Paulo Fonseca promete milagres ou é só conversa no Sporting?

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Um jogo, uma vitória. Começa da melhor maneira o reinado de Paulo Fonseca no comando técnico do Sporting. Ontem venceu em Alvalade o Moreirense por 1 x 0. Golaço de Luiz Soares. Hoje, às 18h, a Vitória Sport Clube, Futebol Clube do Porto, e às 20h30, o Estrela da Amadora, Benfica. Duas partidas para acompanhar em direto na Rádio Observador. João Castro, João Pinto, Luiz Pinto Coelho e Pedro Henriques comentam a atualidade desportiva na edição deste domingo de "E o Campeão É". Eu sou o Nelson Ferreira, muito bom dia, campeões. João Castro, começo contigo. O resultado de ontem do Sporting foi curto, mas o Moreirense não existiu, como disse Paulo Fonseca?
Bom dia a todos. O resultado foi o possível, obviamente, com tão poucos dias de trabalho, mas já se notam algumas coisas. Claro que muita gente passou despercebido e acharam que foi mais do mesmo, mas não foi. Desde logo, maior controle do jogo com bola. Foi o jogo do campeonato do Sporting ter mais ações com bola. Acho que o Sporting faz uma primeira parte agradável, com muita bola, com boa reação à perda, não deixar o Moreirense ir em transição, com oportunidades suficientes para ir pro intervalo a vencer. Obviamente que ainda falta ali muita confiança nos processos e falta muitos processos ainda do Paulo Fonseca. Até os adeptos do Sporting não perceberam bem a troca de bola entre os centrais, a atrair os adversários e daí as assobiadelas na segunda parte. Uma segunda parte mais fraca. O Moreirense também reagiu, mexeu bem do lado esquerdo, depois trocou o extremo esquerdo para a extrema direita e eles foram realmente mais audazes, tiveram mais bola do que tiveram na primeira parte. No Sporting as coisas já não estavam a correr tão bem, mas mesmo assim acaba por chegar ao golo num golaço, como tu disseste, e vem do Suárez. Para primeiro jogo, eu acho que notou-se ali algumas coisas, mas era impossível fazer muito mais. O mais importante eram os três pontos, para poder ir ao Dragão na possibilidade de reentrar na luta pelo título, porque se fosse ao Dragão com mais de nove pontos era quase impossível. Para reentrar pela luta pelo título, acho que houve coisas positivas, obviamente. Há coisas menos positivas. Continuo a achar o Doumbia um peixe fora d'água. Mas, por outro lado, temos o Silas Anderson a ganhar mais estatuto dentro dos possíveis titulares. Eu acho que o Luís Guilherme também faz uma primeira parte agradável, porque teve muitas ações de desequilíbrio. Depois, se calar, tem que defender melhor e os colegas também não o ajudaram bastante na finalização. Mas a verdade é que é um Sporting que mostrou ligeiras melhorias, mas também não se esperava muito mais. O que eu queria mesmo era a vitória e isso foi conseguido.
Luiz Pinto Coelho, como é que olhaste para este Sporting de Paulo Fonseca? De facto, já com mais agressividade, com mais intensidade, foi mais visível, principalmente isto na primeira parte do jogo. De facto, o Sporting de Rui Borges andava um pouco mais mansinho nessa agressividade e intensidade que ontem já se viu um bocadinho mais, principalmente na primeira parte. Concordas?
Olá, bom dia. Sim, a primeira parte é mais interessante, mas isso também já era normal no Sporting do Rui Borges, as primeiras partes serem melhores que as segundas, e ontem voltou a acontecer. É normal também quando chega um novo treinador, os jogadores quererem mostrar um pouco mais, meterem o pé com mais agressividade. Acho que foi uma vitória justa, suficiente. Não foi exuberante a exibição. Na segunda parte, o Sporting caiu um pouco. Acho que depois o Paulo Fonseca também foi um pouco deselegante até na conferência de imprensa, dizer que o Moreirense não existiu. Acho um bocado exagerado. Se ganha 1 x 0 e o adversário não existiu, quando as coisas correrem mal no Sporting, não sei como é que vai ser. E lembrar que o Moreirense jogou sem três titulares. Parece-me que o Moreirense até esteve bastante bem organizado, teve um ou outro lance perigoso também. Mas foi uma vitória dentro do registo normal deste Sporting. Também não se pedia mais ao Paulo Fonseca neste momento, com dois treinos. Não ia fazer milagres, obviamente. Mas vamos ver como é que a equipa vai crescer. Eu sinceramente acho que este Sporting tem um plantel mais débil do que o Porto e Benfica. Vamos ver o mercado de janeiro se o Sporting vai fazer alguma coisa, porque me parece difícil competir com o Porto e Benfica com um plantel de menor qualidade.
João Pinto, como é que olhaste para esta estreia de Paulo Fonseca? A alusão ao trabalho dos defesas, com Gonçalo Inácio a ter que trocar muitas bolas com o seu parceiro numa espécie de primeira fase de construção. Esta equipa, que tem tido algumas críticas nesse setor mais defensivo, parece-te capaz deste novo exercício, onde vai ter mais trabalho nessa fase de construção o Sporting de Fonseca?
Bom dia. Eu acho que esta tripla de meio-campo é uma tripla de meio-campo de futuro. Acho que esta tripla de meio-campo jogou muito bem no jogo europeu. Ontem, talvez o Doumbia tenha estado uns furinhos abaixo, mas acho que é sobre esta tripla de meio-campo que o Sporting pode construir o meio-campo de nível europeu. São miúdos, são todos muito grandes e são bons jogadores. Portanto, eu acho que é uma tripla para manter. Agora, obviamente, tem que solidificar. Depois, entre a questão dos dois centrais. Eu acho que quando o Luiz diz que não se esperava mais do novo treinador, se calhar esperava-se um bocadinho menos. Realmente, estas declarações, primeiro Deselegantes sobre o Mareense e depois a ensinar o público como é que se deve ver futebol. Acho que é uma entrada um bocado a Bruno Lage, a fazer lembrar o Bruno Lage, que queria evangelizar toda a gente. Talvez seja uma entrada demasiado dura de um treinador que se tem em muito boa conta, talvez um bocadinho mais de humildade. Não seria um mau começo.
Mas estás com saudades de Bruno Lage, João?
Não, não tenho saudades. Calma, não é por aí.
Pedro Henriques, muito bem-vindo. Bom dia.
Bom dia.
Vamos só olhar para esta vitória do Sporting. Foi de facto deselegante, Paulo Fonseca, ou também há aqui uma atitude dos jornalistas mais em cima deste Sporting, que não vinha a ter muitos bons resultados com o Rui Borges e parece que estava ali um bocadinho sob fogo, sob brasas. Paulo Fonseca chega numa altura ainda com capital, se calhar não precisava deste tipo de linguagem, ou como é que avalias isso?
Bom dia, uma vez mais. Eu tinha aqui cinco apontamentos, uma vez que praticamente já está tudo resumido e um desses apontamentos tem a ver exatamente, e podemos começar por aí, pelo Paulo Fonseca. Aqui o João relembrou-lhe o Lage, a mim relembrou-me o Jorge Jesus quando foi para o Sporting e quando muito se avançou sobre o Benfica, lembrou-se ele próprio de despicaçar o Benfica e de perder o título por causa disso. Certo que o Mareense não é o Benfica, mas a questão que eu acho que é fundamental nos discursos é que mesmo que tu sejas superior ou que o adversário não exista, há coisas que não podes dizer dessa maneira. Podes apontar para a posse de bola, para o número de ações ofensivas, para os remates, etc. Que é uma forma mais elegante e menos incisiva dizer que eventualmente dominaste um jogo, tiveste mais ações, tiveste mais próximo, se calhar do 2 x 0 do que o adversário do 1, etc. Quando utilizas esta expressão, vais utilizar algo que normalmente não corre bem. E das duas, uma: ou tens um plantel que te sustenta esse tipo de arrogância e bazófia, ou então corres o risco de um dia destes isto virar-se contra ele próprio. Um clube qualquer que venha empatar ou ganhar ao Sporting, que não seja dos grandes, e que utilize uma expressão parecida com essa para relembrar que se calhar existiram, ou então imaginemos o Sporting a segurar um 1 a 0 e a mandar umas bolas para o quintal, que os grandes também o fazem, e depois, de repente, alguém a dizer: "O Sporting na parte final já não existiu, só chutou para fora".
Ó Pedro, isso ainda vai a Moreira de Cónegos. Isto vai ser utilizado para explicação aos jogadores quando for a Moreira de Cónegos.
Tal e qual. É por isso que o João Pinto dizia Jorge Jesus, eu dizia Bruno Lage. Depois, mais quatro apontamentos rápidos. O grande gol do Luís Soares, porque acho que ninguém pode ficar indiferente a uma ação técnica individual extraordinária. A homenagem ao Cristiano Ronaldo, que acho que também não é isso menos, embora ele só tenha feito poucos jogos no Sporting. O facto é que fez e marcou gols, e foi dali que nasceu, entre aspas, cresceu no sentido de aparecer e tal jogo contra o Manchester United, e portanto acho que é justo, é merecido e foi bem lembrado por parte dos sportinguistas. Uma coisa importante para o Sporting, no meu ponto de vista, Maxi, Araújo e Soares terem saído deste jogo sem cartão amarelo, porque sabemos que se levassem cartão amarelo não poderiam estar disponíveis para o jogo do Dragão. E talvez o aspeto mais diferenciador, houve vários, mas um dos aspetos mais diferenciadores desta era para a anterior é que a tripla substituição foi feita ao minuto 63. E eu estava habituado, como vimos contra o Las Klinsk e depois como o Óquei de Viseu, dois jogos em que o Sporting não ganhou, em que a tripla substituição, e foram mesmo tripla, foi ao minuto 80, penso que contra o Laske, e contra o Óquei de Viseu minuto 86. E nesse caso, o Sporting estava a perder e aqui o Sporting até estava a ganhar. Eu acho que as substituições têm que ser feitas e têm que ser feitas de forma proativa, não é para reagir, e sobretudo reagir tão tarde. E acho que aí vai ser algo que vai ser diferente, digo eu. Vamos ver.
E já agora, Pedro, se me permites outro apontamento, é que o Paulo Fonseca passou o jogo de pé dá indicações e não junto ao tablet.
Essa era a minha nota de campeão.
Adiante.
Por causa da chamada zona de calor, mas pronto.
Já lá vamos a essa zona de calor do Pedro Henriques. Dar conta também que o Alverca e o Casa Pia empataram a um, jogo também ontem. O mau tempo na Madeira fez adiar para esta tarde o Nacional Acadêmico de Viseu, às 15h30. Também às 15h30 há um interessante Santa Clara Gil Vicente. O Estoril-Marítimo também ficou adiado porque o Marítimo não conseguiu viajar para o continente para defrontar os Canarinhos. Vamos olhar para o Vitória Sport Clube Futebol Clube do Porto. É um terreno sempre difícil. Luís Pinto Coelho, o que é que esperas mais logo? Em princípio, já vamos ter Pietrusewski de regresso.
Não acredito que seja titular. Acho que pode ser lançado durante a partida. Acho que é um bocadinho a linha de pensamento do Farioli, se o Priene, se ele for titular. Obviamente que é um jogo difícil. O Porto está moralizado, mas também está desgastado fisicamente. O Vitória em casa é sempre uma equipa perigosa, principalmente porque o público ali empurra mesmo e cria pressão e ajuda a equipa. Não está numa grande época este Vitória, mas tem um bom treinador e já se viu que no Campeonato Português pode-se perder pontos em qualquer jogo. Isso já aconteceu. Por isso é preciso estar muito atento e ganhar o jogo para receber o Sporting com esta margem pontual confortável. Mas será certamente um jogo difícil para o Porto. Eu acho que a mais-valia do Porto neste momento, e viu-se contra o Nápoles, é a capacidade que o banco tem de ajudar a equipa depois. Contra o Nápoles, todos os jogadores que entraram tiveram uma influência grande na partida e acho que o Porto este ano tem um plantel muito completo, muito equilibrado, e isso ajuda a gestão que Farioli tem que fazer entre competições europeias e campeonato.
João Castro, esperava-se mais deste vitória de Tiago Margarido, que tem tido um campeonato um pouco complicado até agora. Ainda assim, achas que poderá aspirar por pontos nesta receção ao campeão?
Eu esperava um bocadinho mais, mas a verdade é que o plantel foi muito limitado. Por questões financeiras, obviamente, o Vitória ficou sem alguns jogadores fundamentais. É um plantel muito jovem e tem um excelente treinador, o Tiago Margarido. Eu acho que é realmente um bom treinador. Fez um excelente percurso no nacional. Só que no Vitória a lei não se é fácil, por toda a envolvência que o clube tem vivido, com as eleições, mudança de direção. Houve uma descapitalização do plantel, mas com muitos jovens. O Vitória tem uma excelente academia e, portanto, as coisas não se transformam de um dia para o outro. Não tem sido fácil. Agora joga em casa, é um público fantástico. O Porto pode ter algum desgaste físico, mas vem moralizado. Vamos ver. Tiago Margarido falou na surpresa que estava a preparar taticamente para parar este Porto. Vamos ver. Há jogos e já vimos jogos do Porto, por exemplo, na vitória em que se calhar foi o Diogo Costa que salvou. Vamos ver o que hoje vai acontecer, mas acho que é muito difícil contrariar este Porto, sobretudo numa equipa como o Vitória, que realmente tem passado algumas dificuldades, mas é nestes jogos que os jogadores se transcendem. Vamos ver se será esta noite.
Por falar em noite, João Pinto, o Benfica joga com o Estrela da Amadora, joga fora, numa noite que se prevê até de mau tempo, poderá ser um dos adversários do Benfica para além de ser visitante, lidar aqui com a depressão bruna e os seus efeitos sobre o continente.
Sim, poderá ser mais um adversário, justamente naquele estádio em que parece tudo muito amador. Desde o nome da cidade até ao relvado e até às bancadas, à bancada de imprensa. Aquilo é tudo muito anos 90.
O relvado é novo, João.
Como?
O relvado é novo.
Pronto, então já começaram bem, só faltam as bancadas, a bancada de imprensa, a zona circundante ao estádio e mais algumas coisas.
O João não costuma ir à Amadora.
O João Castro, não é?
Não, o João Pinto não costuma ir à Amadora.
Eu, por acaso, já lá estive duas vezes no estádio e não foram experiências extraordinárias. Mas aquilo com chuva, pelo menos as pessoas não saem de lá secas, pelo menos alguma coisa trazem para casa. Mas definitivamente, o que eu espero trazer para casa são os três pontos, mais do que tudo. Espero que os jogadores do Benfica saiam do registo que têm tido, um bocadinho mais apagado, consigam estar no jogo 90 minutos, consigam entrar bem, fazer gols e voltar a ter aquele futebol champagne que o Benfica tinha aqui há umas semanas. É difícil, foi um ciclo muito difícil, com jogos três em três dias. O Benfica jogou quinta-feira à noite, volta a jogar domingo à noite, portanto é difícil ter os jogadores todos a 100%, mas são três pontos muito importantes, até porque vem aí um futebol clube do Porto Sporting, alguém vai perder pontos e é importante que o Benfica assista a esse jogo com a possibilidade de somar.
Pedro Henriques, quem é que tem a deslocação mais difícil nesta tarde, noite? O Benfica ou o Porto? Estava aqui a ler também que Tiago Margarido fez alusão ao fato de considerar que o futebol do Francesco Farioli é facilmente identificável. Era uma das críticas também que se já tinha ouvido a este Futebol Clube do Porto, de já toda a gente saber mais ou menos como é que joga.
Até o próprio Diogo Costa, no outro dia, no final de um jogo internacional, falou sobre isso. Mas a questão, agora vou usar um chavão, mas é o fato de tu identificares não significa que tenhas depois capacidade de desmontares ou de fazeres o que-
Contrariar.
Exatamente, essa é que é a grande diferença. Há muitas equipas que às vezes dizem: "É fácil perceber como é que eles jogam, é fácil perceber individualmente como é que eles jogam, o difícil é muitas vezes é parar." Por exemplo, para este ano, se calhar, percebe-se aquela finta para dentro e depois como é que se para a finta e o arremate lá ao ninho que ele costuma meter. Essa é que é a grande diferença. Eu acho que esse tipo de tiradas dos treinadores só ajuda a dar gás e moral aos adversários. Neste caso, se calhar, não sei se será preciso. São dois jogos difíceis, porque são sempre deslocações fora e sabemos que na Liga Portuguesa, normalmente, esses jogos até se tornam competitivos. Porto e Benfica, por razões óbvias, são claramente favoritos, até pela força dos plantéis e o momento de forma que atravessam. E o Porto, que só tínhamos aquela dúvida no plano internacional, agora deu uma boa resposta. Esta questão dos jogos internacionais tem sempre algum efeito, mas perde aqui algum gás, por exemplo, em relação ao Benfica, porque vai revolucionar outra vez a equipa toda e, nessa perspectiva, aquele cansaço que normalmente é atribuído por jogar de três em três dias ou quatro em quatro dias, poderá ser eventualmente em termos globais e mentais, mas não em termos físicos, porque os jogadores que vão ao jogo são totalmente diferentes daqueles que jogaram. E por falar nisso, e para terminar a minha parte.
Quem vai hoje?
Vou começar pelo Porto. Diogo Costa, Alberto Costa, Bernarék, Chior, Zaidu, Pablo Rosário, Fraol, Gabri, PP, Borga Sáenz e Samu. No caso do Benfica, Samuel Soares, Bato, Mazaruja, Inglê e Dal, depois Alstons e João Palhinha, Sudakov, nas costas do Pavlídis e Rafi Presti 尼 , nas alas.
São as apostas do Pedro Henriques para os 11 de Benfica e Porto nesta tarde, noite com duas partidas para acompanhar aqui na Rádio Observador. Vamos seguir com os campeões de hoje. Luís Pinto Coelho, quem é o teu campeão deste domingo?
Vou dar um 10 a Paulo Fonseca, acho que a conferência de imprensa dele foi um bocadinho ao lado, por isso vai passar à tangente, tem que melhorar nesse aspecto. E vou dar um 17 a José Mourinho. Um bocadinho com pezinhos de lá e o Real Madrid.
Venceu ontem, não é? Em Valência por três. De resto, há um Atlético Barcelona que até pode colocar o Atlético na liderança da La Liga hoje.
Sim. E parece-me um Real Madrid bem. A questão do Bernardo Silva com o Tchouameni no meio-campo equilibrou muito a equipa e a equipa está bem, está muito perigosa, está equilibrada e eu acho que o Mourinho tem feito um bom trabalho e vamos ter Real Madrid a disputar quer a La Liga, quer a Liga dos Campeões, não tenho dúvidas disso.
Muito bem. Há também notícias de Carlos Vinicius, que vai ser treinador do Lyon e vai substituir Paulo Fonseca na equipa francesa. Rafael Leão está lesionado e é baixa para Jorge Jesus. Até marcou no jogo do Galatasaray, mas não deve juntar-se à seleção agora treinada por Jorge Jesus. João Castro, vamos ao teu campeão, aos teus campeões, se quiseres.
Sim, vou dar nota 18 ao Suárez. Acho que é realmente um jogador extraordinário a jogar na Liga Portuguesa, a substituir em plena atitude, nível e exigência aquilo que foi o Biokas. Portanto, nota 18 por aquele grande golo que marcou ontem. E obviamente tenho que dar aqui um 2 ao Paulo Fonseca pela estreia. Não sendo a mais brilhante, o mais importante era pôr a equipa a vencer e a subir um bocadinho os níveis de confiança. Foi conseguido e agora há muito trabalho pela frente.
João Pinto, vamos conhecer os teus campeões.
Para já, um 18 em termos de incentivo, quer para o Benfica, quer para o Vitória de Guimarães, que espero que hoje saiam vencedores. Depois, uma nota 8 para o Manchester City, que se vai afundando e vai abrindo um fosso grande para o Arsenal, que parece imparável este ano.
E o United está quase em zona de descida, não é?
Sim, eu já nem falo do pesadelo United. E um 18 para o Rodrigo Mora, que voltou a marcar e que se vai apresentar em grande na seleção. Vamos ver se vai conseguir jogar ou não, mas para já o menino vai aparecendo.
Pedro Henriques, fechamos contigo a edição de hoje.
Sim, duas notas, a nota 20 e a nota 15. A nota 20 e a mais a sério, realmente para o Vasco peso, voltou a fazer história na ginástica portuguesa depois daquela conquista em abril. Sim, em abril, se não estou em erro, do título europeu. Agora foi campeão do mundo em tumbling na China. Portanto, é ver aqueles 31 pontos, que é a nota máxima que ele consegue fazer. É uma coisa impressionante ver aqueles saltos todos. É um orgulho, como português, ver um português numa área que tem outros países como os Estados Unidos e o próprio Azerbaijão, que eram os dois adversários que estavam ali em luta direta. Portanto, nota 20 para Vasco Peso. E depois, em jeito de brincadeira, tinha a ver com aquilo que falámos há bocadinho, uma nota 15, porque a zona de calor no banco do Sporting saiu da zona do iPad e agora passou para pelo menos estar numa ligação mais direta com o jogo e com os jogadores. Pelo menos passou de pé e isso fica sempre diferente sob o ponto de vista emocional.
A atualidade desportiva pontuada e avaliada por João Castro, João Pinto, Luís Pinto Coelho e Pedro Henriques na edição de domingo de "E o Campeão É?", que está de regresso amanhã depois da 01:00. Bom fim de semana.
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