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Friday, October 30, 2026

Fuga de Flávio atrapalha projeto de Marinho para presidência do Senado

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Dois nomes são apontados como adversários de Marinho na disputa pelo comando do Senado em fevereiro de 2027: Davi Alcolumbre (União-AP) e Tereza Cristina (PP-MS). Os dois se movimentaram ao longo da semana. Na terça-feira, em meio às notícias sobre a saída de Flávio do Brasil, a Federação União Progressista divulgou nota em apoio à reeleição de Alcolumbre. Na quarta-feira, após a divulgação da carta golpista, Tereza Cristina, reafirmou reconhecer o resultado da eleição; na véspera, indicou, também em nota, que pretende se candidatar.

Entre os senadores ouvidos pela reportagem, Tereza Cristina é apontada como uma parlamentar com influência sobre colegas de diferentes partidos de direita e centro, enquanto Marinho tem sua atuação política mais concentrada no PL. Ex-presidente da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) e integrante do Progressistas, a senadora mantém interlocução com o agronegócio e tem espaço entre setores do bolsonarismo. Ela chegou a ser convidada para ocupar a vice-presidência na chapa de Flávio, mas a articulação não avançou porque o centrão não aderiu à candidatura até o fim do primeiro turno.

A candidatura de Marinho também tem como pano de fundo a tentativa frustrada de conquistar o comando da Casa em 2023. Naquele ano, ele recebeu 32 votos na disputa contra Rodrigo Pacheco (PSD-MG), reeleito presidente do Senado com 49 votos para o biênio 2023-2024.

O PL terá uma bancada de 29 senadores e 121 deputados. O plano da legenda era negociar com o centrão para alternar as presidências das duas Casas. Agora, no entanto, aliados de Flávio, inclusive dentro do próprio PL, avaliam que sua postura após a eleição ameaça a credibilidade da legenda como partido de oposição. De acordo com um cacique da sigla, o partido construiu uma base expressiva no Congresso e precisará se reestruturar.

Na Câmara, PT e um blocão formado por partidos do centrão vão apoiar a reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB).

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