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Tuesday, October 27, 2026

1h. Paulo Rangel reage às acampadas em Lisboa e no Porto

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É uma hora. As notícias com Ricardo Lopes.

Muito boa noite. O ministro dos Negócios Estrangeiros diz que as pessoas têm direito a passear no Rossio. Paulo Rangel sublinha que uma coisa é o direito à manifestação, outra coisa é a ocupação do espaço público. Em entrevista à TVI, o ministro reagiu às acampadas em Lisboa e no Porto. Paulo Rangel aponta a necessidade de compatibilizar os direitos de todos.

Há lugar para os manifestantes se manifestarem, mas não para ocuparem o espaço público, porque os outros também têm direitos constitucionais. As pessoas que têm lojas no Rossio ou na Praça do Dom João I também têm direito que esse espaço possa ser usado por aqueles que são os seus potenciais clientes. Portanto, é possível compatibilizar os direitos de todos. Aqui eu tenho visto um ou outro constitucionalista que está de má-fé, porque, atenção, não existe só o direito à manifestação. Má-fé, porque qualquer pessoa que tenha estudado direito constitucional sabe que há colisões de direitos. Agora, as pessoas que querem passear no Rossio também têm direito a passear e não a que ele esteja ocupado.

Declarações do ministro dos Negócios Estrangeiros, que ressalva que o direito à manifestação é essencial e deve ser respeitado. Paulo Rangel garante que o governo tem estado a trabalhar para resolver um problema estrutural.

Este governo já tem os novos licenciamentos e tem os 6% de IVA. Por isso é que este governo também baixou, como sabe, o IMT. Tem o IMT Jovem, permitiu comprar à 130 mil jovens a beneficiarem 40 mil contratos. Portanto, isto significa que nós estamos aqui a trabalhar para melhorar um problema que é um problema estrutural.

Palavras do ministro dos Negócios Estrangeiros, em entrevista esta noite no jornal da TVI, a elencar aqui algumas medidas do Executivo para a habitação. Já o secretário-geral do Partido Socialista insiste que o primeiro-ministro deve deixar cair a nova lei das rendas. José Luís Carneiro considera que esta legislação desumaniza e desequilibra a relação entre proprietários e inquilinos. Como alternativa, José Luís Carneiro apela ao governo que considere a proposta apresentada pelo PS, uma lei que salvaguarda o patrimônio dos proprietários, ao mesmo tempo que dá garantias aos inquilinos.

Deve deixar cair a nova lei das rendas que levou à Assembleia da República, com o apoio do Chega e com o apoio da iniciativa liberal, porque é uma lei que desumaniza e que desequilibra a relação entre os proprietários e os inquilinos. E deve procurar viabilizar a proposta que apresentamos, que eu apresentei na Assembleia da República. Para quê? Para dar proteção aos proprietários, nomeadamente em relação às rendas e à salvaguarda do patrimônio dos proprietários, mas ao mesmo tempo também dando garantias, proteção aos inquilinos, aos mais jovens, às famílias das classes médias e também aos mais idosos.

Sobre outro tema, José Luís Carneiro foi questionado como agiria perante os protestos se ainda estivesse no cargo de ministro da Administração Interna. O líder do PS diz que um cenário como o atual está fora de questão, porque o primeiro-ministro também seria outro.

Se fosse ministro, significaria que haveria um outro primeiro-ministro, e com outro primeiro-ministro, nunca teríamos assistido àquilo a que estamos a assistir. Ou seja, aquilo a que estamos a assistir é um governo insensível, que se está a passar e a viver nas praças, nas cidades deste país, tem uma causa profunda, e a causa mais profunda é que o governo tomou políticas, adotou políticas que agravaram os problemas, que já eram problemas naturalmente em Portugal e noutros países do mundo.

Palavras de José Luís Carneiro à margem de um debate esta noite em Braga. Esta terça-feira, em Lisboa, os manifestantes pela habitação abandonam a Praça do Rossio para protestar à frente da Assembleia da República. Um protesto que vai acontecer em dia de discussão do orçamento do Estado. A decisão foi tomada esta noite em Assembleia Popular. Depois da manifestação já confirmada, o movimento anuncia que vai permanecer junto ao Parlamento para realizar uma assembleia popular. A possibilidade de uma nova acampada será decidida nessa mesma reunião. Não há, portanto, certezas sobre se os manifestantes vão pernoitar junto à Assembleia da República. Ficou, no entanto, a promessa que vão ser montadas algumas tendas de forma simbólica. Ainda sobre as manifestações, a Provedora de Justiça pede à PSP informações urgentes sobre as cargas policiais em Lisboa e no Porto. A informação foi divulgada através de um comunicado. Luísa Neto quer explicações da Direção Nacional da PSP. Em causa, está a carga policial na madrugada de domingo sobre manifestantes que acamparam tanto na Praça Dom Pedro IV, em Lisboa, como na Praça Dom João I, no Porto. Esta não é a primeira vez que a Provedora de Justiça pede informações à PSP. Depois da primeira carga policial no Porto, Luísa Neto já tinha avançado com pedido semelhante. A PSP tem agora 10 dias úteis para responder. O presidente da Câmara de Lisboa apela à calma e à serenidade depois dos protestos deste fim de semana, que terminaram com cargas policiais. Carlos Moedas quis posicionar-se do lado dos manifestantes, mas recusa comentar a intervenção da polícia.

Eu estou aqui do lado daqueles que têm esta causa e, portanto, ela é absolutamente importante. Em relação àquilo que são as imagens, eu não iria fazer aqui nenhum comentário, apenas pedir serenidade e calma. Há uma investigação aberta e, portanto, veremos qual é o resultado dessas investigações que estão abertas pela IGAR. Sobre isso, eu acho que hoje, e sobretudo hoje, que nós estamos ainda a viver esta situação, o importante é dizer: a manifestação é sagrada na nossa Constituição. As pessoas podem se manifestar, obviamente, têm que respeitar a lei e, portanto, neste momento é realmente respeitar o direito à manifestação e ver depois quais são as conclusões desses inquéritos que vão ser abertos.

Declarações de Carlos Moedas à margem de uma cerimônia de entrega de casas em Lisboa, captadas pela RTP, onde esteve também o ministro das Infraestruturas e da Habitação. O presidente da Câmara de Lisboa quis ainda esclarecer que a autarquia não tem qualquer influência sobre as decisões da Polícia de Segurança Pública. Saímos de Portugal para olhar para a atualidade internacional. Donald Trump reagiu aos resultados das presidenciais brasileiras. O presidente norte-americano diz que pareceu mais uma eleição manipulada, mas quis ressalvar que não apoiou qualquer candidato.

"Não tomei partido, mas francamente pareceu mais uma eleição manipulada. Não tomei partido, mas foi uma péssima imagem para o mundo. As eleições têm de ser incontestáveis e, para mim, aquilo teve muito mau aspeto. Não apoiei nenhum candidato, nem nada do gênero, mas acompanhei as eleições. Pareceram tão corruptas."

Palavras de Donald Trump numa base aérea no estado de Maryland. O presidente norte-americano demonstra desconfiança em relação aos resultados das eleições no Brasil, mas sem apontar qualquer justificação. No desporto, o Benfica venceu o Santa Clara por 2 x 1. Os encarnados até estiveram a perder. Luís Fernando converteu uma grande penalidade perto da meia hora de jogo e levou os açorianos a vencer para o intervalo. Marco Silva mexeu no 11 logo a abrir a segunda parte, chamou Scheldrup e Lukebakio, mas foi Pavlídis, assistido por Prestianni, que restabeleceu a igualdade no marcador. Seis minutos depois, foi o argentino a consumar a reviravolta, 2 x 1 para o Benfica, sexto gol no campeonato para Prestianni. Na zona de entrevistas rápidas, Marco Silva destaca a reação do Benfica à desvantagem e admite que nem sempre é possível ganhar a jogar muito bem.

A equipa respondeu bem, não de uma forma totalmente consistente ao longo dos 45 minutos da segunda parte. Em espaços, após a vantagem, poderíamos e ainda devíamos ter controlado melhor o jogo com bola, mas nem sempre é possível ganhar a jogar muito bem. Hoje ganhámos de uma forma um pouco diferente, mas eu gostei da reação da equipa. Gostei muito da reação da equipa na segunda parte. O que eu lhes pedi ao intervalo, eles conseguiram colocar dentro do campo, acima de tudo, um pouco mais de calma, porque nós temos que ter, mesmo quando parece tudo difícil para nós, nós temos que ter mais calma e temos que ter mais personalidade para encarar esses momentos diferente como equipa.

A análise de Marco Silva, a vitória sobre o Santa Clara. Com este resultado, o Benfica cimenta o segundo lugar do campeonato, tem 22 pontos, fica a cinco do líder Futebol Clube do Porto. Já Petit, técnico do Santa Clara, fala num resultado injusto.

Estamos no lugar que merecemos estar porque trabalhamos, lutamos todos os dias e apresentamos o futebol que apresentamos hoje contra uma equipa com qualidade, uma equipa que é candidata ao título, uma primeira parte onde nós fomos superiores, mas acho que é um resultado injusto para aquilo que nós fizemos ao longo dos 90 minutos.

A reação de Petit depois da derrota com o Benfica. Após o apito final, uma altercação entre John Duran, jogador do Benfica, e Luís Fernando, do Santa Clara, provocou uma confusão generalizada em campo. Terminou com cinco cartões vermelhos, incluindo a estes dois jogadores. O Benfica vai exigir ao Conselho de Disciplina de Federação Portuguesa de Futebol a disciplinalização de John Duran por considerar que as imagens comprovam que a expulsão foi injustificada. Ainda no futebol, Harry Kane é o grande vencedor da Bola de Ouro. O avançado inglês que atua no Bayern de Munique superou a concorrência de Kylian Mbappé, do Real Madrid, e Lamine Yamal, do Barcelona, que completaram assim o pódio. Aos 33 anos, Kane é o quinto inglês a receber esta distinção. Segue-se a Michael Owen, que ganhou em 2001. O avançado teve uma temporada de grande destaque, marcou 73 gols em 65 jogos. Nota também para os portugueses neste ranking da Bola de Ouro. Vitinha ficou na 14ª posição, João Neves terminou no 19º lugar, Nuno Mendes foi 23º. Já Bruno Fernandes ocupa a 27ª posição. Quatro portugueses nesta lista dos 30 melhores jogadores do mundo. E é assim que terminamos este jornal da 1:00 a.m. da Rádio Observador. A informação está de regresso em formato síntese à 1:30 a.m. Até lá, deixe-se ficar.

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