As notícias das 00h
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O José Rafael Lopes. Jornal da meia-noite na Rádio Observador. Eu sou o José Rafael Lopes. A acampada de Lisboa quer permanecer no Rossio durante o mercado de Natal na praça. Começa esse mercado no dia 13 de novembro e vai decorrer até dia 21 de dezembro. A decisão sobre se as tendas voltam a ser montadas antes de sábado ainda não foi tomada, mas há garantias, por parte do movimento, de que essas tendas vão voltar à Praça do Rossio depois da manifestação que está marcada para dia 31 de outubro. Esta noite decorreu nova assembleia popular, em que foi pedido para que fossem apresentadas apenas propostas. Destaque para Renata Câmara, uma das porta-vozes deste movimento da acampada de Lisboa e também porta-voz do Partido de Trabalhadores Unidos, que sugeriu que as assembleias populares continuem, mas que se crie uma nova assembleia interna só para questões de segurança, apoio jurídico e logística. Já no Porto, os manifestantes pela habitação querem reunir-se com Pedro Duarte no Teatro Municipal Rivoli. É a decisão da assembleia popular que aconteceu esta noite na Praça Dom João. Os manifestantes votaram para sugerir uma reunião presencial com o presidente da Câmara da Cidade, no Rivoli, para garantir a presença de todos. Foi ainda a votos a opção da reunião acontecer na Praça Dom João I ou na Praça da Trindade, sendo que foi também votada a hipótese de não existir qualquer encontro com o autarca da cidade portuense. Um dos organizadores da acampada do Porto diz que o convite de reunir na praça continua aberto a Pedro Duarte e a todas as pessoas que passem pelo local. Os movimentos pretendem levar a cabo novas manifestações este sábado, à semelhança do que aconteceu na semana passada. A PSP está a par dessa intenção dos grupos, quer de Lisboa, quer do Porto. O subintendente e porta-voz da PSP, Sérgio Soares, assegura que está a ser feito o planeamento para manter a ordem pública, garantia deixada na Rádio Observador numa altura em que o movimento Acampada de Lisboa pretende voltar a montar tendas no Rossio, no sábado, com o objetivo de pernoitar na praça. Sérgio Soares sublinha que a atuação das forças de segurança ao longo dos protestos tem sido caracterizada pela primazia da via do diálogo e garante que o objetivo do novo planeamento é assegurar a segurança e a ordem pública.
Estamos a fazer a nossa avaliação, recolhendo informações, recolhendo notícias, para depois podermos fazer o melhor planeamento para acompanhar com segurança, garantindo a ordem pública. Nós, da nossa parte, esperamos que, e como temos feito, temos numa primeira fase, portanto, a nossa primazia tem sido pela via do diálogo. Nós esgotamos nas várias manifestações a via do diálogo. Aliás, encetamos esforços para levar até ao limite a via do diálogo, da mediação, da sensibilização, para demonstrar aos promotores e aos manifestantes que estavam a manifestar, tanto na Praça Dom João I, no Porto, como na Praça Dom Pedro IV, em Lisboa, que têm todo o direito à manifestação. Todavia, há limites impostos pela lei.
Sobre a ação judicial levada a cabo por uma das manifestantes, Renata Câmara, Sérgio Soares diz que a PSP vai sempre respeitar a decisão do tribunal, mas avisa que a permanência da acampada sem restrições pode provocar diversos riscos para a cidade. O primeiro-ministro assegura que o governo está disponível para o diálogo, mas avisa que a linha tem de ser a que está a ser definida pelo executivo. Luís Montenegro foi recebido esta tarde no distrito de Viseu com protestos, mas insiste que o governo não está a sentir a pressão. Um homem com um cartaz foi mesmo retirado durante uma cerimônia no final de uma visita a uma escola em Viseu. Luís Montenegro diz que compreende os protestos, mas assegura que o governo está a trabalhar para resolver os problemas na habitação.
Não é uma questão de sentir pressão, é uma questão de compreender, de ouvir, mas também de dizer às pessoas que nós estamos a resolver o problema, é que estamos mesmo. E eu acredito, com o tempo, que é necessário. Repare bem, se nós durante 10 anos, praticamente, não construímos casas, alguém, a falar verdade e com seriedade, consegue dizer que as casas estão prontas amanhã? Sinceramente. É que nós já entregamos, naquilo que depende de nós, em que somos nós os promotores, 32 mil casas.
Luís Montenegro diz ainda que estão a ser criadas condições para construir mais casas em Portugal, mas o primeiro-ministro lembra que é preciso tempo.
Nós temos hoje condições administrativas para que os processos sejam mais rápidos. Nós mudámos também os impostos, nomeadamente o IVA, para a construção. É hoje uma taxa de 6% para toda a construção dentro de limites que sejam naturalmente razoáveis em termos de custo final. Portanto, nós temos a expectativa que as casas venham a ser construídas, mas eu não consigo construir as casas assim, não consigo, e muito menos consigo recuperar 10 anos de desinvestimento em 10 meses. Não consigo.
Palavras de Luís Montenegro em Viseu. O primeiro-ministro assegura que todos têm de ceder no tema da habitação e que o governo tem também cedido nessa forma. A PSP e a GNR prometem voltar aos protestos se o governo não apresentar propostas para a valorização salarial. Mais de mil agentes das Forças de Segurança manifestaram-se hoje em Lisboa para exigir a valorização dos salários e melhores condições de trabalho. Este protesto foi convocado pela ASP e também pela APG. A manifestação teve início no Largo de Camões e dirigiu-se à residência oficial do primeiro-ministro. O desfile foi feito ao som de apitos e marcado pelas palavras de ordem dos manifestantes. No final, o presidente da ASP, Paulo Santos, afirmou que estas palavras são um protesto válido e que ninguém pretende favores, apenas respeito.
As populações têm que entender e, normalmente, quando se faz apreciações a quente, ficam sempre um pouco inquinadas. Mas a verdade é que a PSP, os operacionais da PSP, têm dado provas daquilo que é o seu profissionalismo e todos sabemos da complexidade e da exigência da missão. Mas não nos esqueçamos de uma coisa: os profissionais no terreno cumprem as ordens que são emanadas superiormente. Agora, se as ordens são dadas politicamente ou operacionalmente, isso caberá dizer ao senhor diretor nacional da Polícia de Segurança Pública
Paulo Santos com críticas à forma como estão a ser feitas estas negociações. Fala num processo de negociação real com o reconhecimento da condição militar e policial. Já o presidente da APG lamenta que o ministro Luís Neves não tenha capacidade política nem peso no atual governo. O Presidente da República promete falar em breve sobre o resultado das audiências que teve hoje com todos os partidos com representação parlamentar. António José Seguro esteve reunido com as forças políticas para abordar os problemas da habitação em Portugal. Aos jornalistas, de forma telegráfica, deixou essa certeza de que em breve vai falar sobre o que esteve em cima da mesa. O Presidente da República ouviu os 10 partidos com assento parlamentar sobre coesão social, tema no qual incluiu a habitação e sobre o qual também convocou uma reunião do Conselho de Estado. E o governo diz que a execução total do PRR é uma conquista de Portugal e sublinha que ainda falta muito trabalho, embora seja cirúrgico. A garantia é dada pelo ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, adianta que o Executivo vai propor um aditamento dos contratos do PRR assinados e que não foram ainda cumpridos e salienta que a execução a 100% do programa é uma boa notícia para Portugal.
Eu gostava que este facto dos 100% de execução do PRR fossem encarados como uma conquista de Portugal. Nós agora temos um trabalho delicado, cirúrgico, que é avaliar os contratos que foram assinados e que não estão cumpridos. Nós vamos propor aos seus signatários, aos contratantes, vamos propor um aditamento ao contrato, na condição de as partes se comprometerem a executar a obra, já não no prazo inicialmente previsto, mas até 31 de dezembro de 2027.
Palavras do ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, na audição parlamentar a dar conta da importância da execução total do PRR. Na atualidade internacional, morreu Sir Patrick Stewart. O ator tinha 86 anos. A notícia é avançada pela família e pelos representantes, que adiantam que o ator morreu ontem devido a complicações associadas à doença de Alzheimer e à demência, contra a qual lutava há vários anos. O ator ficou conhecido pelos papéis em filmes como "X-Men" e "Star Trek", que fizeram de Sir Patrick Stewart um dos nomes mais conhecidos da representação contemporânea. O início de carreira do ator foi ainda na década de 60, mas foi ao assumir a personagem do capitão Jean-Luc Picard, na série "Star Trek: A Nova Geração", que se transformou num ícone da cultura pop mundial. O ator foi ainda condecorado Cavaleiro do Império pela rainha Isabel em 2010 e desde aí passou então a utilizar o título de Sir Patrick Stewart. Morreu ontem aos 86 anos. A morte foi anunciada hoje. No desporto, o Benfica está na final four da Taça da Liga. Venceu o Gil Vicente por 4x1. Lukebakio abriu o marcador no Estádio da Luz. Sudakov dobrou vantagem ainda na primeira parte. No segundo tempo, Lukebakio voltou a marcar. Bizot com Lawson a reduzir para os gilistas. João Duran, nos últimos 10 minutos, fechou o resultado final em 4x1. Com este resultado, a equipa de Marco Silva garante a passagem à próxima fase, sendo que depois do jogo, Marco Silva assegurou que a melhor equipa foi a que saiu por cima.
Um bom jogo da nossa equipa, uma vitória totalmente justa da melhor equipa em campo. Um jogo que começou equilibrado contra uma boa equipa bem organizada. Já tínhamos tratado há cerca de um mês, um mês e meio contra nós aqui a qualidade que têm. É uma equipa que tem feito um bom campeonato, uma equipa que tem uma ideia clara daquilo que pretende no jogo. E um jogo em que nós começámos, naturalmente, a dominar, mas que o Gil foi conseguindo sempre reagir bem e tentar nos bloquear alguns dos espaços que queríamos criar. E nós fomos crescendo com o jogo. Não entrámos de uma forma tão acutilante como tem sido normal. Depois de desbloquearmos com 1x0, o jogo foi totalmente nosso.
Marco Silva, na flash interview da Sport TV depois do encontro que terminou com a vitória do Benfica. Já Luís Pinto, treinador do Gil Vicente, assegura que os gilistas nunca desistiram de lutar pelo resultado.
Fomos capazes de competir muito bem nos primeiros 35 minutos. Fomos capazes, mesmo na segunda parte, depois com o alargar do resultado, ter a capacidade de entrar no jogo novamente. Quase que fizemos o 3x2 e nesse momento do jogo tentámos ir buscar mais alguma coisa. Sabíamos que nos íamos estar a expor e que era um risco muito grande, mas era um jogo a eliminar em que entre perder por três ou por quatro, ou tentar ir atrás do segundo gol e entrar na disputa da eliminatória, preferimos tomar essa decisão.
A reação de Luís Pinto após a derrota no Estádio da Luz. O Benfica segue em frente na Taça da Liga e está na final four da competição. Também o Famalicão assegurou a passagem à fase final da prova. Venceu o Sporting Braga num jogo que teve de ser decidido nas grandes penalidades. Nos 90 minutos, este duelo entre duas equipas do Minho terminou empatado a dois gols. Foi preciso então recorrer às grandes penalidades, onde o Sporting Braga foi perdulário. Falharam três dos quatro remates na marca dos 11 metros, o que significou a passagem do Famalicão, que está pela primeira vez na final four da Taça da Liga. Estão apurados Futebol Clube do Porto, Sporting, Benfica e também Famalicão. Notícia de fecho na Rádio Observador. A informação volta a ser atualizada à meia-noite e meia, já com o Ricardo Lopes.
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