Os 2 melhores filmes de comédia na opinião de Steve Carell

Astro que interpretou Michael Scott em ‘The Office’ revela suas maiores referências no gênero humorístico citando clássicos que moldaram sua carreira
Guilherme Gonçalves (@guiiilherme_agb)
Conhecido por dar vida a personagens icônicos da comédia moderna — como o inesquecível Michael Scott na aclamada série The Office —, Steve Carell é considerado um dos grandes mestres do humor no cinema e na televisão. No entanto, quando o assunto é apontar as maiores referências do gênero, o ator não hesita em olhar para o passado e reverenciar clássicos atemporais e seus grandes mestres.
Entre as principais inspirações de Carell está o ator britânico Peter Sellers, figura central em dois dos filmes apontados por ele entre os melhores de todos os tempos no gênero humorístico:
- a sátira política Dr. Fantástico (Dr. Strangelove em inglês, 1964);
- e a comédia dramática Muito Além do Jardim (Being There em inglês, 1979).
Os filmes mencionados
Em Dr. Fantástico, dirigido por Stanley Kubrick, Sellers demonstra sua versatilidade genial ao interpretar três papéis completamente distintos na mesma obra, incluindo o próprio Doutor Fantástico. O longa é aclamado por transformar a paranoia da Guerra Fria em uma sátira afiada sobre o absurdo das decisões militares e políticas.
Já em Muito Além do Jardim, dirigido por Hal Ashby e lançado no final da década de 1970, Sellers vive Chance, um ingênuo jardineiro cuja visão simplista sobre a vida e a natureza é erroneamente interpretada como profunda sabedoria pela elite política de Washington (EUA).
A atuação cheia de nuances de Sellers no filme influenciou gerações de comediantes — um estilo que o próprio Steve Carell demonstrou ao longo de sua transição para papéis mais complexos nos cinemas.
Steve Carell e Peter Sellers
Ao explicar sua admiração pelo ícone falecido em 1980, Carell declarou, em 2007, ao Cinema.com (via Far Out Magazine):
“Peter Sellers era o mestre. Seu personagem Clouseau [em A Pantera Cor-de-Rosa] era incrivelmente exagerado e bobo, mas nunca se tinha a impressão de que Peter Sellers — ou o próprio personagem — achasse aquilo engraçado. Ele se via em situações incrivelmente absurdas e de uma realidade amplificada, mas que, de alguma forma, soavam verdadeiras, porque ele estava totalmente entregue àquilo. E nunca se percebia que ele tinha consciência de si mesmo.”
Para Carell, o humor de Peter Sellers e a inteligência de produções como Dr. Fantástico e Muito Além do Jardim representam o auge do cinema de comédia.
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Guilherme Gonçalves é jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e atua no jornalismo esportivo desde 2008. Colecionador de discos e melômano, também escreve sobre música e já colaborou para veículos como Collectors Room, Rock Brigade e Guitarload. Atualmente, é redator em IgorMiranda.com.br, revisa livros das editoras Belas Letras e Estética Torta e edita o Morbus Zine, dedicado a resenhas de death metal e grindcore.
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