Flávio Bolsonaro diz que vai ao debate da TV Globo mesmo se Lula não for
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato do bolsonarismo à Presidência da República, afirmou neste domingo, 28, que vai ao debate presidencial da TV Globo, na quinta-feira, 1º de outubro.
Após uma carreata em Goiânia, Flávio confirmou a jornalistas que decidiu ir ao debate mesmo se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não for. Ambos faltaram ao debate realizado pela TV Bandeirantes e, como não confirmaram a presença em outros confrontos, inviabilizaram a realização de outros debates.
"Está confirmado, eu vou ao debate da Globo. Eu quero ir para lá para debater com ele. Estou chamando o Lula para o debate. Lula, eu quero você no debate da Globo. Vem debater comigo, porque eu vou esfregar a verdade na sua cara", firmou Flávio.
O senador voltou a dizer que, se eleito, vai permitir apostas esportivas, mas proibir os cassinos online. O bolsonarista tem chamado Lula de "pai do Tigrinho" após a decisão do governo federal de banir casas de aposta no país. Na verdade, em 2023 a gestão de Lula regulamentou as apostas , que já haviam sido legalizadas no país em 2018. Durante o governo de Jair Bolsonaro, as bets já funcionavam no Brasil, sem pagamento de outorgas ou regulação.
"Lula não combate as bets ilegais. O brasileiro está apostando lá e nem sabe, mas é 100% de chance de eles perderem o dinheiro lá (em plataformas ilegais). E pessoas humildes, principalmente as mais pobres, estão sofrendo. As que, em tese, votam no Lula. É o Lula que está endividando as pessoas mais pobres desse país", disse.
Pedido a eleitores de Caiado
Flávio pediu, ainda, que quem esteja considerando votar nele no segundo turno o faça já em 4 de outubro. A declaração mira o eleitorado de outros candidatos de direita, como o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (União Brasil). Ambos aparecem empatados na liderança da disputa presidencial em Goiás, segundo pesquisa de intenção de voto da Real Time Big Data divulgada nesta semana. Caiado aparece com 31% contra 30% de Flávio.
O senador também chamou de "canetaço" a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF) que reverteu uma outra decisão proferida pelo ministro André Mendonça, no Tribunal Superior Eleitoral, que determinava a remoção de postagens em redes sociais que afirmassem que o senador tiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
"A maior fake news dessa campanha foi essa sobre Nossa Senhora Aparecida. Nunca. Não existia esse movimento para tirar ela de ser padroeira do Brasil. O PT estava há alguns dias tentando levantar essa fake news", afirmou.
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