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Friday, October 30, 2026

SLB x GIL. "Expulsão de Espigares foi boa decisão"

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, torcida e música animada ] Sem falta na Rádio Observador com o Pedro Henriques. Pedro, seja muito bem-vindo.

Boa noite.

Vamos falar sobre o trabalho do árbitro José Bessa, 31 anos, da Associação de Futebol do Porto. Esteve no comando deste jogo entre o Benfica e o Gil Vicente, que terminou com uma vitória encarnada por 4 x 1. Pedro Henriques, vamos desde já falar sobre os lances. Minuto 30 é o primeiro lance que destacas, uma situação de fora de jogo.

Sim, fora de jogo, quando Dalot passa pelo Lukebakio. E foi bem assinalado porque estamos a falar sobre isto? Porque na sequência desse fora de jogo, que o assistente obviamente não levantou logo a bandeirola, há um remate também para a área e há um jogador do Gil Vicente que intercepta a bola com a mão e braço e seria pênalti. Só não é pênalti porque momentos antes, no passe do Dalot para o Lukebakio, ele está em fora de jogo e o fora de jogo acaba por anular a decisão. O assistente cumpriu o protocolo, esperou que a jogada terminasse e, neste caso, com a tal interceção, levantou a bandeirola para dar o fora de jogo e está tudo certo.

Pedro, vamos avançar, minuto 36, queres falar sobre o primeiro gol do Benfica.

Sim, Zé Carlos, ao aliviar a bola, Zé Carlos do Gil Vicente, a bola bateu no Samuel Dalot, que depois sobra, se não estou em erro, para o Lukebakio, que vai fazer depois o gol. Para dizer que o Samuel Dalot levou com a bola nas partes baixas, em nenhum momento tocou a bola com mão ou com o braço, que poderia eventualmente ser tido e achado aqui para este gol do Benfica. Assim sendo, não tendo tocado em mão e em braço, gol legal do Benfica, o primeiro, neste caso.

Vamos avançar, Pedro, porque ao minuto 40 queres também falar aqui do segundo gol do Benfica.

Sim, não há qualquer infração. Ou seja, há o gol do Benfica, que foi marcado por Sudakov. Antes, o Sheldrupe cai na área. Logicamente que havendo gol, tudo o que pudesse acontecer antes já não iria ser também tido em consideração. Mas já agora também para reforçar que, no antecedente, o Sheldrupe cai com lance de contato sem sofrer qualquer infração para pênalti. E, portanto, também o árbitro tem a analisar, até porque como nós sabemos, nos pênalties, normalmente, não é que isso esteja escrito em lado nenhum, é só técnica de arbitragem, normalmente não se dá leis da vantagem. Muitas vezes o que se faz é compasso de espera para ver como é que termina a jogada. Neste caso concreto, o árbitro não considerou ter havido falta sobre Sheldrupe para pênalti e realmente não existiu. Ato contínuo, dá-se o gol e, portanto, mais um gol legal do Benfica.

Estão vistos os lances da primeira parte. Vamos avançar para o segundo tempo, minuto 66, o primeiro cartão, ou melhor, deveria ter sido o primeiro cartão, mas no teu entender, Pedro Henriques, ficou por mostrar um cartão Al Karwani.

Para mim, já me adianto, a única falha que o árbitro teve neste jogo. É uma situação sem bola e, portanto, é sempre mais difícil para os árbitros verificarem quando a bola está longe, infrações destas. Basicamente, o Karwani o que faz é, sem a bola estar lá, estar afastada, vai obstruir a passagem do Agostinho Moreira. Ou seja, o objetivo é obstruir a passagem para evitar que o Agostinho Moreira, em corrida, pudesse tentar ir buscar aquela bola mais à frente. E, portanto, é um contato sem bola, é uma falta antidesportiva, que era passível de cartão amarelo, que o árbitro não considerou e, portanto, falhou. O grau de dificuldade aqui é porque a bola não está no local e o árbitro não está lá com os olhos. E relembrar que nos amarelos os VARs não podem intervir.

Pedro, vamos avançar. Agora, sim, o primeiro cartão amarelo foi mostrado no minuto 67, a Palhinha.

E bem mostrado por trás, para impedir a transição ofensiva por parte, neste caso, Zé Carlos. Ele, Palhinha, com a mão esquerda, agarra e puxa o ombro direito do médio do Gil Vicente e, portanto, é a chamada falta tática. Ao mesmo tempo, a ação antidesportiva, bem o cartão amarelo a Palhinha.

Avançamos para o minuto 77, de novo um lance de disciplina, o cartão amarelo mostrado a Aursnes.

Sim, Fredrik Aursnes também foi corretamente advertido por um lance muito semelhante ao do Palhinha, ou seja, também com a mão esquerda, também no ombro esquerdo, agarrou e puxou Agostinho Moreira e corta também aquilo que se chama uma saída em contra-ataque. Portanto, cartão amarelo bem mostrado ao médio norueguês por esta falta também tática.

Minuto 81, o quarto gol do Benfica. Há aqui também motivos para analisar o que exatamente, Pedro?

A questão do fora de jogo, que não há. Embora não tenha havido depois aquelas linhas azuis e vermelhas, nem centímetros, mas de qualquer maneira, o quarto gol do Benfica foi legal e sem motivo para infração ali fora de jogo. Portanto, com as imagens, parece bem perceptível que não há fora de jogo, embora seja ali muito na linha. Ou seja, é o momento do passe. Relembrar quem assiste é o Rafa Silva, que passa para João Duran, que depois concretiza, e é Tiago Gedo, do Gil Vicente, que está a colocar em jogo o João Duran. E, portanto, o VAR depois acaba por confirmar a boa decisão. Nós nos fora de jogo, por muito que as pessoas depois não gostem quando há um centímetro e menos centímetro, nós estamos muito sempre bem servidos por uma tecnologia. A tecnologia, mesmo com alguma possibilidade sempre de erro, quando valida, valida sempre de forma igual para tudo e para todos e, portanto, estamos sempre confortáveis com isso. De qualquer maneira, quarto gol do Benfica, legal, João Duran a ser colocado em jogo por Gedo. Não há fora de jogo neste gol e o gol é do Benfica, é tudo correto.

E o último lance que queres analisar, Pedro, é o cartão vermelho mostrado a Espigares.

Sim, primeiro, porque o cartão vermelho é bem mostrado. Nós na emissão em direto, eu fui um bocadinho balanceado por aquilo que é o relato em direto, quem estava lá e não tem acesso a repetições, os nossos colegas acharam que a possível infração, aliás, é possível, e infração que houve do Espigar sobre o Rafa, inseria-se ali numa agressão, numa cotovelada. E na primeira imagem ficava essa ideia. Depois, por isso é que eu gosto depois de puxar as imagens, ver com calma. Primeiro lugar, duas questões para dizer: não há agressão, não há conduta violenta, não há. Portanto, aquela questão de o Espigar, ele realmente deixa o braço direito e depois toca com o braço esquerdo, e é tudo ao nível do peito. Portanto, não há agressão, não há cotovelada. Há apenas um impedir de forma um bocadinho mais impetuosa. E a maneira como o Rafa caiu e aquele choque dava a entender que podia ter sido agredido. Ponto número um, não há agressão. E portanto, não havendo agressão, não há cartão vermelho por isso. Há outra coisa, é que esta infração anula uma clara oportunidade de gol E eu relembro o que é isto. Basicamente, se o Espigares não faz falta sobre o Rafa, o Rafa que está em velocidade, por isso é que ele faz a falta, porque percebe que a bola é metida para a frente e que o Rafa em velocidade ia passar por ele e ele não tinha hipótese de acompanhar, porque já vinha em movimento. E ao fazer aquela falta, anula uma clara oportunidade de golo. E a clara oportunidade de golo tem os tais quatro fatores que nós estamos sempre aqui a referir, que é se a direção da jogada, e a bola ia claramente, em termos de direção, no sentido da baliza adversária, se o Rafa, neste caso concreto, tinha a bola controlada ou não, ou tinha fortes possibilidades de controlar a bola, e sim. Não é levar a bola controlada, porque às vezes vejo aquela malta dizer: "Ele não tinha a bola controlada". Não é isso. Se há um passe e nós analisamos esse passe, percebemos que o jogador, se não sofrer essa infração, podia ir buscar a bola à frente sem que ninguém interferisse nisso, tirando o jogador que faz a falta. E o Rafa podia controlar claramente a bola. Não há nenhum jogador defensor, embora estejamos bastante longe ainda, estamos 10 metros para lá da linha do meio-campo, não há nenhum jogador defensor, e aqui não conto o que faz a falta, obviamente, qualquer outro jogador defensor que pudesse chegar àquela bola, isto é, ir discutir o lance com o Rafa, o que está mais próximo está afastado do lado direito, praticamente em linha com a jogada e bastante afastado. E portanto, estando afastado, correndo todos à mesma velocidade, por acaso o Rafa até embalado, mas isso não interessa, porque não é assim que a lei determina, correndo todos à mesma velocidade, o Rafa nunca teria ninguém que pudesse interferir. E o quarto fator, que é a questão da distância. E aqui a malta diz: "Epá, mas a distância, ele ainda está longe da baliza, porque está ali 10 metros à frente, ainda tinha ali mais de 40 metros para chegar à linha de baliza, 30 e poucos para chegar à área". Mas a questão da distância aqui, até podia ser à saída do meio-campo e ser no vermelho. Aqui a distância é, sobretudo quando nós vemos para a distância que falta percorrer, se há jogadores defensores que, correndo todos à mesma velocidade, podem intervir de alguma maneira no lance. Ainda por cima, isto é um lance praticamente na zona central. Ou seja, não é aqueles lances puxados para as linhas que um jogador tem que correr para a frente e depois obliquar para a zona central para ficar encarnado com a baliza. Não, este lance é uma bola na zona central e embora seja à saída do meio-campo, cerca de 10 metros à frente da saída do meio-campo e com 40 para a linha de baliza, a distância aqui só tem relação com o número de defensores que pudessem intervir no lance. E como não há ninguém que possa interferir, o Rafa tinha os quatro fatores, ou seja, este anulado, clara oportunidade de golo, anula exatamente com base nesses quatro fatores: distância, direção, bola controlada e ninguém a poder interferir. E é por isso que o árbitro mostra o cartão vermelho. E para mim, boa decisão. Este é daqueles lances que por muito que se queira, ninguém vai levantar processo por isso, mas por muito que se queira, se o árbitro escrever clara oportunidade de golo, volta a dar para a não punição do jogador, pelo menos um jogo, que é o que acontece quando anula uma clara oportunidade de golo.

Pedro, muito rapidamente, que nota tem o José Bessa?

Nota sete. Nota sete, porque aquilo que para mim é importante é: os gols foram todos legais, os cinco. Tem uma falha no cartão amarelo, os outros dois foram bem mostrados e o lance que se calhar é mais determinante e que está a gerar aqui sempre este granel todo, é a questão da expulsão. A expulsão é corretíssima, foi o árbitro, o VAR só se limitou a confirmar. Nota sete, nota positiva.

Ora bem, e é desta forma que fechamos o "Sem Falta", análise do Pedro Henriques.

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