'Não houve nada', diz Tarcísio sobre suposta perseguição da PM a motorista de Haddad
O candidato do PT, Fernando Haddad, relatou uma suposta perseguição e abordagem feita por policiais militares contra seu motorista na noite do último dia 11. Tarcísio afirma que a investigação "analisou imagens de mais de 70 câmeras" e confirmou que não houve nenhuma abordagem ou qualquer contato dos policiais com o carro dele.
Imagens de câmeras de segurança obtidas pelo Estadão também contradizem parte da declaração de Haddad. De acordo com o candidato, uma viatura da PM teria seguido seu carro de perto, até um hotel na Rua Joinville, a 4,3 quilômetros dali, onde o motorista estacionou e supostamente teria sido abordado. Mas as novas filmagens obtidas pelo Estadão indicam que, ao menos em parte do caminho entre a casa do candidato e o hotel, o carro do motorista não era seguido de perto pela viatura.
Nas gravações o Ford Fusion passa sozinho pelas vias, sem outros veículos em sua cola. Duas câmeras mostram isso perto da Avenida 23 de Maio. O motorista estaciona em frente ao hotel às 21h58, sai do carro rapidamente e retorna. E permanece ali até que, às 22h24, passa a viatura. São mais de 25 minutos de diferença entre o instante em que ele estacionou e a presença dos supostos perseguidores.
É possível ver que a viatura emparelha com o Ford Fusion do funcionário de Haddad desacelerando, até quase parar.
O ângulo da filmagem não permite verificar se os policiais estavam com o vidro do passageiro aberto ou se fizeram algum tipo de sinalização ao motorista. Quatro minutos depois, sem descer do carro, o motorista parte. Em um quinto vídeo é possível ver o Ford Fusion sair dali sem ser seguido.
"Estamos apurando isso com a maior responsabilidade, se houvesse algum desvio de conduta a gente ia punir severamente os responsáveis", afirmou o governador.
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