11h. Bombeiros que ficaram feridos em Arganil tiveram alta
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Jornal das 11, na Rádio Observador, edição do Luís Soares. Os três bombeiros que ficaram feridos no incêndio em Arganil já tiveram alta hospitalar. O fogo no distrito de Coimbra já está dominado, mas ainda estão no terreno quase 500 operacionais.
E também sete meios aéreos e 150 viaturas nos trabalhos de consolidação e rescaldo esta manhã. O segundo comandante do Comando Regional de Emergência e Proteção Civil de Coimbra já adiantou esta manhã, na Rádio Observador, que há pelo menos 600 hectares de área ardida neste incêndio. Nesta altura existe risco de reacendimentos e a intensidade do vento está a preocupar os bombeiros no terreno, nomeadamente para os trabalhos nas próximas horas. Em direto neste jornal está o presidente da Câmara de Vila Nova de Poiares, Nuno Neves, um dos municípios afetados por este incêndio muito violento do dia de ontem. Bom dia, Nuno Neves. Obrigado por se juntar a nós em direto. Imagino que a madrugada tenha sido bem mais calma e este início de manhã também bem mais calmo do que ontem.
Após o dia de ontem, que foi realmente extenuante e de muito pânico naquela aldeia. Mas felizmente tivemos uma noite mais calma, onde os bombeiros estiveram no terreno a acompanhar, para ver se havia algum reacendimento e fazer o rescaldo. E felizmente temos muitos meios no terreno, muitos meios aéreos, e como disse o ministro antes também, os meios aéreos estão a fazer vigilância para que não haja nenhum reacendimento, que é o que nos preocupa neste momento. Devido às altas temperaturas que se preveem para hoje também. Mas sim, pudemos descansar todos, ainda que sob ressalvo, mas descansámos pelo menos um pouco.
O segundo comandante falava de 600 hectares de área ardida no total deste incêndio. Consegue já perceber que prejuízos, que estimativa de prejuízos este fogo causou, nomeadamente no seu concelho, em Vila Nova de Poiares?
A área ardida foi realmente eucaliptos, mimosas. Felizmente tivemos apenas um anexo a um barracão que ardeu. De resto, não tenho a informação que tenha ardido alguma habitação. Pelo menos eu estive presente e no terreno, não vimos que isso tenha acontecido. Mas acredito que sejam 600 hectares. Certamente terão outras ferramentas que eu não tenho para quantificar neste momento. Acredito que sim, que sejam 600 hectares, porque realmente foi uma área bastante considerável.
E relativamente às causas deste incêndio, percebemos que foram três incêndios que acabaram por se juntar, não só, e também com muita violência. Foram só as condições climatéricas que ajudaram à violência deste incêndio ou há outros fatores também que possam ter ajudado na forma como todo este incêndio evoluiu?
Eu não consigo responder a isso, mas realmente, os próprios terrenos, o declive dos terrenos. Percebeu-se que teve origem criminosa, certamente. Três incêndios ao mesmo tempo e quase ao mesmo tempo que eles surgiram, certamente terá sido de origem criminosa, infelizmente. Mas acho que era importante deixar aqui, realçar, dar uma palavra de gratidão ao senhor secretário de Estado Rui Rocha, aos nossos bombeiros, aos populares que estiveram lá e que lutaram para que as casas não ardessem, com as poucas ferramentas que tinham, com os parcos recursos, e que foram muito importantes, onde me incluo também. Acho importante referir também porque os senhores dos jipes, da UEPF, que foram incansáveis, que eu vi no terreno e deram tudo de si também, como todos os outros. Mas estes vi, presenciei e por isso posso testemunhar na primeira pessoa, foram incansáveis. Acho que é importante também referir isso, porque eles também fazem aqui um trabalho incansável. Todos eles.
Nuno Neves, muito obrigado por ter estado em direto conosco, o autarca de Vila Nova de Poiares, a ajudar-nos também aqui a fazer um ponto de situação deste incêndio, que está dominado. Não há, neste momento, incêndios ativos em Portugal continental, mas devido a esta onda de calor que o país vai atravessando, há hoje cerca de 60 concelhos em perigo máximo de incêndio rural. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera prevê temperaturas acima dos 30 graus ao longo de toda a próxima semana, na grande maioria do território nacional.
E seguimos com os avisos do Ministro das Finanças. Joaquim Miranda Sarmento entende que se as propostas de PS e Chega para combater o aumento do custo de vida forem aprovadas no Parlamento, o país vai entrar em déficit orçamental.
Isto num contexto de subida do preço dos combustíveis, associado também à guerra do Médio Oriente. Tanto o PS como o Chega defendem a redução temporária do IVA dos combustíveis de 23 para 13%, assim como a aplicação do IVA zero a um conjunto de bens alimentares essenciais. O Ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, avisa que estas medidas, se forem implementadas, levariam o país a um saldo negativo nas contas públicas.
Para se ter uma ideia, a redução do IVA dos combustíveis custaria num ano inteiro 1.200 milhões de euros. A redução do IVA no cabaz alimentar custaria num ano inteiro 800 milhões de euros. Portanto, aquilo que o Chega propôs, e que o PS também propõe, em 2027 custaria 2.000 milhões de euros. Para aprovar uma proposta dessas, têm ambos que votar favoravelmente. Se quiserem fazer uma coligação e aprovar isso, o que estão a dizer ao país é que querem que em 2027 haja um déficit.
O aviso é deixado por Miranda Sarmento, que sobre as contas públicas diz que o governo prevê um excedente orçamental para este ano, ainda que é um saldo orçamental um pouco apenas acima do zero.
Vamos ao desporto. Dia de clássico no futebol português. Futebol Clube do Porto e Benfica discutem hoje a liderança do campeonato.
Jogo no Estádio do Dragão, é o primeiro clássico da temporada nesta jornada sete. Os Dragões estão em primeiro lugar, têm 18 pontos, as Águias somam 16. É também o primeiro duelo entre os treinadores, Francesco Farioli e Marco Silva. O clássico de mais logo, sabemos bem, movimenta muitos adeptos e por isso são muitos os que se vão deslocar à cidade do Porto. O jornalista João Lourenço traz-nos agora a história de dois adeptos, um do Benfica e outro do Porto, que criaram plataformas precisamente para quem precisa de boleia para este jogo.
Em dias de jogo, os adeptos chegam de todas as partes do planeta, mas o afastamento dos estádios e os custos nos transportes são um enorme entrave. Para resolver a adversidade, a solução é ir à boleia.
Sou de Lisboa, tenho lugar anual no Dragão e tento estar presente no máximo de jogos possível. Mas quem vive longe do Porto sabe que muitas vezes a parte mais complicada é mesmo organizar a deslocação.
Diogo Lourenço, do Futebol Clube do Porto, e Rafael Silva, do Benfica, criaram duas plataformas com um simples objetivo: aproximar os adeptos mais remotos dos estádios portugueses.
Perceber que havia mais gente de outros pontos do país que não conseguia precisamente ir ao estádio por causa das despesas, das deslocações, distância.
Para entrar nesta plataforma, o processo é bastante simples.
Não tem qualquer tipo de custo, é tudo 100% gratuito, mas tem que criar conta para colocar o seu nome, a sua localização.
A viatura pode fazer várias paragens e partir de vários sítios.
Pode escolher o jogo, o concelho de origem, mas recendentemente pode adicionar paragens.
E os resultados têm sido positivos.
Só nas primeiras 24 horas, para ter uma ideia, tivemos mais de 5 mil pessoas a passar pelo site. Temos cerca de 150 adeptos do Benfica registados. Já foram partilhadas mais de 29 boleias.
Para além da boleia, ficam as memórias da viagem.
Conhecer benfiquistas, criar memórias. Houve muitos adeptos a falar nisso, que criam-se amizades, somos todos benfiquistas, vamos todos para o mesmo.
Diogo Lourenço, do Futebol Clube do Porto, e Rafael Silva, do Benfica, ainda não foram contactados pelas respectivas direções dos clubes, mas sentem que é necessário para divulgar por mais gente. Em fim de semana de clássico, os adeptos querem todos chegar ao mesmo destino: entrar no Dragão e sair com três pontos.
Jornalista João Lourenço, esta iniciativa para quem quer ir ao Estádio do Dragão para o clássico de mais logo. Ainda também no desporto, nota para a SAD do Sporting, que decide hoje o futuro de Rui Borges no quanto técnico do clube, depois do empate de ontem frente ao Arouca, há dois gols. Frederico Varandas reúne a direção para discutir a permanência do técnico português, é o que adianta esta manhã a imprensa desportiva.
Temas que vamos analisar já a seguir numa edição especial de "E o Campeão É", ao longo desta hora das 11. Para já, Luís, que outras notícias estão em destaque a esta hora?
As forças ucranianas lançaram mais de mil drones contra a Rússia durante a noite, é o que adiantam as autoridades do país. O presidente da Câmara de Moscovo descreve mesmo este como o maior ataque de sempre contra a capital russa. O Ministério da Defesa afirmou que as forças abateram 1100 drones ucranianos em todo o país, bem como sobre a península ucraniana anexada da Crimeia e as águas do Mar Negro. Há, para já, a notícia de dois mortos. Dois estados alemães vão hoje a votos nas eleições regionais. Os eleitores dos estados de Berlim e Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental votam hoje para decidir os próximos parlamentos federais. Em Mecklemburgo, no nordeste da Alemanha, as sondagens dão a vitória à extrema-direita. Em Berlim, é também esperado que a AFD duplique a votação das últimas regionais, depois do partido ter conseguido uma vitória estrondosa há duas semanas no estado da Saxônia.
É o ponto final no Jornal das 11, a edição do Luís Soares, que ainda regressa às 11h30.
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