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Thursday, October 1, 2026

4h. Governo com via aberta para aprovar Orçamento do Estado

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Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

As notícias com Miguel Pina Andrade. A Seleção Nacional joga esta quinta-feira contra a Dinamarca, mas o foco não está no campo, mas sim em Cristiano Ronaldo, que abandonou o estágio em Copenhaga e à chegada a Madrid não prestou declarações aos jornalistas. O clima de tensão no seio do plantel parecia estar mais calmo depois de Cristiano Ronaldo se desentender com Jorge Jesus no jogo frente à Noruega. Na conferência de antevisão à partida desta quinta-feira, o selecionador nacional disse que já tinha conversado com Ronaldo e que o capitão ia mesmo treinar com o resto da equipa, algo que não chegou a acontecer, João Lourenço.

Primeiro, um sinal de otimismo.

Não recusou, como hoje vai treinar, se vocês forem ver ele hoje, vai treinar.

O fechar de um desentendimento originado num período de aquecimento demasiado longo e sem frutos.

Pensei durante o jogo: "Se calhar vou precisar dele, vai aquecer". E depois não o pus no jogo. Qualquer jogador, como eu também fui jogador, quando a gente anda ali a aquecer 20 minutos, 30 minutos, e depois não entra, não há nenhum que fique contente.

A zanga entre Ronaldo e Jorge Jesus, que começou na partida frente à Noruega, parecia fechada. Ou talvez não.

Porque não há o Cristiano, nem nunca vai haver nenhum jogador que vai mudar as minhas ideias como treinador. Nunca.

Depois da conferência de imprensa de antevisão ao desafio frente à Dinamarca, Ronaldo bateu com a porta. O camisola sete deixou o Estádio Parken, em Copenhaga, antes do treino da equipa principal. Poucas horas depois, o capitão da seleção utilizou as redes sociais para informar que deixou o estágio da Seleção Nacional. Afirma que, a seu tempo, dirá a verdade a todos os portugueses sobre as razões que o motivaram a sair do estágio da equipa A. Já a federação afirma que a preparação dos encontros frente à Dinamarca e frente à Noruega vão prosseguir nos termos previstos. Reitera que toda a comitiva mantém o foco absoluto nos próximos compromissos da equipa. O que é certo é que a rutura definitiva entre Ronaldo e a seleção pode estar próxima, até porque o selecionador não aprecia jogadores que abandonem o treino.

Vocês acham que há algum jogador do nível de uma seleção que se recusa a treinar? Não é de Portugal, de outra seleção. Só se eles quiserem ir embora, se estiverem com outras ideias.

O jornalista João Lourenço aqui com o resumo dos desenvolvimentos mais recentes em relação a este caso com Cristiano Ronaldo. Na análise à polêmica, o treinador e comentador do Observador, Augusto Inácio, considera que o regresso do capitão à seleção é praticamente impossível.

Não tens essas condições para poder voltar depois da decisão dele. Mas também vamos ver a posição de Jorge Jesus. Calma aí, Jorge Jesus está ok, está em alta, ganhou dois jogos.

E a posição de Pedro Proença.

E a posição de Pedro Proença em relação a tudo isto que se está a passar. Há uma coisa aqui que falta ainda esclarecer. Até 2030, e já no consulado do doutor Fernando Gomes, estes patrocínios foram todos assinados até 2030 com Cristiano Ronaldo.

Já o comentador João Pinto diz que o fim de Cristiano Ronaldo na seleção está cada vez mais próximo.

O que estamos a fazer hoje, se calhar, devíamos era festejar. Estamos a assistir ao nascimento de uma lenda, uma lenda que hoje sai dos relvados, passa só para as cadernetas e para os memoriais. E se calhar, com isto da inteligência artificial acabar com todos, daqui a 10 anos já não vai haver tempo para ninguém o passar. E, portanto, salve ao Cristiano Ronaldo. Um grande abraço, muito obrigado e que pena que tenho que ele não possa sair com uma festa digna do nome que tem.

Os comentadores João Pinto e Augusto Inácio numa edição especial do "E o Campeão É", da Rádio Observador. Seguimos com a política nacional. O governo tem via aberta para aprovar o orçamento do Estado do próximo ano. Isto porque o PS já anunciou que se vai abster. O primeiro-ministro classifica este anúncio como um sinal importante. Luís Montenegro valoriza o sentido de responsabilidade dos socialistas e classifica a posição como um sinal positivo em prol da estabilidade do país. Esta quarta-feira, durante uma conferência sobre a ambição de Portugal, moderada por Luís Marques Mendes, Luís Montenegro elogiou os socialistas por estarem mais disponíveis do que outros partidos.

Nós tentamos que ele possa vir de todas as áreas das oposições, mas evidentemente não deixamos de dizer que o Partido Socialista tem estado mais disponível para isso do que outros partidos.

Luís Montenegro, em Fafe, esta quarta-feira. Isto depois do secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, ter anunciado que vai propor aos órgãos do partido a abstenção no orçamento do Estado do próximo ano. Foi em entrevista ao jornal Eco, depois dos sinais positivos dados por Luís Montenegro.

Optámos pela abstenção, porque o primeiro-ministro deu um sinal muito positivo ao responder a todas as questões que tínhamos colocado, que é em relação à Constituição e os termos em que se referiu ao Partido Socialista merecem o nosso apreço. E, além do mais, também respondeu às questões da Segurança Social, à proteção das pensões, presentes e futuras, portanto, comprometeu-se a não mexer nas pensões. Agora, esperamos que este compromisso, esta palavra pública, sejam honradas no decurso do nosso futuro político próximo.

O secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, em entrevista ao Eco esta quarta-feira O primeiro-ministro disse contar com o PS para avançar com mudanças ao texto constitucional e jurou fidelidade aos limites materiais da Constituição, estas que eram linhas vermelhas para o secretário-geral do Partido Socialista. Na reação, André Ventura deixa duras críticas a José Luís Carneiro. O presidente do Chega acusa o PS de querer aproximar-se do PSD e recorda, por isso, os tempos da geringonça.

O PS quer estar mais próximo do PSD do que os partidos da geringonça estavam do Partido Socialista, que alguns dias antes de conhecer o orçamento, diziam logo que iam votar favoravelmente. O doutor José Luís Carneiro quis ser tão diligente que já disse ao ministro das Finanças que nem tem que se preocupar mais, que o orçamento já está garantido. Portanto, que se lixe o IVA nos combustíveis, que se lixe o IVA no cabaz alimentar, que se lixem as portagens e a isenção de portagens. Está feito, sigam o caminho. É triste que seja assim, mas o país já se habituou há 50 anos a isto. Não é, nem serão estes meses a fazer a diferença.

Reação de André Ventura ao anúncio de José Luís Carneiro, que disse que vai propor aos órgãos do partido a abstenção no orçamento do Estado do próximo ano. O Chega viabilizou a proposta do governo para rever o regime do arrendamento urbano. O partido de André Ventura absteve-se e por isso permitiu que as mudanças desçam à especialidade na Assembleia da República. O PS votou contra, tal como os restantes partidos de esquerda. A favor, a Iniciativa Liberal votou ao lado da AD. O PSD e o Chega chegaram a acordo para alterar nas especialidades a proposta do governo, que tinha entre as medidas uma maior liberdade para os senhorios exigirem rendas antecipadas e definirem as cauções, e também a redução de três para dois meses, o período de rendas em atraso necessário para avançar com o despejo. As tarifas do gás e da eletricidade vão subir a partir desta quinta-feira. A eletricidade sobe em média 2,7% para a maioria dos clientes domésticos do mercado regulado, tal como tinha sido decidido pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos. A ERSE justifica a atualização com a subida dos custos de aquisição de eletricidade pelo comercializador, que ficaram acima do previsto para este ano. Já os preços do gás natural no mercado regulado aumentam em média 6,4%. As simulações do regulador apontam que um casal sem filhos passa a pagar uma fatura média mensal de 17,38 cêntimos, mais quase €1 face ao último mês. A Associação Nacional de Saúde está otimista que seja possível dar um médico de família a todos os inscritos no SNS até ao final da legislatura. No entanto, avisa que 680 médicos vão reformar-se até à mesma data. Diz que neste número não estão incluídos os que estão atualmente em formação, que permitem garantir uma equipa de saúde familiar a cada inscrito no Serviço Nacional de Saúde. Para isso acontecer, o presidente da Associação Nacional das USF, André Biscaia, pede um reforço extra na contratação e fixação dos profissionais.

Nós acreditamos que essa é a premissa para resolver todos os outros problemas, desde o recurso à urgência hospitalar, que é realmente o controle da doença aguda e crônica. Este é o último ano em que vamos ter muitas aposentações de médicos de família. E a partir de agora são números residuais, em que o número de internos que vamos formar torna perfeitamente possível alcançar esse objetivo até o fim da legislatura, até 2029.

O presidente da Associação Nacional de Saúde Familiar, André Biscaia, em declarações à Agência Luz, sublinha ainda a necessidade de ter mecanismos de recrutamento durante todo o ano. É o ponto final neste jornal das 04h00. Estou de regresso para atualizar as notícias quando forem 05h00. Até lá, fique com a repetição da primeira parte do Contracorrente desta quarta-feira.

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