TSE admite denúncia do Novo e instauração ação contra chapa Lula e Alckmin
A decisão de Cueva foi tomada no âmbito de uma ação de investigação judicial eleitoral (AIJE). Trata-se do primeiro passo para o início de uma apuração para verificar a procedência das acusações. Conforme revelou o Estadão, há pelo menos 18 ações deste tipo propostas pelas campanhas de Lula e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) uma contra a outra em curso na Justiça Eleitoral.
No processo, a sigla acusa o petista de obter dividendos eleitorais de 35 atos normativos, de 1º de janeiro a 16 de outubro de 2026, em que criou ou ampliou benefícios sociais ou interferiram em temas de apelo popular. Destes, 12 foram anunciados dentro do período eleitoral.
De acordo com o levantamento do Novo, o número equivale às medidas tomadas no restante do terceiro mandato de Lula, iniciado em janeiro de 2023.
Dentre as ações, estão o reajuste de 15% no Bolsa Família, um novo programa de renegociação de dívidas, o Desenrola 3.0, e a medida provisória que proibiu as apostas online. O Novo estima, na petição protocolada junto ao TSE, que o custo fiscal do pacote de bondades de Lula custe R$ 73 bilhões, além de créditos extraordinários na casa dos R$ 99,7 bilhões.
Somados, os valores superariam o impacto financeiro de atos publicados entre 2023 e 2025 pelo atual governo.
A sigla também destaca o período de vigência de parte das medidas, que coincidiriam com o calendário eleitoral. O prazo para apostadores sacarem os valores que mantinham em sites de bet, por exemplo, terminou em 5 de outubro, dia seguinte ao primeiro turno.
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