'Natureza de Flávio é acordo e roubo; apenas um bandido', diz Renan Santos

Renan disse que, na campanha, imaginava um Senado mais equilibrado, mas avaliou que houve um acúmulo de poder muito grande na mão do PL e que o partido ficou "poderosíssimo na Câmara". Ele também afirmou que, com esse cenário, o STF tenderia a "se adaptar às circunstâncias".
Há um perigo que redunda numa normalização institucional de um roubo. Nada que o PT já não tenha iniciado antes, que esse é o problema de ambos. Há uma naturalização no discurso político do roubo, e aí você tem uma república baseada no roubo, em que ambos os lados justificam que o roubo dele tem que ser negligenciado porque o outro lado é muito perigoso. Renan Santos
Renan afirmou que Flávio precisaria "salvar" nomes do Centrão e apontou o ministro Flávio Dino como o "maior inimigo" num cenário em que emendas e escândalos atingiriam diferentes grupos políticos.
Ele vai ter como maior inimigo dele o Flávio Dino. Porque o Flávio Dino tem todos os escândalos ligados à emenda nas mãos dele, e as emendas pegam todo mundo do Centrão e pega a gente do PL. Pega a gente do PT também. O Flávio Dino tá basicamente com o Congresso na mão dele. Renan Santos
Ao ser questionado sobre o risco à democracia, Renan disse ver "risco institucional" ligado ao acúmulo de poder e afirmou que, na opinião dele, "os dois projetos são autoritários", em referência a bolsonarismo e petismo.
Risco à democracia? A meu ver, a gente corre com os dois, porque os dois projetos são autoritários. Os dois projetos já deram mostras de autoritarismo. Renan Santos
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