O diretor que melhor adapta os livros de Stephen King, segundo o autor

Autor de ‘Carrie, a Estranha’ elogiou a nova série do Prime Video e afirmou que diretor pode voltar a trabalhar em outro projeto especial
Beatriz Sandoval
Stephen King declarou que Mike Flanagan (A Maldição da Residência Hill) é o melhor adaptador de suas obras. O elogio veio após o lançamento da nova versão de Carrie, a Estranha, série do Prime Video que reimagina a história da jovem com poderes telecinéticos, vítima de bullying na escola e de abusos dentro de casa.
Em um vídeo publicado no X (antigo Twitter), King apareceu assistindo à produção e incentivou o público a fazer o mesmo. Na ocasião, o escritor também deu a entender que uma nova colaboração com Flanagan pode estar nos planos.
“Espero que vocês façam o mesmo. Foi dirigida por Mike Flanagan, e ele é o melhor adaptador do meu trabalho. E, se vocês gostarem e pessoas suficientes assistirem, talvez façamos outra coisa realmente especial. Mas não posso falar sobre isso”, afirmou. Confira o vídeo:
Shhh! Don’t talk about this! https://t.co/MUxoksZBev
— Stephen King (@StephenKing) October 9, 2026
Qual é a história de Carrie: A Estranha?
Descrita como uma releitura contemporânea da obra publicada por Stephen King em 1974, a série acompanha Carrie White, uma adolescente tímida e isolada que vive sob o rígido controle da mãe, Margaret White, uma mulher extremamente religiosa e controladora. Após a morte repentina do pai, Carrie é obrigada a frequentar uma escola pública, onde rapidamente se torna alvo de uma intensa campanha de bullying.
Na nova versão, porém, a perseguição ultrapassa os corredores da escola e ganha força nas redes sociais, ampliando o impacto psicológico sobre a protagonista e toda a comunidade. Enquanto enfrenta a crueldade dos colegas, Carrie descobre que possui poderes telecinéticos, que se tornam cada vez mais intensos durante a adolescência e acabam desencadeando uma sequência de acontecimentos devastadores.
Horror atualizado para os dias atuais
Durante a San Diego Comic-Con, Mike Flanagan explicou que não pretende refazer o clássico filme dirigido por Brian De Palma em 1976, mas retornar ao romance original para contar uma história conectada aos desafios enfrentados pelos adolescentes atualmente. “O mundo mudou muito“, afirmou o cineasta, destacando que temas como redes sociais, saúde mental, violência escolar e a permanência dos erros na internet estarão presentes na narrativa.
Para tornar a adaptação mais autêntica, Flanagan revelou que convidou adolescentes para participarem da sala de roteiristas. Segundo ele, os relatos ajudaram a construir situações de microagressões, assédio e violência psicológica que refletem o cotidiano da juventude. “Eles compartilharam situações chocantes, tratamentos constantes e microagressões. Vamos explorar como a internet incentiva, recompensa e amplia a crueldade. Isso é horrível para adultos e ainda mais para adolescentes“, explicou.
Paulistana e estudante de Jornalismo na Universidade de São Paulo, Beatriz escreve sobre cinema, séries e música na Rolling Stone Brasil. Tem na literatura e no design dois de seus grandes hobbies e acredita que ir ao cinema sempre pede um balde de pipoca na mão.
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