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Wednesday, November 4, 2026

9h. Francisco Rodrigues dos Santos deixa militância do CDS

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O presidente dos Estados Unidos admite voltar a atacar o Irão, apesar de reconhecer que a guerra influenciou o resultado das eleições intercalares. Carla, o Partido Republicano sofreu uma pesada derrota esta madrugada.

E os democratas conseguiram uma grande vitória. Já garantiram a maioria no Congresso, em Washington, tanto no Senado como na Câmara dos Representantes. Na reação a este resultado das midterms, Donald Trump reconheceu os resultados, atribui responsabilidade aos candidatos republicanos, mas Miguel Gato também reconhece que a guerra no Irão teve impacto na derrota republicana.

Apesar de o presidente dos Estados Unidos recusar também assumir responsabilidades pessoais pelos maus resultados desta noite, inclusive disse em entrevista à Fox News que se o nome Trump estivesse no boletim de voto, o resultado teria sido outro: a vitória republicana nestas midterms. No entanto, Donald Trump admite que o tema Irão mexeu com a decisão dos eleitores norte-americanos, não pela ação militar dos Estados Unidos, mas sim pelo aumento do preço dos combustíveis.

As pessoas concordam com o que estou a fazer no Irão, mas provavelmente não estavam dispostas a assumir a consequência a curto prazo, pagar mais pelos combustíveis. Mas este é um problema a curto prazo para um ganho a longo prazo, mas temos que fazer algo em grande. Muitas pessoas gostariam que desse um golpe forte no Irão, muitas pessoas não. Mas a única coisa que vos posso dizer com certeza é que eles nunca terão uma arma nuclear.

Donald Trump em entrevista à Fox News, a admitir um novo ataque no Irão depois destas eleições intercalares ganhas pelo Partido Democrata. Antes, ao New York Times, o presidente dos Estados Unidos já tinha garantido estar pronto para trabalhar com o Partido Democrata, agora que tem maioria no Congresso, apesar de admitir também numa publicação na Truth Social, Donald Trump, que pode vir a vetar várias medidas aprovadas pela maioria democrata no Congresso e obrigar assim o partido a negociações.

Miguel, recordamos então os resultados das intercalares, os conhecidos. Podemos já falar num autêntico tsunami azul.

Sim, até porque o Partido Democrata garantiu a maioria no Congresso. No Senado, conseguiu até agora cinquenta e dois senadores eleitos, contra quarenta e quatro republicanos. Os democratas que conseguiram vencer em sete estados que tinham sido ganhos pelos republicanos em 2022. Destaque para o Texas, onde o Partido Democrata venceu e conseguiu eleger um senador. Não acontecia há mais de 30 anos. Na Câmara dos Representantes, outra vitória significativa dos democratas. Já ultrapassaram o número necessário para a maioria na Câmara Baixa. O Partido Democrata já elegeu 241 congressistas, contra 149 do Partido Republicano.

Claríssimo. Miguel Gato, com os resultados destas intercalares que deram uma vitória expressiva aos democratas.

Carla, importa agora olharmos para estas eleições com mais pormenores. Ao longo da manhã, temos estado a dar conta de histórias e curiosidades sobre esta ida às urnas. Falamos agora de uma das principais figuras da noite.

Sim, Abdul El-Sayed, o primeiro senador muçulmano da história dos Estados Unidos, democrata, venceu a corrida no estado do Michigan. Bruno Vieira Amaral, quem é Abdul El-Sayed?

É uma das grandes histórias desta noite, deste dia eleitoral nos Estados Unidos, a vitória de Abdul El-Sayed, o democrata de 42 anos, nascido no Michigan, filho de imigrantes egípcios. Ele formou-se em medicina e seguiu uma carreira na área da saúde pública até 2017 e na altura, em 2018, no ano seguinte, candidatou-se sem sucesso ao cargo de governador do Michigan, perdeu as primárias democratas para Gretchen Whitmer. Entre 2023 e 2025, voltou à área da saúde, ao Departamento de Saúde, Serviços Humanos e Assuntos dos Veteranos do Condado do Wayne, que inclui também a cidade de Detroit. E então este ano regressou à política mais pura e dura e derrotou a congressista Haley Stevens nas primárias democratas para o Senado, agora pelo Michigan, isto em agosto. A Stevens, sua adversária nas primárias democratas, que declarou o seu apoio ao republicano Mike Rogers na parte final da campanha. A campanha de El-Sayed recebeu o apoio de figuras bastante importantes da ala mais progressista do Partido Democrata, incluindo Bernie Sanders, a congressista Alexandria Ocasio-Cortez e a congressista também do Michigan, Rashida Tlaib. Defendeu o alargamento, El-Sayed, do acesso aos cuidados de saúde. Aliás, toda a campanha dele foi muito centrada nestas questões, no alargamento do programa Medicare For All, que é o sistema de cobertura universal de saúde, a redução dos custos de habitação, também a diminuição da influência dos grandes doadores na política e depois também teve de entrar nas polêmicas relacionadas com o apoio dos Estados Unidos a Israel. Ele é muito crítico da intervenção de Israel em Gaza, que considera um genocídio, e também muito crítico do apoio militar que os Estados Unidos continuam a dar a Israel. E aqui foram, de facto, estas posições que geraram mais controvérsia, com ataques também muito fortes por parte de alguns republicanos e até do presidente Donald Trump, associar El-Sayed ao terrorismo, a voltar a fazer o tipo de ataques que já tinha feito anteriormente com Barack Obama, mas nada disto impediu a vitória de El-Sayed. Aliás, as sondagens já lhe apontavam uma vantagem muito significativa e ele confirmou nestas eleições e torna-se assim o primeiro senador muçulmano. Já havia congressistas muçulmanos eleitos, não muitos, três, creio, na história dos Estados Unidos, mas é a primeira vez que alguém é eleito, um muçulmano é eleito para a Câmara Alta nos Estados Unidos e isso acaba também por ser um marco, talvez um dos mais significativos destas eleições.

Vem do Michigan. Bruno Vieira Amaral, às 10h temos um outro assunto que acabou também por marcar estas intercalares nos Estados Unidos.

E às 9h30 fazemos novo ponto de situação dos resultados. Uma coisa é certa, a vitória pertence ao Partido Democrata. Donald Trump assume a derrota Agora são 9h05. Carla, que outras notícias marcam esta manhã?

Na véspera da reunião com o primeiro-ministro, os líderes do Chega e do PS abrem a porta a um entendimento com o governo sobre a lei das rendas. Luís Montenegro falou ontem ao "País" para anunciar que vai reunir-se amanhã com os líderes dos dois maiores partidos da oposição. Vão discutir propostas para a habitação. André Ventura admite o entendimento a três sobre a lei do arrendamento. Diz que a urgência do problema obriga a um maior diálogo.

O PS tem que ser chamado à mesa das negociações e esta legislação sobre habitação, veja que é a primeira vez que o Chega faz uma coisa destas, dada a urgência e a premência do problema. Nós estamos disponíveis, devido à gravidade, ao impacto e à dimensão do problema, a que haja uma legislação a três.

O líder do Chega em entrevista à UNAL. Já do lado do Partido Socialista, José Luís Carneiro também se mostra disponível para negociar.

Estamos disponíveis para ajustar o nosso projeto de lei para procurarmos ir de encontro ao entendimento com o primeiro-ministro, tendo em vista garantir que contribuímos para dinamizar o mercado do arrendamento, para dar segurança aos proprietários, pois com certeza que o proprietário que investe tem que ter condições de ressarcimento dos seus investimentos, tem que garantir condições de que lhe pagam as suas rendas. Agora não podemos é fazê-lo sacrificando os inquilinos como estava a acontecer. Vamos conversar com o primeiro-ministro e perceber como é que se pode chegar a um ponto de encontro.

José Luís Carneiro, à entrevista à SIC Notícias. Destaque também para a reação da presidente da Iniciativa Liberal. Fala numa conferência de imprensa a do primeiro-ministro, patética. Lembra que há duas semanas convidou todos os partidos para uma reunião sobre habitação e que o PSD recusou. A noite voltou a ser de acampada, com dezenas de tendas montadas, tanto em Lisboa como no Porto.

Francisco Rodrigues dos Santos desfiliou-se do CDS. O anúncio é feito numa carta enviada ao atual presidente centrista Nuno Melo.

Rodrigues dos Santos justifica, diz que não se revê no caminho seguido pela atual direção. Acusa ainda o CDS de adotar discursos radicais e ultraconservadores. Apesar da derrota, da ruptura com a direção, Francisco Rodrigues dos Santos garante que continua a defender os ideais da democracia cristã.

E Carla, Paulo Fonseca já está em Lisboa para assinar com o Sporting.

Chegou ontem à noite ao Aeroporto Humberto Delgado. Deixa o comando técnico dos franceses do Lyon para assinar com o Sporting. Em curtas declarações aos jornalistas, mostrou-se contente pelo regresso a Portugal. Deve estrear-se já no domingo contra o Moreirense, um jogo a contar para a jornada 11 da Primeira Liga.

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