Uma nova espécie de pinguim é encontrada por pesquisadores pela primeira vez em cem anos
Novas espécies de pinguins foram identificadas por pesquisadores pela primeira vez em cem anos em ilhas do hemisfério sul e na península antártica.
Os pesquisadores reclassificaram quatro espécies do complexo do pinguim-gentoo: pinguim-gentoo-do-norte, pinguim-gentoo-do-sul, pinguim-gentoo-do-sudeste e pinguim-gentoo-do-leste. O pinguim-gentoo-do-sudeste nunca havia sido nomeado pela ciência até então.
A descoberta das outras três espécies foi colocada como reclassificação pois já eram conhecidas, mas classificadas em diferentes espécies, com linhagens evolutivas diferentes.
Leia mais
Terra entra em alerta após erupção em filamento do Sol gerar tempestade solar em direção ao planeta Onça-pintada do Exército Brasileiro bate recorde mundial de longevidade e entra no Guinness World Records com 25 anos e 90 dias de idade Internautas apontam 'OVNI' em transmissão ao vivo no lançamento do foguete Starship, da SpaceX; assista
Os pesquisadores realizaram o estudo publicado na revista Communications Biology, que pode ser lido aqui, a partir da análise de dados genéticos de 64 pinguins-gentoo de 10 colônias no Oceano Antártico. A equipe extraiu mais de 4.000 UCEs (Elementos Ultraconservados) dos genomas.
Os cientistas alertam que as espécies estão em risco por conta do aquecimento global, que pode afetar o habitat natural das espécies do hemisfério sul até 2050, sendo necessárias medidas de conservação das espécies.
As espécies
O pinguim-gentoo-do-leste, cientificamente chamado de Pygoscelis taeniata, vive na Subantártica, nas ilhas de Crozet, Marion e Macquarie. Ele tem adaptações genéticas por viver em uma região que carece de nutrientes, que deixam sua energia e metabolismo mais eficientes
Já o pinguim-gentoo-do-norte, chamado de Pygoscelis papua pelos cientistas, vive nas ilhas Malvinas e Martillo, tem mais eficiência para procurar e consumir seus alimentos na água.
Na Antártica, vivem o pinguim-gentoo-do-sul, classificado pela ciência como Pygoscelis ellsworthi, que tem adaptações genéticas relacionadas com as temperaturas polares, tendo maior armazenamento de gordura e geração de calor.
A maior novidade é a descoberta do pinguim-gentoo-do-leste, que os cientistas nomearam também como Pygoscelis kerguelensis, que vive nas Ilhas Kerguelen, uma região isolada no Oceano Índico.
O gentoo-do-leste nunca havia sido documentado. Ele se destaca principalmente por seu tamanho e combinação genética, que permite que o pinguim tenha uma grande flexibilidade no comportamento e na plasticidade neural, além de ter uma boa adaptação muscular e uma diferenciação vocal pode atuar como um mecanismo de acasalamento seletivo, reforçando o isolamento reprodutivo entre colônias.
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.