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Wednesday, October 28, 2026

Imobiliárias, bastonadas e Lenine: a solução para habitação

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Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

E como hoje é dia 28 de outubro, vamos lá resolver o problema da habitação.

Fazer política não é só conversa, nem só fazer leis.

Não é só fazer leis? Então é o quê fazer política?

É resolver os problemas dos portugueses. E portanto, vamos andar por Lisboa à procura de sítios onde os portugueses podiam viver. Venham connosco. Estamos aqui na Travessa das Florindas. São mais de 17 apartamentos. São T2, são T3, excelentes áreas para o seu projeto de vida, numa zona calma, residencial, próxima de transportes públicos. Pronta a habitar.

Pronta a habitar.

Pronta a habitar. Isto é Mário Amorim Lopes, deputado da Iniciativa Liberal. Pronto, a política é resolver os problemas dos portugueses e isso aparentemente significa ir para agente imobiliário. Podemos então dizer que esta senhora que vamos ouvir, que é agente imobiliária, também está a fazer política num certo sentido.

Eu tenho um problema grave com este T2 em Valongo. E o pior é que quem ficar com ele vai ter de lidar com uma surpresa inacreditável que só irei revelar no fim. Quer ver o problema? O problema é que o espaço exterior é tão brutal, com acesso por duas divisões, que os seus amigos nunca mais irão querer sair daqui.

Pronto, e a música por trás. Michael Jackson, muito bom. Bem, problemas de habitação? É comprar um T2 em Valongo. Pronto, aí está. Há pessoas que até concordam com as medidas do governo, mas há certas coisas que no meio disto tudo aborrecem estas pessoas, como por exemplo, ver cargas policiais.

O que eu acho extraordinário é que uma pessoa como eu, que está genericamente de acordo com o caminho que o governo está a escolher tomar para a habitação, mais coisa, menos coisa, apesar deste grande problema da imigração, de repente, vou às manifestações do Rossio todos os dias porque não quero ver as pessoas a levar porrada da polícia.

João Maria Jaunet vai às manifestações porque não quer ver as pessoas a levar porrada da polícia.

Se calhar é melhor não ir.

Pois, é isso, porque é nas manifestações que as pessoas têm levado nos últimos tempos porrada da polícia.

Porque a certa altura, sim, estou preocupado com a habitação, fiz um movimento político preocupado com a habitação, é o meu tema.

Calma, para tudo. É o tema de João Maria Jaunet. A habitação, não há outro. É dele. Não é só dele. Pedro Costa também está muito satisfeito com o tema da habitação.

Mas ainda bem que estamos a protestar, ainda bem que estamos a acordar para o tema da habitação, porque é o maior problema nacional, é um grande problema de ressentimento geracional e, portanto, ainda bem que aqui estamos.

Ainda bem que estamos a acordar. Quem também acordou foi o Presidente da República e depois de acordar e de se espreguiçar, disse isto:

Não gostei do que vi nas imagens recentes, designadamente em Lisboa, no passado sábado. Não gostei do que vi, tal como estou convencido, a maioria dos portugueses, porque não são imagens normais para uma democracia consolidada.

Não são imagens bonitas, mas haverá mesmo uma forma de resolver o problema da habitação sem ser abastonado?

A união do povo, a união das pessoas e de fato tentarmos encontrar verdadeiras soluções para realmente resolver os problemas reais.

Pronto, aí está. A união das pessoas e tal, sem bastonadas de preferência, mas há quem tenha outras ideias.

Havia uma pessoa que dizia o seguinte: há décadas em que nada acontece e há semanas em que décadas acontecem. Dizia isto Lênin, da União Soviética.

Lênin, da União Soviética. Viva, muito bem, espetacular. Lênin é mesmo a referência que nós precisávamos.

O que nós queremos expor perante toda a população portuguesa e mundial é que o capitalismo está a cair, mas ele não cai sozinho, ele precisa da nossa ação para o derrubar. E, portanto, essa nossa ação depende da qualidade da nossa organização e da elevação da consciência política das classes populares e trabalhadoras. É a força revolucionária das massas que vai fazer com que a gente derrube este Estado burguês.

Vamos lá derrubar este Estado burguês, porque depois mete-se a hora do almoço e depois já fica tarde.

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