Bastidores: Botafogo garante confiança em Tite e aguarda aportes em momento mais delicado de 2026

A crise é também financeira. O passivo total da SAF Botafogo é de R$ 2,5 bilhões, com R$ 1,286 bilhão sujeitos à recuperação judicial. Com isso, aguarda aportes da GDA Luma, nova investidora, para pagar vencimentos e dívidas antigas. O ge explica o cenário vivido pelo clube nos escritórios e nos gramados.
Tite apresentado no Botafogo ao lado de Léo Coelho e João Paulo Magalhães — Foto: Vitor Silva / Botafogo
GDA de olho
Fora de campo, a situação também não está definida. O clube aguarda a aprovação da recuperação judicial para vender a SAF à GDA depois de uma vitória do clube social, que se tornou dono de 99,18% das ações. Gabriel de Alba, o novo investidor, é peça-chave para entender o caminho do Botafogo.
Depois da derrota por 2 a 1 para o Remo, na quarta-feira, Gabriel de Alba enviou mensagens para a cúpula do futebol do Botafogo e se colocou à disposição para ajudar. A forma de o mexicano ajudar por agora é com dinheiro.
João Paulo Magalhães Lins e Gabriel de Alba, do Botafogo — Foto: Divulgação
Nos últimos dias, a GDA Luma fez um aporte financeiro de cerca de 11 milhões de dólares (R$ 60 milhões) para pagamento de direitos de imagem. O aporte ainda depende de liberação do Ministério Público e do administrador judicial. Também é projetada a chegada de outro investimento de Gabriel de Alba em dezembro, mas não pensando em janela de transferências. Ele é esperado no Brasil em um dos últimos três jogos do Botafogo como mandante.
DNA da crise
Em meio aos aportes da GDA e do desempenho ruim em campo, o Botafogo entende que sofre hoje as consequências de decisões tomadas desde 2025. A grande quantidade de transfer bans e as incertezas vividas pelo clube ao longo de 2026 geraram turbulências que afetaram o andamento da temporada.

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Desde o início do ano, o Botafogo perdeu Marlon Freitas e Barboza para o Palmeiras e Savarino para o Fluminense: três jogadores essenciais em 2024 e 2025 que saíram para reforçar rivais. Enquanto vendia destaques, precisava se movimentar pelas beiradas no mercado em busca de nomes fora do radar e de baixo investimento financeiro. Alguns até deixaram o clube, caso de Caio Roque e Ythallo.
Durante a temporada, o clube passou por diferentes momentos em que não poderia inscrever jogadores pelos transfer bans sofridos. Internamente, é consenso que não é hora de apontar dedos e escolher culpados, pois o que é vivido hoje acontece por escolhas do passado.
Foco é ficar na elite
Ainda assim, existe uma ala no clube social que cobra o presidente João Paulo Magalhães pelos resultados da equipe com Tite. Em seis jogos, venceu uma vez, empatou outra e perdeu quatro vezes. O desempenho do time também é motivo de críticas.
Atletas e funcionários apoiam Tite, assim como a diretoria. O presidente João Paulo e o diretor de futebol Léo Coelho não cogitam uma saída do treinador mesmo com os resultados ruins neste início. A experiência do técnico e da comissão é um dos fatores ressaltados, além da intensidade do trabalho no dia a dia e da capacidade de mudar nesta reta final de Brasileirão.
Três pontos separam o Botafogo da zona de rebaixamento. Na quarta-feira, o clube carioca recebe o Atlético-MG no Nilton Santos em duelo da 34ª rodada.
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