8h. O anúncio de Sanchez. Eleições a 29 de Novembro
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Está a começar o Jornal das 8, com a edição do Miguel Cordeiro. Miguel, Flávio Bolsonaro é o vencedor da primeira volta das eleições gerais no Brasil. A votação deste domingo adiou a decisão presidencial para a segunda volta, mas o Partido Liberal sai na frente.
47,03% dos votos para Flávio Bolsonaro supera a votação do pai, Jair Bolsonaro, em 2018. Já o atual presidente, Lula da Silva, não foi além dos 45%. Sem maioria absoluta, estes dois candidatos seguem para nova eleição, já agendada para o dia 25 deste mês de outubro. Desde 2002 que o presidente do Brasil é decidido com recurso à segunda volta. Aliás, apenas por duas vezes, desde 1989, o chefe de Estado brasileiro foi eleito à primeira. E nunca um candidato derrotado na primeira volta conseguiu reverter o cenário na segunda eleição. Conhecidos os resultados, os candidatos discursaram praticamente ao mesmo tempo. No Rio de Janeiro, rodeado de jornalistas e apoiantes, e com recurso a um púlpito improvisado, Flávio Bolsonaro não escondeu a satisfação, pediu uma oportunidade à frente do Brasil e decretou o fim do PT.
"Estou muito feliz, de verdade. São quase 56 milhões de brasileiros e brasileiras que deram esse voto de confiança para mudança. A palavra é mudança. É o fim da era do PT. Está decretado o fim da era do PT, a mudança no nosso país. O Brasil dá uma resposta definitiva de que quer um governo moderno, um governo com menos ministérios, um governo que vai resgatar a democracia. O que eu tenho para falar é que o Lula está disputando o poder. Ele já disputou sete eleições presidenciais. Eu só preciso de um mandato".
O apelo de Flávio Bolsonaro. Nós já voltamos às eleições do Brasil. Vamos agora seguir com o que se passa em Espanha. Pedro Sánchez convocou para esta hora uma comunicação ao país. Vamos escutar a partir da televisão espanhola o que diz Pedro Sánchez.
Declaração institucional. Queridos cidadãos e cidadãs, como sabem, há mais de três anos, as urnas e o Congresso dos Deputados e Deputadas decidiram voltar a apostar por um governo de coalizão progressista. Fizeram-no para que a Espanha seguisse avançando pelo caminho da transformação, da ambição e da justiça social que tem vindo percorrendo desde o ano de 2018.
Há três anos, Espanha escolheu um governo progressista.
Consegui-lo não foi fácil. Nesta legislatura tocou-nos gerir emergências inéditas, navegar numa conjuntura internacional muito difícil, marcada por tensões geopolíticas
Não tem sido fácil governar nesta legislatura. Pedro Sánchez a falar de várias situações com que teve de lidar.
As crises energéticas e o regresso das guerras na Europa e no Oriente Médio. Também tivemos que trabalhar com um Congresso muito bravo, em que absurdamente muitos confundem atacar, trair e bloquear com fazer oposição.
A falar também das dificuldades de legislar em Espanha perante o atual cenário eleitoral.
Também tivemos que nos bater contra elites económicas e sociais muito poderosas, que não se apresentam às eleições, mas que querem continuar controlando o nosso país.
A falar das elites em Espanha também.
E também tivemos que lidar com a pior oposição que a nossa história democrática conheceu.
E dizer que teve de lidar com a pior oposição que existe na história da democracia em Espanha.
Uma oposição sem nenhum sentido de Estado, que não parou de questionar até a legitimidade do nosso sistema eleitoral, de bloquear medidas e votar contra políticas que eram boas para o país e de usar o seu poder autonómico e municipal para boicotear políticas boas para a gente comum. Nós, a este respeito, simplesmente quisera recordar que transferimos a esses governos autonómicos mais recursos do que nunca
Continua Pedro Sánchez a falar do que tem feito ao longo destes últimos anos. A liderar o governo espanhol.
E eles compraram áticos e privatizaram hospitais. Ainda assim, e apesar de todas estas dificuldades e também hostilidades, o governo de coalizão progressista não deixou de trabalhar. E com ele, a Espanha não deixou de avançar.
Que apesar de todas as dificuldades, nunca deixou de trabalhar.
Ao longo destes três anos, a Espanha tornou-se na economia que mais cresce e que mais emprego cria de toda a União Europeia.
A destacar Pedro Sánchez.
O poder aquisitivo dos nossos cidadãos e cidadãs aumentou o triplo
O poder aquisitivo deste governo em Espanha
Do que grandes economias europeias como a francesa ou a alemã. E os nossos níveis de desigualdade e pobreza, que continuam sendo altos, caíram ao mínimo desde que existe série histórica que os regista. Em definitivo, com esforço e com diálogo, conseguimos ampliar bolsas, permitir a maternidade e a paternidade
Continuamos a escutar Pedro Sánchez. Aguarda-se uma posição perante a crise política que se vive em Espanha
E a carteira do serviço do Sistema Nacional de Saúde. E também pusemos em marcha uma modernização profunda
Continua Pedro Sánchez a detalhar várias medidas que este governo tentou fazer avançar durante os últimos anos
Acelerámos um dos principais problemas
Pedro Sánchez que lida agora com fortes manifestações nas ruas, devido ainda ao caso Mari Carmen e à dificuldade em aprovar novas medidas para o setor do arrendamento. Vive uma nova crise política
E também aprovámos medidas valentes para impulsionar o direito constitucional ao acesso à habitação. E recusámo-nos a sacrificar o nosso Estado do bem-estar no altar do 5%. Em definitivo, fizemos tudo o que estava nas nossas mãos para defender o interesse dos espanhóis e das espanholas e, ao mesmo tempo
Pedro Sánchez vai enumerando neste discurso à nação o que O tem feito ao longo dos últimos anos e procura desjustificar a posição que vai tomar também a seguir. Falar agora do apoio à Ucrânia e às decisões da União Europeia quanto a esse conflito.
Combatiendo a los tiranos, a los tecnoligarcas y también a los especuladores que quieren destruir el futuro de nuestros hijos y de nuestras hijas para agrandar sus bolsillos, duplicando nuestra ayuda a la cooperación internacional mientras otros presumían de recortarla con su motosierra o en ese altar militar del 5% del Produto Interior Bruto. En definitiva, todo eso ha hecho de nuestro país, ha convertido a España en un referente mundial de paz, de feminismo y de prosperidad.
Pedro Sánchez a dizer que Espanha é, neste momento, uma referência de paz.
Y nos ha permitido cosechar los mejores resultados económicos, sociales y de bienestar que ha tenido un gobierno democrático en nuestro país.
Falar dos resultados económicos de Espanha.
Los mejores. Y esto no es una exageración, tampoco es una opinión, es un hecho, es un dato contrastable que ha sido posible gracias a la entrega de millones de trabajadores y trabajadoras, de también trabajadores autónomos y, por supuesto, de los empresarios y empresarias de nuestro país. También ha sido posible a la generosidad de otras fuerzas parlamentarias, a las cuales quiero agradecérselo en primera persona, que han sabido, más allá de sus diferencias, construír juntos en beneficio de un proyecto social.
Continuam os agradecimentos de Pedro Sánchez. Como referia, aguarda-se uma tomada de posição do líder do governo espanhol quanto à crise política que se está a viver nesta altura. Há a possibilidade de Pedro Sánchez convocar eleições antecipadas. É um cenário em cima da mesa.
Hoy hay insatisfacción. Sé que les indigna ver cómo sus intereses, los intereses de la gente de a pie, son pisoteados en el Parlamento en beneficio de unos pocos.
Falar agora da insatisfação que existe em Espanha.
Que nosotros mismos hemos cometido errores y no hemos logrado hacer todo lo que nos habíamos propuesto.
Assumir alguns erros também.
Es verdad también que aún quedan muchas injusticias que corregir, muchas metas sociales que conquistar y muchos problemas que resolver, sobre todo en los ámbitos de la desigualdad de los servicios públicos y del acceso a la vivienda. Pero lo cierto es que para hacer más necesitamos renovar y ampliar el apoio da gente. Para acometer en profundidad las reformas pendientes que necesitamos para que la ciudadanía pueda lograr reducir esos niveles de desigualdad, debemos movilizarnos y debemos lograr que el Parlamento nos dote de una mayoría mucho más amplia, progresista, con la que doblegar a las elites, conquistar nuevos avances sociales y seguir transformando España.
Pedro Sánchez vai agora anunciar o que vai fazer.
Por eso, tras informar como corresponde al jefe del Estado, he decidido convocar un Consejo de Ministros y Ministras extraordinario esta misma mañana para disolver las Cortes Generales y convocar unas elecciones generales que se celebrarán el domingo 29 de noviembre, de acuerdo a los plazos que establece la ley.
Confirma o cenário de eleições antecipadas em Espanha. Pedro Sánchez.
Los españoles y españolas decidáis qué futuro queréis para vosotros mismos y para vuestro país.
Confirmação de Pedro Sánchez de que avançam para eleições antecipadas em Espanha. Vai convocar um Conselho de Ministros extraordinário para avançar com essa convocatória para as eleições antecipadas em Espanha. Pede um reforço da atual maioria que tem Pedro Sánchez e tira o país para novas eleições para o próximo dia 29 de novembro. Acaba por dissolver o governo espanhol e vai avançar com eleições antecipadas no próximo dia 29 de novembro. Informação de última hora. Acabamos de escutar Pedro Sánchez nesse discurso e a apontar já para as eleições a 29 de novembro. Este é um tema que naturalmente vamos voltar na Rádio Observador, com comentário e análise ao longo desta manhã, que já será especial dedicada ao Brasil, dedicada ao 5 de outubro e, naturalmente, a partir de agora também dedicada a este cenário de eleições antecipadas em Espanha. Anúncio feito por Pedro Sánchez, que escutámos aqui em direto na Rádio Observador.
E falavas nas eleições no Brasil. Este país foi a votos. A escolha do próximo presidente ainda não está fechada, terá de ser tudo decidido na segunda volta. Ora, a votação de ontem, Miguel, confirma que o Partido Liberal de Bolsonaro sai destas eleições com a maior bancada no início de uma legislatura no Senado em quase 40 anos.
É ainda longe da maioria, mas o partido tem, por exemplo, assinaturas suficientes para requerer uma comissão parlamentar de inquérito, mas o Senado não foi o único órgão a mudar. Houve também dança de cadeiras nos governos estaduais. Há muito que fica já definido nesta eleição. Ainda é preciso escolher entre o próximo presidente e alguns governos por decidir, mas o jornalista Hugo Fortunato de Oliveira explica-nos aquilo que já está fechado com esta eleição.
Já mudou o desenho do Senado brasileiro. O Partido Liberal de Jair Bolsonaro sai reforçado. Elegeu 19 senadores e vai passar dos atuais 15 para 28 já a partir de fevereiro do próximo ano. Com isso, passa a representar mais de um terço das 81 cadeiras do Senado, mas estes 28 lugares não chegam para garantir uma maioria. O Partido dos Trabalhadores de Lula da Silva mantém nove lugares do Senado. O Movimento Democrático Brasileiro fica com oito. Já os Progressistas e os Republicanos conseguem seis cada. Para lá do Senado, estão já definidos também 20 dos 27 governos estaduais. Em São Paulo, Tarcísio de Freitas, apoiado pela família Bolsonaro, conseguiu a reeleição logo à primeira volta. Derrota Fernando Haddad, do PT, que já foi candidato presidencial. No Paraná, Sérgio Moro foi eleito governador. O antigo juiz da Operação Lava Jato, que condenou Lula em primeira instância, chega agora ao governo deste estado federal. Em Minas Gerais triunfaram os Republicanos. Já na Bahia, o PT conseguiu manter o Estado. É um novo mapa político no Brasil que só vai ficar completo depois da segunda volta.
Jornalista Hugo Fortunato de Oliveira, com o que muda no Senado brasileiro e também já nos governos estaduais do Brasil depois das eleições de ontem, 20 ficam já fechados. Para a segunda volta, ainda há sete governos estaduais a decidir, entre os quais o Rio de Janeiro.
O tema Brasil vai ser analisado ao longo da manhã na Rádio Observador. Viramos a página neste jornal das 20h para olhar para o futebol. A seleção portuguesa venceu ontem a Noruega por 2 x 1 e garantiu o apuramento para os quartos de final da Liga das Nações.
É o melhor arranque sempre da seleção portuguesa nesta prova: quatro vitórias em quatro jogos. A Noruega adiantou-se no marcador neste jogo aos 36 minutos, mas houve resposta de Portugal, de João Cancelo e, na segunda parte, Gonçalo Ramos fechou o resultado com o terceiro gol em três jogos. Após o apito final, Jorge Jesus estava feliz, mas mostrou-se também surpreendido.
Hoje ganhamos sem fazer o jogo como fizemos com a Dinamarca, mas o importante era ganhar, era o apuramento e neste momento já estamos apurados. Já carimbamos o apuramento, quatro jogos, quatro vitórias. É um percurso que, se calhar, eu quando comecei não pensava que era capaz de ter quatro jogos, quatro vitórias, independentemente de acreditar muito nesta equipe. E agora há que esperar pelos últimos dois jogos na próxima convocatória.
Portugal agora soma 12 pontos no grupo A4. O primeiro lugar ainda não está garantido. É a terceira vez, em cinco edições, que Portugal passa aos quartos de final, passa à fase seguinte, podemos dizer assim. Nas primeiras edições não existiam quartos de final. Já houve duas edições em que Portugal venceu. É atualmente o vencedor em título desta competição.
E após o jogo, Miguel, o foco voltou-se imediatamente para o tema incontornável do momento, o chamado Caso Ronaldo.
Jorge Jesus e Pedro Proença falaram da polêmica para dizer que Cristiano Ronaldo tem carta branca para voltar à seleção. Neste momento, diz o treinador e o presidente da Federação, só depende do capitão. Vamos ao que disseram Jorge Jesus e Pedro Proença sobre este tema, um trabalho do jornalista João Lourenço.
"Podes vir a qualquer hora".
Na cidade que Rui Veloso imortalizou com "Porto Sentido", o pedido emocionado para o regresso de uma lenda.
Porque foi assim que falamos os dois. Eu disse: "Eu preciso de ti. A minha primeira convocatória, eu preciso de ti, preciso que tu estejas ao pé de mim, jogando ou não jogando, eu preciso de ti". E agora digo a mesma coisa.
Ao quinto dia de novela, o selecionador nacional abriu o jogo. Diz que várias pessoas envolveram-se num assunto que não era caso, mas realça que a carreira de Ronaldo na equipe das Quinas não pode terminar assim.
Disse que ele não podia acabar de jogar na seleção, no Campeonato do Mundo, a perder e a chorar.
De treinador a jogadores, Nuno Mendes acolhe Ronaldo de braços abertos.
Como é óbvio, se o Cris voltar, estamos aqui para o receber de braços abertos.
Depois de um longo silêncio, Pedro Proença falou sobre a polêmica, afirma que o país deve fazer uma vénia ao lugar do capitão.
Cristiano Ronaldo hoje representa o símbolo maior da portugalidade. E, portanto, nós temos que prestar a vénia ao Cristiano Ronaldo.
Um mal-entendido que se vai resolver dentro de casa, sem causar qualquer precedente dentro da equipe.
Tudo o que vai acontecer nos próximos dias serão momentos de tranquilidade, de conversa, de discussão. E, portanto, aquilo que queremos é que em novembro possamos estar todos novamente com a nossa seleção.
O líder federativo e o selecionador nacional deixam uma assistência de gol para o regresso do Ronaldo. A camisola sete não tem todo o tempo do mundo, pois os trabalhos da seleção A estão de volta no início do próximo mês.
"Tempo do mundo para ti, tenho tooo-"
João Lourenço com mais um capítulo desta novela Cristiano Ronaldo, um tema que vamos analisar também esta manhã, já o final da manhã, na edição de hoje de "E o Campeão É", para ouvir depois do meio-dia. A próxima paragem FIFA acontece em novembro. Portugal vai jogar dia 14 com a Dinamarca no Estádio Municipal de Braga e vai também jogar fora frente ao País de Gales.
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