3h. Centeno acusa PM de governar sob o discurso do medo
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Três horas. As notícias com Teresa Freire. Boa noite. André Ventura espera que a comissão parlamentar de inquérito ao ministro da Administração Interna possa iniciar trabalhos ainda antes da discussão do Orçamento de Estado. O líder do Chega diz que espera que arranque já nos próximos dias aquela que considera ser a comissão parlamentar de inquérito mais importante da história do país.
O presidente da Assembleia da República não me solicitou ainda a entrega dos nomes constituintes da comissão de inquérito. Foi dado até, se não me engano, dia 28 deste mês para se constituírem as diligências de sustentação da comissão. Penso que em relação à outra comissão de inquérito, isso sim, já estão a ser pedidos os nomes. Espero que na segunda-feira possa resolver essa questão juntamente com a liderança da bancada. Sobre o Luís Neves, a minha esperança é que a comissão de inquérito possa iniciar-se nos próximos dias e que consigamos, ainda antes do Orçamento do Estado, começar a fazer algum trabalho em relação a esta matéria.
Declarações de André Ventura este sábado na Ericeira. O PCP está com expectativa zero acerca da proposta que o governo vai apresentar para o Orçamento do Estado para 2027. Em antecipação ao debate, o secretário-geral comunista apela ao executivo que tenha uma política de ferro e fogo contra o aumento do custo de vida, mas Paulo Raimundo não antecipa para já o voto dos comunistas.
Com rigor e com coerência, não posso dizer que nós vamos votar contra, uma coisa que nós não conhecemos. Agora, uma coisa que sabemos é que se o Orçamento do Estado for mais um instrumento para dar andamento à política que está em curso, nós não nos podemos apoiar nisso. Não podemos apoiar uma política que seja contra o Serviço Nacional de Saúde. Não podemos apoiar uma política que seja pelo aumento das rendas, pelo aumento do custo de vida, pelo aumento da habitação, pelo aumento dos bens alimentares, pelo aumento dos combustíveis. Conosco não!
Declarações de Paulo Raimundo na Feira da Luz, em Lisboa. Também sobre este tema, o Livre acusa o governo de falta de respeito institucional por dizer que a margem negocial é muito limitada ainda antes de reunir com os restantes partidos. Os encontros para apresentar as linhas gerais da proposta orçamental com os partidos arrancam esta segunda-feira. Na antvisão, a co-porta-voz do Livre, Isabel Mendes Lopes, acusa o executivo de estar já a condicionar o debate orçamental.
Parece-me que é até falta de respeito institucional para com o Parlamento e para com o país, condicionar, à partida, todo o debate orçamental, sabendo que poderia haver uma folga, por causa destas medidas, para ser discutida efetivamente no Parlamento.
A também líder parlamentar do Livre relembra que o governo é minoritário e que, portanto, tem a obrigação de negociar.
O governo governa em minoria, não tem o apoio alargado do Parlamento e, portanto, ainda tem uma obrigatoriedade maior, porque foi esse o resultado das eleições, de discutir com o Parlamento este tipo de medidas estruturais, principalmente numa altura de crise como a que estamos a viver.
Declarações de Isabel Mendes Lopes, também na Feira da Luz, em Lisboa, este sábado. A votação final global do Orçamento do Estado para 2027 está marcada para o dia 24 de novembro. Antes decorre a discussão na generalidade nos dias 27 e 28 de outubro. Mário Centeno acusa o primeiro-ministro de governar sob o discurso do medo, sem dar explicações ao país. Em entrevista ao programa Conversa Capital, da Antena Um e do Jornal de Negócios, o antigo ministro das Finanças reage às declarações de Luís Montenegro, que disse que não quer ser o pai da austeridade, nem fazer com que Portugal regresse aos tempos de tragédia, numa referência à Troika. Mário Centeno desafia o governo a esclarecer exatamente do que é que tem medo.
Eu acho que não é de ânimo leve que um primeiro-ministro diz aquilo que o primeiro-ministro Luís Montenegro disse na semana passada. O que temos que pedir a seguir, e ele tem que estar disposto a conceder-nos, é saber o que está por trás daquela frase. Eu acho que temos que respeitar aquilo que o primeiro-ministro nos deu a ouvir, ficar preocupados, não entrar em depressão. Foi uma das questões que eu não percebi muito bem, porque os primeiros-ministros normalmente tendem a ter discursos mais mobilizadores. Governar sob o medo é péssimo. E quando o primeiro-ministro nos mete medo, nós devemos perguntar a nós próprios o que é que ele sabe que nós não sabemos.
Mário Centeno, que garante ainda que as contas públicas enfrentam um déficit profundo, acredita ainda que se Bruxelas não redefinir as metas orçamentais impostas a Portugal, o Estado terá de efetuar um corte de € 12 bilhões nos próximos dois anos. Por esta hora, o incêndio na Chamusca, distrito de Santarém, é combatido por mais de 250 bombeiros e 80 veículos. O fogo deflagrou por volta das 20h, numa zona de mato e eucaliptal na Carregueira. Fonte do Comando Sub-regional da Lezíria do Tejo avançou à Agência Lusa, ao início da noite, que o incêndio não provocou, até ao momento, feridos, nem colocou em perigo habitações. Voltamos ao líder do Chega, que deixou críticas a Donald Trump em relação à guerra contra o Irão. André Ventura, que já por diversas vezes demonstrou simpatia por políticas do líder norte-americano, desta vez critica Trump pela crise que a guerra está a causar no custo dos combustíveis e na economia mundial. André Ventura diz que o presidente norte-americano cometeu muitos erros no último mês.
Acredito que o presidente Trump cometeu muitos erros no último mês, mesmo a guerra no Irão, creio que está a afetar toda a economia global. Gostaria que essa guerra não existisse, especialmente por causa de Portugal, Espanha, França e Itália. Estamos a pagar mais pelo preço desta guerra do que os próprios Estados Unidos. Não é justo que um país comece uma guerra e outros paguem o preço.
Declarações de André Ventura feitas à margem de um encontro de partidos europeus de extrema-direita este sábado na Ericeira. Falamos agora de inteligência artificial. Agentes da OpenAI infiltraram-se de forma autónoma em plataformas do governo dos Estados Unidos. A Bloomberg avança que os modelos de inteligência artificial conseguiram interagir com o Departamento do Comércio e da Educação norte-americanos. Ainda assim, a gigante tecnológica OpenAI garante que nenhum dos incidentes configurou uma intrusão ilícita. Com fuga de dados, Maria Miguel Marques. A empresa diz ter descoberto estes episódios recentemente durante uma auditoria. O New York Times relata que no caso do Departamento de Educação, a tecnologia da OpenAI tentou piratear o site para recolher dados do gabinete de direitos civis da instituição, sem sucesso. A inteligência artificial conseguiu também extrair dados da página do gabinete de estatísticas norte-americano, integrado no Departamento do Comércio. Em paralelo, os agentes da OpenAI partilharam num fórum online dados públicos retirados do site da SEC. Este novo acesso junta-se a outro episódio conhecido esta semana, de um agente da OpenAI que se infiltrou no site do governo australiano em junho. A OpenAI garante que os governos podem estar entre dezenas de entidades que em todo o mundo podem ser infiltradas pelos modelos de inteligência artificial. O CEO Sam Altman já tinha pedido na Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque, que os governos desempenhassem um maior papel na regulamentação da inteligência artificial, numa altura em que a OpenAI está a realizar uma revisão abrangente da atividade desalinhada dos modelos e a notificar as organizações quando identificam impactos potenciais nos sistemas. E apesar da resistência de vários países em abrandar a inteligência artificial, nomeadamente os Estados Unidos e a China, a OpenAI sublinha em comunicado que a nível internacional, isto exige cooperação. A jornalista Maria Miguel Marques a dar conta do mais recente episódio de acesso da inteligência artificial a ficheiros do governo norte-americano. No desporto, Jorge Jesus diz que não tem medo da Noruega e que a seleção portuguesa vai jogar ao ataque. Portugal vai este domingo a Oslo para a segunda jornada da Liga das Nações. Na conferência de imprensa da divisão à partida, o selecionador nacional reconhece qualidade no ataque norueguês, mas garante que Portugal também o tem.
Apesar de termos pouco tempo de trabalhar comigo, quer dizer muito naquilo que vamos fazer amanhã. Uma coisa de certeza absoluta: não vou ter medo nenhum da Noruega. Zero. E vou lançar uma equipa que eu olho mais para ela até ofensivamente do que defensivamente. Não vou olhar para o jogo e fazer uma escolha de jogadores, porque a equipa da Noruega é muito forte ofensivamente. Vou olhar o contrário. Ela é forte ofensivamente, eu também quero ser.
Jorge Jesus pede também tempo e compreensão aos adeptos da Seleção Nacional.
Os jogos vão ser a minha base. Não fui só eu, os selecionadores todos que entraram. De todos que entraram, já fui procurar quem ganhou. Só eu e o treinador da França é que ganhou, mais nenhum ganhou no primeiro jogo de estreia. Mas estes jogos, é aqui que eu, com a equipa, vou refletir, vamos analisar aquilo que fizemos bem, não fizemos bem, mas estamos a trabalhar em cima de jogo. É sério, não é pré-época, não houve uma base.
Jorge Jesus na conferência de imprensa, dando visão à partida frente à Noruega. Portugal joga este domingo em Oslo, a partir das 19h45, um jogo que conta com relato e análise aqui na Rádio Observador. Notícia de fecho nesta edição das 3 da manhã. A informação está de regresso às 15h30 com a síntese informativa.
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