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Saturday, October 17, 2026

Tarcísio defende rever conduta da PM após mortes provocadas por agentes

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou nesta sexta-feira (16) que considera necessário rever os procedimentos adotados pela Polícia Militar após três pessoas em surto serem baleadas por agentes.

Em dois dos casos, os policiais dispararam mais de 20 vezes contra homens que estavam em surto. No episódio mais recente, uma mulher foi baleada na cabeça por um policial militar.

Segundo informações preliminares, os agentes foram acionados por pessoas que estavam na região devido à presença da mulher, que estaria armada com uma faca. Ainda de acordo com os relatos iniciais, três policiais tentaram negociar com ela, mas recuaram diante das aproximações da mulher.

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Tarcísio também afirmou que o Palácio dos Bandeirantes acompanha os casos de perto e busca entender o que motivou as reações dos policiais.

“Estamos acompanhando de perto. Cada caso está sendo apurado de forma individual. A gente tem que entender o que provoca o que provocou a reação do policial em cada caso, né? Porque tem situações que você tem uma ameaça caracterizada, outras não. O policial tá ali, tem que defender a sua própria vida também”, disse.

Jovem morto com 27 tiros

A ocorrência foi registrada por volta das 2h45 de sábado (10). Segundo informações preliminares da investigação, o Corpo de Bombeiros foi acionado após uma denúncia de que um jovem ameaçava atirar contra si próprio. Uma viatura com quatro policiais militares foi enviada ao local.

De acordo com o relato dos agentes, Gustavo correu ao perceber a aproximação da equipe, colocou a mão na cintura e tentou se esconder atrás de um imóvel. Em seguida, saiu em direção aos policiais com os braços estendidos e um objeto na mão.

Após os disparos, os bombeiros constataram a morte do jovem. As armas dos policiais e o celular de Gustavo foram apreendidos para perícia. As imagens das câmeras corporais dos agentes também foram solicitadas para análise.

Os quatro policiais envolvidos foram afastados das atividades operacionais, e a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que foi instaurado um Inquérito Policial Militar para apurar a conduta dos agentes. A Polícia Civil investiga o caso por meio do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

PMs atiram mais de 20 vezes e matam homem em surto

Um homem de 40 anos morreu após policiais militares efetuarem 24 disparos de arma de fogo contra ele. O caso aconteceu na madrugada no dia 3 de outubro, na Vila Dionísia, na Zona Norte de São Paulo.

De acordo com a SSP (Secretaria de Segurança Pública), policiais militares foram acionados para atender a uma ocorrência envolvendo um homem aparentemente em surto, que estaria ameaçando pedestres com uma faca e uma barra de ferro.

Ainda segundo a secretaria, o homem avançou em direção aos três policiais, que utilizaram dispositivos de eletrochoque para tentar contê-lo, mas sem sucesso. Diante da situação, os agentes efetuaram disparos de arma de fogo.

O homem chegou a ser socorrido e encaminhado a uma unidade de pronto atendimento, mas não resistiu aos ferimentos.

PM mata mulher à queima-roupa

O policial militar André Coelho Maximo da Costa, preso em flagrante por atirar e matar Camila Pereira da Silva, de 32 anos, no Parque São Domingos, na zona Oeste de São Paulo, nesta quinta-feira (15), foi solto pela Justiça.

A liberdade foi concedida após audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (16), mas condicionada a medidas cautelares.

O agente foi suspenso de suas atividades operacionais na Polícia Militar e das que exigem o porte de arma de fogo, ficando restrito a atividades administrativas.

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