizer.
Isto é malta que tem aquela sonoridade do Laurel Canyon, dali daquelas montanhas de Los Angeles.
Isto é para perceberes que a harmonia é possível.
Na folk.
E mesmo quando estás a dizer adeus, é possível.
Sim.
Ao contrário daquilo que algumas pessoas parecem querer pensar. De qualquer forma, isto parece mesmo a banda sonora ideal para aquele momento de dramatismo. Eu estou a imaginar o maior de todos os tempos, de acordo com ele próprio, a subir as escadas do avião e isto a tocar naqueles headphones que devem custar para cima de um balúrdio. Devem custar mais de 20 paus.
Por acaso tenho mais curiosidade para perceber como é que foi feito o telefonema para o piloto do jato. Tipo: "Agora já está aqui".
"Chaval".
"Faz favor".
"Ouve lá, chaval".
"É onde é que está? É aqui? Tenho que ir embora". Muito bem, "Leaving on a Jet Plane". E agora tenho outra canção que vem da Ilha da Madeira.
Tu estás mesmo a incendiar isto tudo.
E vai ser pior daqui a pouco. Napa com "Sortudo".
Sim.
Quem pode também abandonar uma coisa daquela maneira num jet plane é um sortudo.
É, claro.
"Sortudo" é também uma bela canção dos Napa, foi lançada há alguns Semanas, meses, diria. Eu não tenho a certeza, porque os Napa, entretanto, lançaram uma canção chamada "Coisas Simples" e essa aparece já fazendo parte de um novo disco, "Semitrópico", que chega a 16 de outubro, já não falta muito para esse disco dos Napa, que eu acho que são muito mais do que aquela banda que venceu um festival da canção. Tenho gostado muito das coisas que têm editado desde então. Uma delas é esta, "Sortudo", e é uma canção que me deixa bem-disposto, de alguém que está confiante, que tem amigos pelo mundo. Mas os Napa também têm na sua obra muito de cantar esta coisa de sair da ilha, nem sempre se sentir bem em outro sítio qualquer.
A insularidade.
A insularidade. E eu acho que isso também se toca aqui com esta história que estamos a viver. Da Ilha da Madeira para o "Isto Não Passa na Rádio", os Napa com "Sortudo", é uma das novas canções da banda. "Semitrópico", disco novo dos Napa a 16 de outubro. E ele tem amigos pelo mundo e é um sortudo.
Tem muito bons teclados e coisas a acontecer nesta cantiga.
É ótimo.
Gosto muito disso.
Esta é uma boa malha pop.
Pois é.
Linda Lindell, "What a Man!".
Pois é.
Isto é a canção que deu origem àquela outra.
Que é da Salt-N-Pepa. É claro. Canção de David Crawford, gravada originalmente pela Linda Lindell. Quando? 1968. E é uma canção sobre-
Alguém que está mesmo lá em cima.
É só isto, meu amigo. "What a Man!" é uma canção sobre o maior. Bora.
Linda Lindell, "What a Man", canção que depois ficou também famosa na versão das Salt-N-Pepa, já nos anos 90, imagino eu.
Diria que sim.
Também diria que sim. 1993, Salt-N-Pepa, "What a Man". Bela canção.
Grande homem.
Hã?
Em português é grande homem.
Grande homem. Podia ser.
Grande homem.
E ficamos por aqui. Escolhi uma coisa um bocadinho estranha.
É a última?
É a última.
Vê lá o que é que vais fazer.
Eu escolhi os Gotan Project.
Já não ouço isso há...
Foi para ter essa sensação também.
Atenção, devo confessar que nunca ouvi muito.
Eu ouvi um bocadinho quando aquilo apareceu. Tinha aquele disco que rompeu em muitos sítios, o "La Revancha del Tango".
Sim, mas depois tocavam em Portugal três vezes por ano.
Eram os James da altura, também. Os James tinham uma boa canção para o Programa 2, que é o "Getting Away With It ". Encaixava bem também no tema de hoje. Mas escolhi aqui um disco, escolhi os Gotan Project e fui ao segundo disco, que se chama "Lunático".
Muito bem.
E escolhi uma canção chamada "Mi Confesión". Também achei apropriado.
Também é bom.
Isto para dizer também que o Messi também disse adeus à seleção precisamente esta semana e até num jogo de homenagem frente ao Benim. Jogou, houve foguetes e coisas como devem de ser os adeuses do futebol.
Exato.
O que para já não aconteceu com o nosso, mas que esperemos que um dia possa acontecer. Era uma despedida que eu gostava que acontecesse. O Messi conseguiu fazê-la sem grandes novelas mexicanas ou argentinas. Por isso lembrei-me aqui deste projeto, que de facto tem um argentino. De resto, é um trio franco-suíço-argentino, os Gotan Project. Também fiquei tipo: "Os Gotan Project, já não me lembrava disto". Em 2026 saiu o álbum "Lunático" e eu gosto muito desta "Mi Confesión", que foi a que também tivemos esta semana, uma confissão, não foi?
Mais ou menos.
Houve pedidos de perdão, até. Houve de tudo, meu amigo. Mas continuamos com um adeus à seleção nacional.
Até ver.
Até ver.
Sabe-se lá.
Nunca se sabe. O que se sabe é que para a semana eu e o Tiago Pereira regressamos com mais canções ao Isto Não Passa na Rádio. Continue a acompanhar-nos nas redes sociais, nas plataformas de streaming e de podcast. Partilhem. Um abraço, Tiago. Adeus.
Até para a semana.
Proyecto Gotan. Desde el cosmos para el mundo. Buenos Aires, Argentina. Sí, soy yo y la voz de mi pensamiento. De mi pensamiento. Mis pensamientos, pensamientos del corazón. ¿Cómo es la clave? ¿Cuál el secreto para estar en paz por completo? Dos pies en la tierra y un relato. Desde hace rato me tienen sujeto. El mundo es mi suelo, el cielo mi techo. Buenos Aires donde cosecho mis anhelos y mis pasiones, pero solo hay vacío y no estoy satisfecho. Y no estoy satisfecho. No estoy satisfecho. Si hablo de amor, sé que la extraño. De mis actos en vida soy dueño, pero me calla el dolor por el daño y es como un sueño dentro de otro sueño. Apuesto a pleno, pero de callado, cada uno en la suya, yo ando rayado. Sigo esperando sentado, que esta vez el destino no me deje plantado. No, que no me deje plantado No, nena. Escuchame bien. No es chamuyo. No es chamuyo. Es amor. Me lava y engomía, che, la culpa no fue mía. De amor yo no sé nada, lo mío es la astronomía. Vos sabías bien que yo era un mamarracho. Vos lo sabías bien, soy un borracho. Maxi, geisha, no me reclamés. No me esperés, flaca, ya no me llamés. Todos lo saben, prefiero ser MC. Hasta el farolito de la calle en que nací. Tengo una balada para un loco que la confieso para mí porque estoy loco y eso me provocó que en vos pensase y así un poema nace. Los más hábiles dejamos pasar los abriles inmóviles para no quedar como giles y así ya no me enamoro de nuevo. Y así ya no me enamoro de vos de nuevo. Pensamientos del corazón son mi confesión. Tampoco mi inspiración. Pensamientos del corazón son mi confesión. Qué se yo, pero sé que no es chamuyo. Tampoco mi inspiración. Pensamientos del corazón son mi confesión. Tampoco mi inspiración. Pensamientos del corazón son mi confesión. Qué se yo, pero sé que no es chamuyo. Tampoco mi inspiración. Y es así. Todos tropezamos con la misma piedra. No es chamuyo, es amor.
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