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Saturday, September 26, 2026

Deixar de investir no Brasil é um erro estrutural, diz João Vitor Menin

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O CEO global da Inter&Co, João Vitor Menin, afirmou que períodos de incerteza não devem afastar investidores e empreendedores do país e que deixar de apostar no Brasil seria um "erro estrutural". A avaliação foi feita em painel com a economista-chefe do Inter, Rafaela Vitoria, na abertura do Inter Invest Summit, evento de investimentos promovido pelo banco neste sábado, 26, na Arena MRV, em Belo Horizonte.

"Um dos maiores riscos que tem é a pessoa não correr o risco", disse Menin.

Segundo ele, quando surgem incertezas, sejam econômicas, políticas ou geopolíticas, a tendência é adiar decisões. Para o executivo, o risco precisa ser encarado abertamente e administrado, do pequeno ao grande investidor. "Não vamos pensar que risco é palavrão."

A "call barata" de 2015

No painel, Menin relatou como convenceu o conselho de administração a aprovar o lançamento de uma conta digital completa e gratuita, sua primeira proposta ao assumir o comando do banco no fim de 2015. Naquele momento, a economia brasileira ia mal, mas os brasileiros se digitalizavam rapidamente com smartphones e pacotes de dados, e a relação entre os grandes bancos e seus clientes era ruim, com tarifas altas e serviço fraco.

O conselho questionou como um banco sem tarifas, sem rede de agências e sem investimento pesado em servidores próprios atenderia os clientes.

Menin respondeu com um conceito do mercado de derivativos. O projeto seria uma opção de compra barata, com muito potencial de ganho e perda limitada. "Se isso funcionar, vai ser um espetáculo. E se isso não funcionar, o impacto é muito menor. A gente tem um nível de perda muito controlado", disse.

Desde a abertura das primeiras contas, em 2016, o Inter passou de 5 mil para 45 milhões de clientes, de 200 para 4,5 mil funcionários e de R$ 20 milhões para R$ 180 bilhões em recursos de clientes na plataforma, segundo o executivo.

Equilíbrio na carteira

Em momentos de maior incerteza, a palavra que o executivo destaca é equilíbrio. Isso significa combinar ativos de maior retorno e risco, como ações, com produtos mais seguros e de menor retorno, e também mesclar a carteira financeira com investimentos na economia real.

"O equilíbrio nos dá conforto, nos ajuda a passar momentos de incerteza de uma forma melhor", disse.

A mesma lógica, segundo Menin, orienta a expansão internacional do Inter, com conta global e plataforma para que clientes brasileiros comprem ações no exterior.

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