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Saturday, October 24, 2026

As notícias das 2h

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As notícias com Maria Miguel Marques. Começamos no Brasil. Já arrancou o último debate entre Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, a dois dias da segunda volta das presidenciais. Foi Flávio Bolsonaro a abrir o jogo para questionar Lula da Silva sobre infraestruturas e habitação. Mais precisamente, acusa o atual presidente brasileiro de criar um cemitério de obras públicas no Brasil. Ora Lula da Silva nega estas acusações.

O meu adversário sabe que qualquer coisa que ele pensar de infraestrutura, nós fizemos três ou quatro vezes mais do que o governo deles fizeram. E mais importante saber ainda, é que nós herdamos 6 mil obras paradas e obviamente que você não consegue fazer uma obra de infraestrutura no mesmo ano que você começa. As obras que estão sendo feitas, eu vou continuá-las, porque eu vou ganhar as eleições.

A primeira intervenção da noite de Lula da Silva, referente ao governo de Jair Bolsonaro, pai de Flávio Bolsonaro, à qual responde Flávio Bolsonaro com propostas relativas a infraestruturas como ferrovias e internet. Propostas que remontam ao mandato do pai.

Eu vou rasgar esse Brasil de ferrovias. Eu vou investir muito aqui na concessão de rodovias, como fez o presidente Bolsonaro, e eu vou manter uma regra que ele colocou lá. Todas as concessões de rodovias que forem feitas no Brasil vão garantir que é pedágio zero para motociclistas. E muito mais do que isso. Eu vou investir e vou tratar a internet como infraestrutura.

A primeira intervenção da noite do candidato liberal às presidenciais brasileiras, Flávio Bolsonaro. O debate desta noite está dividido em quatro blocos. Neste primeiro momento, os candidatos estão a responder a seis rondas de questões sobre temas de interesse federal, mas também estadual. Num próximo segundo momento, os tempos vão ser os mesmos, mas vão ser Lula e Flávio Bolsonaro a escolher os temas que querem abordar. O debate termina com uma declaração de cada candidato. No final do debate, os dois candidatos participam numa conferência de imprensa. Por sorteio, Lula fala primeiro e depois Flávio Bolsonaro. A Globo, onde está a acontecer este debate, através do site online, vai fazer uma análise em direto das declarações dos dois candidatos. Na chegada aos estúdios, Flávio Bolsonaro disse já ter a melhor expectativa possível para este confronto com Lula da Silva. Lula da Silva chegou momentos depois, com a certeza de que está neste debate para ganhar as eleições. Os dois candidatos têm passado as últimas horas em preparativos para este frente a frente, numa altura em que as sondagens os mostram separados por apenas um ponto percentual ou até menos. O enviado especial do Observador ao Brasil, José Carlos Duarte, fez uma antevisão deste debate, que está a acompanhar neste momento, no qual os candidatos devem adotar uma estratégia diferente.

Os dois candidatos vão apostar num tom mais institucional, menos de confronto, neste debate. Houve um debate no passado domingo na emissora Band e os dois candidatos mostraram uma atitude de confronto. Houve uma troca de ideias bastante dura, insultos, foi um debate bastante duro. E a estratégia das campanhas, desta vez vai ser diferente. Estão a apostar numa mensagem mais institucional, menos de confronto e tentar debater assuntos que os dois candidatos sabem que vai constranger o rival. Portanto, esta vai ser a estratégia seguida. Além disso, esta sexta-feira, os dois candidatos não têm qualquer agenda, estão totalmente focados na preparação do debate e que será definitivamente decisivo para o resultado de domingo.

José Carlos Duarte, enviado especial do Observador ao Brasil, está a acompanhar neste momento o segundo e último debate entre candidatos às presidenciais brasileiras. Lula da Silva, atual presidente do Brasil, e Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, concorrem para o mais alto cargo do país, numas eleições que mostram o país dividido, no momento em que as sondagens apontam mesmo para um empate técnico entre estes dois candidatos. À Rádio Observador, o escritor e correspondente da Folha de São Paulo em Portugal, João Gabriel de Lima, afirma que Flávio Bolsonaro está a caminho de ter mais votos do que o pai teve nas eleições de 2022 e que o cenário é muito parecido com o das últimas eleições, mas desta vez a pender para a direita.

Essa segunda volta é muito parecida com a de 2022. Inclusive, a diferença entre Lula e Jair Bolsonaro é mais ou menos a mesma diferença que as sondagens estão apresentando agora, só que com Flávio Bolsonaro na frente. Flávio Bolsonaro aparenta ter mais votos que Jair Bolsonaro na primeira volta e se ocorrer o que se espera, pode ter mais votos do que o pai nessa eleição e ser eleito presidente da República do Brasil.

João Gabriel de Lima destaca que a maioria dos restantes candidatos na primeira volta estavam mais alinhados à direita, que isso pode favorecer o candidato do Partido Liberal.

A vantagem de Flávio tem a ver com o seguinte: os três outros candidatos com alguma expressão na primeira volta, eram candidatos mais à direita. O voto brasileiro não é tão ideológico, mas a maior parte dos eleitores desses candidatos penderam a Flávio Bolsonaro na segunda volta e isso ficou muito claro nas primeiras sondagens, logo após a primeira volta.

João Gabriel de Lima, o escritor e correspondente da Folha de São Paulo em Portugal, à Rádio Observador. Por cá fazemos agora um ponto de situação das acampadas. Os manifestantes reuniram-se durante o dia de hoje no Porto e em Lisboa. Em Chelas, cerca de 300 pessoas estiveram num ato simbólico de solidariedade para com uma mulher que foi despejada de uma habitação camarária. O protesto no Rossio migrou para Chelas para essa manifestação de apoio a uma viúva que está a ser despejada com os dois filhos. Foi feita uma assembleia popular, onde os manifestantes votaram a favor de erguer tendas e dormir no Rossio amanhã. Devem ser montadas depois das 17h, na sequência da manifestação que está marcada para este sábado. No Porto, a acampada negou os contactos classificados pelo presidente da Câmara do Porto como muito cordiais. O movimento diz que tem em mãos apenas o convite formal inicial. Garantia dada por Sérgio Bastos, que faz parte do grupo de imprensa da acampada e que partiu para o ataque contra o autarca do Porto. Acusa Pedro Duarte de tentar provocar uma rutura no protesto. O movimento continua a ver a Assembleia Popular como um instrumento democrático e de legitimidade, não para suplantar qualquer outra instituição democrática, mas para reforçar o poder de negociação e o poder de pressão. O presidente da Câmara do Porto revelou estar numa fase bastante avançada de contactos muito cordiais com este movimento pela habitação, que está desde 10 de outubro em protesto na cidade. Pedro Duarte afirmou que o movimento ainda não lhe sugeriu uma data para a reunião, mas tem estado a trocar comunicações para a concretizar. Na política nacional, o líder do PS diz que é Luís Montenegro que tem de tomar uma decisão sobre se o presidente do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana se deve demitir. O secretário-geral do PS fala em declarações infelizes de Benjamim Pereira. O presidente do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana tinha dito que não sabia se a sociedade atual estava disponível para o nível de sacrifício da anterior. E agora em Gaia, José Luís Carneiro não pede a demissão de Benjamim Pereira, mas passa a bola a Luís Montenegro. O Presidente da República recusa estar adormecido e quer pressionar os partidos a entenderem-se em medidas para a habitação. António José Seguro aponta duas dimensões: quer medidas urgentes e quer políticas duradouras. É o que o Observador sabe. António José Seguro defende que a habitação tem sido uma das bandeiras desde que tomou posse em março e garante que tem chamado a atenção para este problema. Ainda assim, o Presidente da República chamou os partidos para audiências individuais na próxima quinta-feira e convocou um Conselho de Estado sobre a coesão social quatro dias depois. O chefe de Estado vai pressionar os partidos para chegarem a um consenso na nova lei das rendas na especialidade, que começa a ser negociada depois da votação do Orçamento de Estado. O Chega quer ouvir mais de 50 pessoas na Comissão Parlamentar de Inquérito aos mandatos de Luís Neves à frente da Polícia Judiciária, entre elas o antigo primeiro-ministro António Costa. A lista foi divulgada pelo partido. Além de António Costa, o Chega quer ouvir a atual ministra da Justiça, Rita Júdice, e as antecessoras. O Chega quer ouvir o anterior diretor nacional da PJ e atual ministro da Administração Interna, Luís Neves, mas também o atual diretor nacional da PJ, Carlos Cabreiro, e o antigo diretor, Almeida Rodrigues. Na lista estão ainda os nomes do juiz Carlos Alexandre e o ex-secretário-geral do Ministério da Administração Interna, Ricardo Carrilho. Em comunicado, o Chega justifica que a escolha das pessoas a ouvir são os titulares políticos que interagiram com Luís Neves. Ponto final neste jornal das 02:00. A informação está de regresso às 02:30.

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