As notícias das 00h
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É meia-noite. As notícias com Ricardo Lopes.
Muito boa noite. Na estreia de Paulo Fonseca ao comando da equipa, o Sporting venceu o Moreirense por 1 x 0 e somou, assim, a quarta vitória consecutiva. O novo técnico não fez uma grande revolução no 11 inicial, manteve Caíque na baliza e deixou Geny Catamo no banco, num jogo em que Luiz Suárez apontou o único gol, um grande gol perto da hora de jogo. O avançado colombiano chegou aos nove gols no campeonato. No final da partida, Paulo Fonseca disse que o Sporting merecia ter ganho por uma maior margem e não escondeu a emoção por se estrear em Alvalade.
Uma grande emoção. Como já disse, cheguei ao clube com que sonhava quando era criança e obviamente hoje foi um momento muito especial pra mim, entrar aqui como treinador do Sporting, entrar neste relvado como treinador do Sporting.
Era aquilo que imaginava?
Sim, claramente. Tivemos um ambiente fantástico hoje, os adeptos apoiaram sempre a equipa. O que se pode esperar melhor do que uma vitória no jogo de estreia?
Palavras de Paulo Fonseca aos microfones da Sport TV, apenas dois dias depois de ter sido apresentado como treinador do Sporting. Do outro lado, Vasco Botelho da Costa, técnico do Moreirense, considera que conseguiu surpreender Paulo Fonseca ao usar uma tática diferente, mas admite que depois nem tudo correu como planeado.
Acabamos por surpreender um pouco o Paulo. Nós sentimos que ele ia preparar o jogo pra nossa construção a três, acabamos por trocar, mas depois acho que aqui ou ali não conseguimos ser tão agressivos na profundidade como tínhamos. Sabíamos que o Sporting ia acabar por seguir toda a gente por dentro e, portanto, tínhamos como objetivo chegar pelos corredores à profundidade e acabamos por não ter muito sucesso.
Análise de Vasco Botelho da Costa depois da derrota frente ao Sporting. Depois da pausa para os compromissos das seleções, o Sporting vai ter pela frente um clássico no Estádio do Dragão, frente ao Futebol Clube do Porto. Mudamos de tema. O Presidente da República esteve reunido com o Secretário-Geral das Nações Unidas. António José Seguro e António Guterres falaram sobre os diversos conflitos que marcam a atualidade internacional. Abordaram a situação na Ucrânia e no Médio Oriente, nomeadamente em Gaza, é o que se pode ler numa nota enviada às redações pelo gabinete da Presidência. Em cima da mesa estiveram também temas como as alterações climáticas, a inteligência artificial e as desigualdades globais. O chefe de Estado e António Guterres analisaram ainda os desafios que o atual contexto político tem colocado ao direito internacional. Durante o encontro, António José Seguro quis destacar o legado de Guterres à frente das Nações Unidas, desenvolvido num contexto particularmente adverso. No final da reunião, António Guterres agradeceu o convite e disse que, ao longo de perto de duas horas, falaram sobre tudo o que se passa no mundo.
Foi com enorme satisfação que aceitei o seu convite para vir aqui ao Palácio de Belém, trocarmos algumas impressões sobre tudo o que se passa no mundo. Podemos perguntar quais é que foram os temas que falaram? Perdão? Podemos perguntar quais é que foram os temas? Falaram de conflitos internacionais. Falamos de tudo o que se passa no mundo.
As curtas declarações do secretário-geral das Nações Unidas, que esteve ao final desta tarde reunido com o presidente da República. Sobre outro tema, no site da presidência, António José Seguro publicou uma nota a confirmar que já se inteirou do estado de saúde da portuguesa ferida no ataque em Cracóvia e enviou uma mensagem de solidariedade ao povo polaco. A cidadã portuguesa ferida neste ataque em Cracóvia já foi operada e não corre risco de vida. O embaixador português na Polônia viajou pra cidade para acompanhar a situação. A mulher, de 74 anos, foi baleada, estava na cidade polaca para visitar uma neta que está a fazer Erasmus. O secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, confirma que a vítima continua hospitalizada numa situação clínica considerada grave, mas já sem risco de vida.
Desde o primeiro momento em que nos apercebemos da situação do tiroteio, que são das primeiras notícias, ficamos naturalmente muito preocupados porque a probabilidade de existir algum português afetado era grande e, de facto, confirmaram-se as nossas piores previsões. Imediatamente enviamos para lá o nosso embaixador, que está cá em Cracóvia, e a informação é esta mesmo. Temos uma senhora que estava de visita, que foi ferida, que foi hospitalizada. Entretanto, obtivemos a informação também que já terá sido intervencionada, terá sido objeto de uma intervenção cirúrgica e que, embora em situação muito grave, já não correrá risco de vida.
Emídio Sousa, secretário de Estado das Comunidades, em declarações à RTP. O embaixador português foi para Cracóvia para acompanhar a situação. O ataque aconteceu esta tarde na praça central da cidade. O homem chegou de carro e começou a disparar indiscriminadamente sobre as pessoas. Pelo menos seis pessoas morreram, 15 ficaram feridas, 12 das quais em estado crítico. O suspeito, de nacionalidade polaca, foi detido depois de uma troca de tiros com a polícia, que deixou também três agentes feridos. O primeiro-ministro polaco deslocou-se até Cracóvia e apelou para que a tragédia não seja aproveitada para fins políticos. Por cá, Luís Montenegro também já reagiu a este ataque numa nota publicada na rede social X, classifica o ataque como um ato de violência inexplicável. Olhamos agora para as palavras do presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco defende que os parlamentos devem ser o local certo para encontrar consensos para os problemas da sociedade. Ideia defendida na capital moçambicana, onde o presidente da Assembleia da República iniciou hoje uma visita oficial ao país, numa altura em que os consensos e acordos entre partidos têm estado no centro do debate político, Aguiar Branco defende que é nos parlamentos que devem ser encontradas soluções.
É nos parlamentos que se tomam as decisões. É nos parlamentos que se obtêm os consensos. É nos parlamentos que se aprovam as leis que depois impactam na vida das pessoas, dos cidadãos. E os parlamentos devem ser precisamente esse espaço de respeito, de prestígio, de credibilidade, em que a sociedade olha para o Parlamento como o local certo para se encontrarem as soluções para os seus problemas.
José Pedro Aguiar Branco, que sublinha que os parlamentos devem ser espaços de respeito e credibilidade. Já sobre as relações entre Portugal e Moçambique, o presidente do Parlamento português diz que há várias áreas em que os países podem cooperar. Ao início da noite, cerca de 200 pessoas estiveram reunidas na Praça dos Restauradores, em Lisboa, numa vigília silenciosa contra a violência policial. O protesto foi organizado pelo movimento Mães pela Acampada, na sequência das intervenções da polícia para dispersar os manifestantes pelo direito à habitação, tanto em Lisboa como no Porto. Durante quase uma hora, os participantes permaneceram sentados no chão em silêncio, acompanhados por um coro. A vigília decorreu de forma pacífica, com a polícia a acompanhar a concentração à distância. Ainda sobre as acampadas, um grupo de seis personalidades da sociedade civil apela à realização do encontro entre a Câmara de Lisboa, os manifestantes pelo direito à habitação e os comerciantes do Rossio. Esta carta é assinada por Treze Violante, Susana Peralta, Luísa Aguiar Conraria, Ana Martins Gomes, João Paulo Batalha e o advogado Ricardo Sá Fernandes. Nesta carta, defendem que se respeite a decisão do Tribunal Administrativo de Lisboa, que permite a continuidade do protesto no Rossio, mas exige também que se encontre uma solução para a coexistência com o mercado de Natal. Pedem, por isso, que não haja qualquer remoção sem que antes sejam tentadas outras soluções de conciliação. À Rádio Observador, a economista Susana Peralta, uma das subscritoras desta carta, apela à capacidade negocial de todas as partes envolvidas.
Não é por mudar do Rossio para outra praça que tenha a mesma centralidade e o mesmo simbolismo, que as manifestações perdem o seu simbolismo e a sua força política e que, de resto, o mercado natal também não é eterno. Portanto, é aqui um bocadinho apelar à capacidade negocial de ambas as partes para se sentarem. Aliás, das três partes, também da Associação de Comerciantes de Lisboa, para se sentarem e encontrarem uma solução que proteja os direitos de toda a gente, para permitir o mercado natal e realmente o país não vai fechar depois do Natal, portanto, cá estaremos para o ano que vem seguir.
A economista Susana Peralta, em declarações à Rádio Observador, quanto ao Porto, os subscritores desta carta consideram que também há margem para encontrar uma localização para a pista de gelo prevista para a Praça Dom João I, de modo a não interferir com o protesto. Apesar destes apelos, Carlos Moedas insiste na instalação do mercado natal na Praça do Rossio. Ainda assim, o autarca dá três alternativas à acampada, o Largo de São Domingos, a Praça do Martim Moniz ou os Restauradores. São estas as três alternativas para a continuação dos protestos. A decisão baseia-se num parecer do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, que não vê forma de conciliar o mercado natal e os protestos pela habitação no Rossio. As autoridades indicam que o mercado tem preponderância face à manifestação. A defesa da ativista Renata Câmara avançou, entretanto, com uma providência cautelar para suspender a decisão do autarca lisboeta. Tempo ainda para espreitarmos a atualidade internacional. Eisenkot está mais perto de se tornar o primeiro-ministro de Israel. O líder da oposição vai ser oficialmente indigitado amanhã para formar governo. A confirmação foi feita pelo gabinete do presidente israelita. Eisenkot recebeu o apoio de 67 deputados, acima dos 61 necessários para garantir a maioria no Parlamento. Já o atual primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, reuniu o apoio de 46 deputados. A decisão foi anunciada depois do presidente israelita ter reunido tanto com os dois líderes, bem como com os representantes dos partidos com assento parlamentar. A cerimônia para amanhã está marcada para às 15h, hora de Lisboa. Gadi Eisenkot terá depois 28 dias para formar governo, um prazo que pode ser prolongado por mais 14 dias. É desta forma que terminamos este jornal da meia-noite na Rádio Observador. A informação regressa à 00h30, já com edição do jornalista João Lourenço. Eu estou de saída. Até amanhã.
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