Pusha T elege ‘Let God Sort Em Out’ como o melhor disco do Clipse: ‘É um tutorial sobre a maturidade de um grupo de rap’

Em entrevista, o rapper afirmou que jamais poderia recriar ‘Hell Hath No Fury’ — álbum que nasceu “de um lugar muito amargo”
Kadu Soares (@kadusoares__)
Pusha T tomou partido em um debate que divide os fãs do Clipse há meses: entre Hell Hath No Fury (2006) e Let God Sort Em Out (2025), ele fica com o mais recente. A declaração saiu em uma conversa com Pharrell Williams — produtor de ambos os discos — para a Vogue.
Quando Williams fez a pergunta, Pusha não demorou a responder. “É uma escolha difícil. Vou ficar com Let God Sort Em Out porque o disco é um tutorial sobre a maturidade de um grupo de rap e sobre como um grupo deve amadurecer”, disse ele. O álbum marca o reencontro de Pusha com o irmão mais velho, Malice, depois de anos separados, e rendeu ao Clipse o primeiro Grammy da carreira — na categoria Melhor Performance de Rap, pela faixa “Chains & Whips”, com participação de Kendrick Lamar.
Sobre Hell Hath No Fury, o tom foi outro. “Eu estava fora de mim em Hell Hath. Jamais farei Hell Hath No Fury de novo. O que eu dizia naquele álbum vinha de um lugar muito… amargo. De um lugar muito competitivo. Eu estava provando pontos que espero nunca mais ter que provar na vida”. Pharrell concordou com a avaliação e acrescentou, com ironia: “Supostamente, você ainda podia ter as mãos um pouco sujas… durante Hell Hath”.
Lançado em 2006, Hell Hath No Fury é considerado um dos discos de rap mais marcantes dos anos 2000. Estreou na 14ª posição da Billboard 200 e trouxe faixas como “Mr. Me Too” e “Wamp Wamp (What It Do)” — músicas que consolidaram o Clipse como referência no rap de temática do tráfico de drogas, com letras densas e produção dos Neptunes.
Let God Sort Em Out, lançado no ano passado, representa um capítulo diferente: o reencontro dos irmãos após um longo afastamento, com Malice tendo deixado o rap por anos por razões religiosas. O Grammy de “Chains & Whips” foi a confirmação institucional de que a reunião funcionou — embora, para Pusha, o argumento seja outro: um grupo que sabe envelhecer junto é mais raro do que um grupo em chamas.
+++LEIA MAIS: Schoolboy Q desabafa após fã perguntar sobre Mac Miller: ‘Isso cansa’
Kadu Soares é formado em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero, possui um perfil no TikTok e um blog no Substack, onde faz reviews de projetos musicais.
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.