Vênus atinge brilho máximo nesta sexta e poderá ser observado do Brasil. Planeta será o objeto natural mais luminoso do céu
Vênus ficará especialmente brilhante nesta sexta-feira (18), quando atingirá o máximo de brilho de sua atual aparição vespertina. O planeta poderá ser observado a olho nu do Brasil, pouco depois do pôr do sol.
Durante uma live da Urânia Planetário na última terça-feira (15), o Prof. Dr. Marcos Calil destacou que, para conseguir observá-lo, basta procurar um ponto extremamente luminoso no céu oeste, na mesma direção em que o Sol se põe.
Segundo ele, Vênus estará muito mais brilhante do que qualquer estrela visível, dispensando qualquer tipo de telescópio ou binóculo.
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Para a astronomia, na escala de magnitudes, quanto menor e mais negativo o número, maior é o brilho aparente do objeto. Considerando essa escala, o planeta chegará a aproximadamente magnitude −4,80.
Com esse valor, Vênus estará entre os objetos naturais mais brilhantes do céu terrestre, atrás apenas do Sol e da Lua.
“Não é necessário esperar o céu ficar completamente escuro. Vênus estará tão brilhante que, em condições favoráveis e sabendo exatamente onde procurar, pode inclusive ser identificado com o céu ainda claro. Após o pôr do Sol, o principal cuidado é escolher um local com o horizonte oeste livre de prédios, árvores ou montanhas”, explica o Prof. Dr. Marcos Calil, responsável pelo Setor de Observatório da Urânia Planetário.
Quando Vênus voltará a ficar tão brilhante?
Segundo um levantamento realizado pelo Prof. Dr. Marcos Calil, após o máximo vespertino desta sexta-feira, Vênus continuará sua trajetória aparente em direção ao Sol até passar entre a Terra e o Sol, no fim de outubro.
Depois, reaparecerá no céu da madrugada e atingirá um novo máximo de brilho em sua aparição matutina, em 29 de novembro de 2026. Pelos dados consultados, poderá chegar a aproximadamente magnitude −4,89.
Além disso, a pesquisa do professor também revela uma aparição vespertina em 2028 que, embora seja brilhante, não atingirá o mesmo nível de brilho.
Utilizando do mesmo critério, uma nova sequência vespertina com magnitude igual ou mais negativa que −4,80 aparece somente a partir de 21 de novembro de 2029.
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