3h. Estudo. Governos estão mais velhos e qualificados
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As notícias com Teresa Freire.
Boa noite. Nos últimos 50 anos, apenas 15% dos lugares nos governos portugueses foram ocupados por mulheres. Mantém-se a maioria masculina. Um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos analisou o percurso dos 507 ministros da democracia portuguesa para traçar o perfil da elite que tem governado o país nos últimos 50 anos. A investigação coordenada por Marcelo Camerlo e António Costa Pinto chegou à conclusão que os governos estão a ficar mais velhos, mais qualificados e mais partidários. O politólogo António Costa Pinto explica que no recrutamento de ministros, os partidos continuam a ser determinantes, mas que a qualificação tem sido cada vez mais relevante.
Praticamente desde António Guterres, mas já com uma forte presença antes, a tendência para ter muitos ministros que vão buscar à sociedade civil, às profissões, à alta administração pública, tem se consagrado. Qual é a diferença mais recente que o nosso estudo capta? A diferença mais recente é que os próprios ministros que provêm dos partidos, que provêm de uma carreira política, também têm um perfil mais adequado à pasta.
António Costa Pinto, um dos coordenadores deste estudo, em declarações à Agência Lusa. Outro texto, da autoria de Edna Costa, no mesmo estudo, conclui que nos últimos 50 anos, dos quase 400 detentores de pastas ministeriais, apenas 60 eram mulheres, 15%. O estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos explica ainda que as ministras possuem qualificações acadêmicas superiores às dos ministros, metade são doutoradas, enquanto três quartos dos homens não têm este grau de qualificação. As conclusões desta investigação estão também em destaque no site do Observador, num artigo assinado pelo editor adjunto de política, Miguel Santos Carrapadeuse. O porta-voz do PSD espera que o líder parlamentar do PS peça desculpa ao Ministro da Educação. Este domingo ficou marcado por uma troca de ataques entre os socialistas e sociais-democratas. Em causa, as declarações de Eurico Brilhante Dias, que esta manhã afirmou que Fernando Alexandre é candidato a ser o pior ministro da Educação desde o 25 de Abril, tendo em conta as notícias que revelam que ainda há centenas de alunos sem escola no arranque do ano letivo. À tarde, o porta-voz do PSD respondeu ao líder da bancada do PS. Em declarações à Sic Notícias, Sebastião Mogalho garante que todos os alunos vão ter acesso a uma vaga e quando isso acontecer, espera que Brilhante Dias peça desculpas.
Parece-me que no caso de hoje, mais uma vez, as previsões e as acusações do doutor Eurico, que é: vai haver alunos em Portugal sem acesso à escola pública e ao ensino obrigatório. Quando isso não acontecer, que é aquilo que eu sei que vai acontecer, isto é, quando os alunos forem colocados na escola, tiverem acesso à sua vaga, à sua turma, estiverem matriculados como devem, pode não ser na escola que tinham como primeira opção, pode ser na que tinham como segunda, não importa, mas quando todos os alunos de ensino obrigatório em Portugal tiverem acesso à escola pública como devem e merecem, eu espero que ele venha pedir desculpa ao ministro a quem ele chamou o pior ministro da democracia desde 25 de Abril.
Sebastião Mogalho disse entender o jogo político dos socialistas, acusa o PS de querer criar um clima de alarme junto dos portugueses só por tática política. Ainda assim, diz que se o Partido Socialista for coerente, vai deixar o Chega isolado nas propostas que apresentou para descer o IVA dos combustíveis.
Se o PS cumprir com a sua palavra, com aquilo que foi anunciado hoje mesmo, este domingo, pelo seu líder parlamentar, parece-me que mais uma vez, quando o Chega apresentar essas iniciativas parlamentares, o resultado será o seu isolamento político. Portanto, será mais uma iniciativa política parlamentar do Chega que será chumbada, como foi a moção de censura. Parece-me que o partido de André Ventura, percebendo que não vai conseguir derrubar o governo de maneira nenhuma, por causa de nenhum ministro e por causa de nenhum orçamento, entendendo que não conseguirá causar a instabilidade política de que vive, acho que o Chega entrou num período de verve política, porque não tem caminho, não tem saída.
O porta-voz do PSD, Sebastião Mogalho, em entrevista à Sic Notícias. Falamos agora da reentrada política do Livre. A porta-voz Isabel Mendes Lopes acusou o governo de tentar aprovar o pacote laboral às postas no Parlamento, apesar de ter sido chumbado em julho na Assembleia da República. A co-porta-voz do Livre considera que a ministra do Trabalho não vai desistir de fazer uma reforma na legislação laboral e deixa, por isso, um alerta.
Não nos podemos deixar enganar, porque o pacote laboral foi derrotado pela força das ruas, pela força dos sindicatos, e isso mostra como é importante a cooperação, o movimento sindical e que tem que ser ainda mais reforçado. Mas não nos podemos deixar enganar, porque a ministra do Trabalho não vai desistir. Ela já disse que vai querer apresentar o pacote laboral às postas no Parlamento. E isso ainda é mais grave, porque é mais fácil ser passado, é mais fácil a extrema-direita fazer aprovar.
Isabel Mendes Lopes, a co-porta-voz do Livre no discurso de encerramento da reentrada política. No futebol, esta noite o Sporting empatou na casa do Famalicão, enquanto o Benfica venceu o Gil Vicente. No jogo dos Leões, só houve gols na segunda parte. Luiz Soares marcou pelo Sporting aos 81 minutos. O Famalicão empatou em casa graças ao sportinguista Gonçalo Inácio, que fez depois um autogol. No fim da partida, o treinador dos Leões, Rui Borges, diz que a equipa controlou praticamente todo o jogo e acabou por sofrer gol no único momento onde não teve a intensidade necessária.
Estivemos sempre ligados até os 89, 90 minutos de jogo. Foi o único momento onde não fomos ou não tivemos essa intensidade e essa energia defensiva. E somos penalizados, porque depois de ter alguma sorte com o Inácio a tentar fazer o corte, acaba por desviar a bola pra baliza. Mas isto é o jogo e temos que crescer nesse sentido.
Rui Borges, no final do jogo da sexta jornada do campeonato. Do lado do Famalicão, Carlos Carvalhal destaca a reação da equipa ao gol sofrido, admite alguma sorte no lance, mas ressalva que os jogadores lutaram muito para deixar um ponto em casa.
A equipa foi abnegada, foi concentrada, foi muito determinada e depois tem uma reação absolutamente fantástica. Esta equipa já na Amadora foi assim também, uma reação fantástica. Os jogadores que entram, entram pra acrescentar e acabamos por ter alguma felicidade, sem dúvida, na parte final, devido ao resultado. Mas nós temos que dizer, os meus jogadores correram muito e lutaram muito pra conseguir este ponto.
Análise do treinador do Famalicão, Carlos Carvalhal, depois do empate a uma bola frente ao Sporting. Já o Benfica venceu o Gil Vicente por 3 x 1, com dois gols já bem perto do minuto 90. O Gil Vicente inaugurou o marcador aos sete minutos com o gol de Hector Hernández, mas as Águias recuperaram com um bis de Pavlídas e um gol de Prestianni, mesmo no fim do jogo. Na flash interview, o treinador benfiquista Marcos Silva diz que a equipa entrou bem, mas foi permitindo que os adversários crescessem na partida. Ainda assim, o técnico diz que o jogo foi todo do lado do Benfica.
Nós entramos bem no jogo novamente, tivemos os dois, três primeiros momentos bons de chegada sobre o corredor direito. Recuperamos bem a bola, num momento de boa intensidade de recuperação, acabamos por entregar mal. É o pior que pode acontecer a uma equipa quando ganhas, depois de trabalhares forte pra ganhar, ganhas e entregas mal a bola, foi o que nos aconteceu. E no momento, depois da defesa da área, não fizemos tão bem. Um momento também há que realçar de qualidade no último passe e o movimento do jogador do Gil. Mas o jogo depois foi todo nosso, como tinha que ser. Mesmo no intervalo, já podíamos estar a vencer pelas oportunidades que criámos. Com o nosso acreditar também que os adversários se apearam, foi muito importante e acabamos por ganhar o jogo de uma forma justa, mas bastante difícil.
Marcos Silva, o técnico do Benfica. Do outro lado, o treinador do Gil Vicente, Luís Pinto, mostra-se orgulhoso da exibição da equipa.
Tínhamos de ser muito coletivos. E fomos. Infelizmente, já perto do final, o gol do Benfica surge de pênalti e acaba por ser uma situação em que já é um pra um e o jogador do Benfica acabou por ser frio e ter a qualidade pra fazer o gol. E foi isso que definiu. Depois, logo na jogada seguinte, podemos fazer o dois, dois. Partimos o jogo, porque sinceramente, perder dois um ou perder três um ou quatro um, é a mesma coisa. Não era a mesma coisa se conseguíssemos ficar com pontos, mas estamos orgulhosos da nossa exibição e satisfeitos com o resultado.
Declarações de Luís Pinto, treinador do Gil Vicente, depois do jogo na casa das Águias. Esta segunda-feira continua a sexta jornada com dois jogos. O Sporting de Braga recebe o Estoril Praia, enquanto o Estrela da Amadora vai até Vila do Conde defrontar o Rio Ave. Ponto final neste jornal das 03:00. A informação está de regresso às 03:30.
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