PunchScholars urge Lagos mosques to improve documentation, sanitationBollywood HungamaAmitabh Bachchan greets fans at Jalsa behind bulletproof glass amid security threats; Abhishek Bachchan stays close by during Sunday traditionInquirerRillo open to dropping cyber libel, but PGMN host Hirro won’t apologizeThe Jerusalem PostSouth Korean sergeant killed on border with external wounds, as tensions with North escalate한겨레“전쟁 같은 육아지만 웃음에 행복”…제천 진은아·주우성 부부Inquirer EntertainmentHectic 2 weeks await Miss Universe 2026 delegates in Puerto RicoDaily MaverickThe African Century will be built through green industrialisation, not mined from the groundThe South AfricanReminder: World Rugby rankings as Springboks return to actionCNN TürkDEM Parti'den "Kent uzlaşısı" kararı!ХабрИИ-хакеры против ИИ-безопасников: гонка вооружений и скорости в 2026ZDF heuteAktuelle Pressemitteilungen des ZDFSouth China Morning PostAs BYD and Geely hit sales highs, pressure mounts on China’s smaller carmakers
The Daily Newsstand · Free, Always
Monday, November 2, 2026

Análise: Novorizontino espanta fantasmas e mostra que está pronto para subir

Translate

Seja pela atuação dominante no primeiro tempo ou pela capacidade de suportar a pressão adversária no segundo, o Tigre do Vale deu mais uma demonstração de força na reta final da Série B.

A vitória por 2 a 1 sobre o Operário-PR, no Jorjão, recolocou o Aurinegro na liderança, que havia sido assumida pelo Juventude no sábado. Mais do que isso, fez o time abrir quatro pontos de vantagem para o Vila Nova, primeiro time fora do G-2, restando apenas duas rodadas para o encerramento da competição. O Fortaleza ainda pode reduzir essa margem, mas na prática, isso pouco importa.

Matheus Bianqui comemora gol da vitória do Novorizontino sobre o Operário-PR — Foto: Juan Rodrigues / Novorizontino

Agora, o cenário é claro: se vence a própria equipe cearense na próxima rodada, o Novorizontino garante o acesso inédito à elite nacional, independentemente dos demais resultados.

Ainda não é possível cravar a promoção, afinal, matematicamente, a disputa continua aberta. Mas o resultado deste domingo representa um passo gigantesco para um clube que bateu na trave em temporadas anteriores e agora depende apenas das próprias forças para alcançar a Série A.

E o Novorizontino entendeu que precisava de sua torcida neste momento decisivo. O clube promoveu uma campanha de ingresso solidário, permitindo a troca de um quilo de alimento por uma entrada na arquibancada geral. A resposta veio das arquibancadas: 6.297 torcedores compareceram ao Jorjão, o maior público do Tigre nesta Série B.

Para uma equipe que costumava receber cerca de 1.500 pessoas por partida, a adesão do torcedor também ajuda a dimensionar o momento vivido pelo clube. A cidade de quase 40 mil habitantes abraçou a campanha de um time que, depois de um Paulistão de destaque, manteve o protagonismo na segunda divisão nacional e transformou a possibilidade do acesso em uma realidade cada vez mais próxima.

Recorde de público para o Novorizontino na Série B contra o Operário-PR — Foto: Juan Rodrigues/Novorizontino

Os números ajudam a explicar essa condição. O Novorizontino ultrapassou a marca de 100 gols na temporada e tem o melhor ataque da Série B, com 64 gols, além do melhor saldo, de 33. É uma equipe que não chegou à liderança por acaso, mas pela regularidade e por uma proposta ofensiva que se consolidou ao longo da competição.

Dentro de casa, essa força fica ainda mais evidente. Com a vitória sobre o Operário, o Tigre chegou aos 37 pontos como mandante, somando 11 vitórias, quatro empates e apenas três derrotas. O Jorjão se tornou um dos principais aliados na campanha, e o apoio das arquibancadas ganhou ainda mais importância justamente quando a equipe mais precisava.

O cenário antes da bola rolar, porém, exigia atenção. O Novorizontino entrou em campo sabendo do empate por 2 a 2 entre Vila Nova e Juventude, dois concorrentes diretos pelo acesso, e precisava pontuar para recuperar a liderança. Além disso, não contava com o técnico Enderson Moreira à beira do gramado, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, nem com o lateral-direito Alvariño. Sander e Robson foram utilizados mesmo longe das melhores condições físicas.

Nada disso impediu o Aurinegro de fazer um primeiro tempo praticamente irrepreensível em termos de domínio territorial. Organizado no tradicional 4-2-3-1, o time pressionou a saída de bola, recuperou a posse rapidamente e empurrou o Operário para o próprio campo. Foram 17 finalizações contra apenas duas do adversário nos primeiros 45 minutos.

Novorizontino no duelo contra o Operário-PR — Foto: Juan Rodrigues/Novorizontino

A insistência foi recompensada com os gols de Nicolas Careca, aproveitando o rebote de uma cobrança de falta de Robson, e Matheus Bianqui, autor de uma meia-bicicleta que levantou o estádio. Dois gols em quatro minutos que traduziram a superioridade de uma equipe que poderia até ter construído uma vantagem maior antes do intervalo.

Mas a partida também reservava um teste de maturidade. O Operário voltou do intervalo com outra postura, adiantou suas linhas, passou a ocupar mais o campo ofensivo e diminuiu logo aos cinco minutos, com Joseph. A vantagem confortável se transformou em um placar apertado, e o Novorizontino precisou encontrar respostas para um adversário que ainda alimentava suas próprias ambições na competição.

Com as mudanças promovidas pelo auxiliar Luís Fernando Flores, incluindo as saídas de Robson e Luís Oyama, o Tigre perdeu parte da sustentação que havia apresentado na etapa inicial. Os visitantes ganharam espaço, passaram a pressionar mais e obrigaram o time da casa a reduzir o ritmo e se preocupar também com a recomposição defensiva.

Foi justamente nesse momento que o Novorizontino apresentou outra característica importante para quem pretende conquistar o acesso: a capacidade de sofrer sem deixar escapar o resultado.

Não foi um segundo tempo brilhante, longe disso. O Aurinegro perdeu intensidade, concedeu espaços e correu riscos que não havia permitido na primeira etapa. Também desperdiçou oportunidades para liquidar a partida, especialmente quando conseguiu escapar da pressão e encontrou campo para contra-atacar.

Jogadores do Novorizontino comemoram vitória sobre o Operário-PR na Série B — Foto: Juan Rodrigues/Novorizontino

Ainda assim, soube administrar a vantagem. Rômulo continuou sendo uma referência para desafogar a equipe, a defesa resistiu às investidas do Operário e o time encontrou forças para sustentar uma vitória que vale muito mais do que três pontos.

Em uma campanha que, inevitavelmente, traz à memória as frustrações de acessos perdidos nos últimos anos, o Novorizontino mostrou que pode vencer de diferentes maneiras. Sabe atacar, pressionar e construir vantagens, mas também consegue se reorganizar quando o jogo deixa de acontecer como planejado.

O apito final trouxe os três pontos, a liderança recuperada e a explosão de uma torcida que começa a enxergar cada vez mais perto a realização de um sonho. O desempenho do segundo tempo deixou pontos a corrigir, mas não diminuiu os méritos de uma equipe que fez o suficiente para vencer um confronto decisivo.

Agora, o Novorizontino tem a oportunidade de transformar toda essa campanha em um acesso histórico. Diante do Fortaleza, na próxima rodada, uma vitória será suficiente para colocar o Tigre do Vale, pela primeira vez, na elite do Campeonato Brasileiro.

View the original on Globo Esporte →

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.