Suécia enfrenta incerteza política e indefinição de premiê após eleições acirradas

Mas as negociações devem começar já nesta segunda-feira, um processo complicado, ainda mais quando a direita e a extrema direita se negam, no momento, a reconhecer qualquer derrota.
Uma aliança progressista também não parece simples: dois integrantes da potencial coalizão, o partido de esquerda e o partido de centro, já estabeleceram suas condições. O primeiro afirmou que só apoiará a formação de um Executivo se fizer parte dele; enquanto o segundo insiste que não participará de nenhum governo que tenha integrantes do partido de esquerda.
Os dois partidos "têm suas linhas vermelhas, mas isso também dependerá das questões de fundo e do que conseguirem", observou a cientista política Annika Fredén, da Universidade de Lund. "Com base nestas conquistas, veremos se abandonam as linhas vermelhas e quando", destacou.
O primeiro-ministro Ulf Kristersson tentará ampliar sua base ao buscar apoios no centro.
Mas isso também será um exercício delicado porque, antes das eleições, a direita havia garantido alguns ministérios à extrema direita, algo inaceitável para os centristas.
Com esse panorama, o diálogo será inevitável. "Na Suécia, temos uma cultura de negociação e há uma forte resistência a organizar novas eleições", indicou Fredén.
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