00h. Sporting empata a uma bola em casa do Famalicão
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É meia-noite. As notícias com Ricardo Lopes.
Muito boa noite. Começamos este jornal a falar de desporto. É a surpresa da jornada. O Sporting empatou 1 a 1 na casa do Famalicão e perde assim terreno para os rivais diretos num jogo em que a primeira parte não teve grande história. Houve um gol anulado à equipa de Rui Borges, mas o nulo manteve-se até ao intervalo. Depois da paragem, só houve alterações no marcador ao minuto 81, com um gol de Luiz Suárez, de grande penalidade. Pouco tempo depois, o Famalicão ficou reduzido a 10 jogadores com a expulsão de Romeu Beney por agressão a Maxi Araújo. E quando tudo parecia encaminhado para uma vitória leonina, Gonçalo Inácio faz um autogol num momento de desatenção da defesa do Sporting. Na zona de entrevistas rápidas, Rui Borges diz que a equipa do Sporting controlou praticamente todo o jogo e acabou por sofrer um gol no único momento onde não teve a intensidade devida.
Estivemos sempre ligados até aos 89, 90 minutos de jogo. Foi o único momento onde não fomos ou não tivemos essa intensidade e essa energia defensiva. E somos penalizados, porque depois ter alguma sorte com o Inácio a tentar fazer o corte, acaba por desviar a bola para a baliza, mas isto é o jogo e temos que crescer nesse sentido.
Reflexão do treinador do Sporting depois de ver a equipa leonina permitir o empate bem perto do minuto 90 e a jogar em superioridade numérica. Do outro lado, Carlos Carvalhal destaca a reação da equipa famalicense ao gol sofrido. Admite alguma sorte no lance, mas ressalva que os jogadores lutaram muito para deixar um ponto em casa.
A equipa foi abnegada, foi concentrada, foi muito determinada e depois tem uma reação absolutamente fantástica. Esta equipa já na Amadora foi assim também, uma reação fantástica. Os jogadores que entram, entram para acrescentar e acabamos por ter alguma felicidade, sem dúvida, na parte final, devido ao resultado, mas nós temos que dizer, os meus jogadores correram muito e lutaram muito para conseguir este ponto.
Análise do treinador do Famalicão, Carlos Carvalhal, depois do empate a uma bola frente ao Sporting. Já o Benfica venceu ao final desta tarde o Gil Vicente por 3 x 1, com dois gols já bem perto do minuto 90. O Gil Vicente mostrou-se um osso duro de roer. Entraram praticamente a vencer com um gol aos sete minutos, de Héctor Hernández. As Águias empataram ainda antes do intervalo, há meia hora de jogo, por intermédio de Pavlídis. Um igual ao intervalo, resultado que se manteve até bem perto do minuto 90, quando, aos 87, novamente, o suspeito do costume, Pavlídis, converteu uma grande penalidade, 2 x 1 para o Benfica. Bis para o Pavlídis, que já leva oito gols no campeonato, é o melhor marcador. E foi também o segundo melhor marcador da liga que já para lá do minuto 90 sentenciou a partida. Prestianni, com um belo gesto técnico, fez o 3 x 1 para os encarnados. Na zona de entrevistas rápidas, Marco Silva diz que o Benfica entrou bem, depois com alguns erros, foi permitindo que os gilistas crescessem na partida. Ainda assim, o técnico português diz que o jogo foi todo do Benfica.
Nós entrámos bem no jogo novamente, tivemos os dois, três primeiros momentos bons de chegada sobre o corredor direito. Recuperamos bem a bola no momento de boa intensidade de recuperação, acabamos por entregar mal. É o pior que pode acontecer a uma equipa, quando ganhas, depois de trabalhares forte para ganhar, ganhas e entregas mal a bola. Foi o que nos aconteceu. E no momento depois de defesa da área, não fizemos tão bem. Um momento também há que realçar de qualidade no último passe e o movimento do jogador do Gil. Mas o jogo depois foi todo nosso como tinha que ser. Mesmo ao intervalo, já podíamos estar a vencer pelas oportunidades de criar. Com o nosso acreditar também, com os adeptos a puxar, foi muito importante e acabamos por ganhar o jogo de uma forma justa, mas bastante difícil.
Do outro lado, o técnico do Gil Vicente mostra-se orgulhoso da exibição da equipa gilista, destaca o pênalti que virou o resultado como momento crucial. Luís Pinto explica que depois dessa altura procurou ir atrás do prejuízo.
Tínhamos de ser muito coletivos. E fomos. Infelizmente, já perto do final, o gol do Benfica surge de pênalti e acaba por ser uma situação em que já é um para um e o jogador do Benfica acabou por ser frio e ter a qualidade para fazer o gol. E foi isso que definiu. Depois, logo na jogada seguinte, podemos fazer o dois dois. Partimos o jogo, porque sinceramente, perder 2 x 1 ou perder 3 x 1 ou 4 x 1 é a mesma coisa. Não era a mesma coisa se conseguíssemos ficar com pontos, mas estamos orgulhosos da nossa exibição e satisfeitos com o resultado.
Declarações de Luís Pinto, treinador do Gil Vicente. O Benfica venceu 3 x 1, antes de ir a Milão, à meia da semana, para a Liga Europa, e ao Estádio do Dragão, na próxima jornada do campeonato. Viramos agora a página para a política nacional para ouvir as palavras do porta-voz do PSD. Ao final da tarde, Sebastião Bugalho respondeu ao líder da bancada do PS. Espera que quando todos os alunos tiverem acesso à escola, Eurico Brilhante Dias venha pedir desculpa ao ministro da Educação. Isto porque o líder da bancada socialista classificou hoje Fernando Alexandre como candidato a pior ministro da Educação desde o 25 de abril. Justifica esta afirmação por haver ainda centenas de alunos sem colocação no ensino público. Ora, na resposta, em declarações à SIC Notícias, o porta-voz do PSD descreveu esta opinião como inenarrável. Sebastião Bugalho garante que todos os alunos vão ter acesso a uma vaga e quando isso acontecer, vai estar à espera de um pedido de desculpas.
Parece-me que no caso de hoje, mais uma vez, as previsões e as acusações do doutor Eurico, que é: vai haver alunos em Portugal sem acesso à escola pública e ao ensino obrigatório. Quando isso não acontecer, que é aquilo que eu sei que vai acontecer, isto é, quando os alunos forem colocados na escola, tiverem acesso à sua vaga, à sua turma, estiverem matriculados como devem, pode não ser na escola que tinham como primeira opção, pode ser na que tinham como segunda, não importa, mas quando todos os alunos de ensino obrigatório em Portugal tiverem acesso à escola pública como devem e merecem, eu espero que ele venha pedir desculpa ao ministro a quem eu chamo o pior ministro da democracia desde o 25 de abril.
Sebastião Bugalho admite entender o jogo político dos socialistas, acusa o PS de querer criar um clima de alarme junto dos portugueses por mera tática política. Ainda assim, diz que se o Partido Socialista for coerente, vai deixar o Chega isolado nas propostas que apresentou para descer o IVA dos combustíveis.
Cumprir com a sua palavra, com aquilo que foi anunciado hoje mesmo, este domingo, pelo seu líder parlamentar, parece-me que, mais uma vez, quando o Chega apresentar essas iniciativas parlamentares, o resultado será o seu isolamento político. Portanto, será mais uma iniciativa política parlamentar do Chega que será chumbada, como foi a moção de censura. Parece-me que o partido de André Ventura, percebendo que não vai conseguir derrubar o governo de maneira nenhuma, por causa de nenhum ministro e por causa de nenhum orçamento, entendendo que não conseguirá causar a instabilidade política de que vive, acho que o Chega entrou num período de verve política que não tem caminho, que não tem saída.
Palavras do porta-voz do PSD, em entrevista à Sic Notícias. André Ventura desafiou José Luís Carneiro a aprovar os projetos de lei do Chega, a 24 de setembro, para descer o imposto sobre os combustíveis. Sebastião Bugalho deixou um apelo ao Chega e ao PS. Diz que o governo conta com a oposição para não sabotar a vida dos portugueses. Falamos agora da rentrée política do LIVRE. A porta-voz Isabel Mendes Lopes acusa o governo de tentar aprovar o pacote laboral às postas no Parlamento. Pacote esse que foi chumbado em junho, mas a co-porta-voz do LIVRE considera que a ministra do Trabalho não vai desistir de fazer uma reforma na legislação laboral e deixa, por isso, um alerta.
Não nos podemos deixar enganar, porque o pacote laboral foi derrotado pela força das ruas, pela força dos sindicatos, e isso mostra como é importante a cooperação, o movimento sindical e que tem de ser ainda mais reforçado. Mas não nos podemos deixar enganar, porque a ministra do Trabalho não vai desistir. Ela já disse que vai querer apresentar o pacote laboral às postas no Parlamento. E isso ainda é mais grave, porque é mais fácil ser passado, é mais fácil a extrema-direita fazer aprovar.
Isabel Mendes Lopes, no discurso de encerramento da rentrée política do LIVRE. O LIVRE deixou ainda algumas medidas que pretende ver discutidas no Parlamento, no Orçamento do Estado, tais como um passe de mobilidade nacional, o reforço do abono de família e ainda a rede pública de lares. São estes alguns dos desejos do LIVRE para a discussão do Orçamento do Estado para 2027. Falamos agora de outra notícia a marcar a atualidade deste domingo. Uma criança de 12 anos morreu afogada no rio Douro. O alerta para o desaparecimento foi dado perto das 17h. O corpo do jovem foi encontrado por volta das 19h, no cais de Azenhos, em Avintes, Vila Nova de Gaia. Na operação de buscas, tiveram 27 operacionais, apoiados por 12 viaturas. Quando foi retirado da água, o rapaz ainda encontrava-se em paragem cardiorrespiratória. Apesar das manobras de reanimação, o óbito foi declarado no local e transportado para o Instituto de Medicina Legal para se realizar a autópsia. Na atualidade internacional, os sociais-democratas venceram as eleições legislativas na Suécia. O cenário de uma coligação de esquerda é agora o mais provável. As primeiras projeções revelam que o partido de centro-esquerda, liderado por Magdalena Andersson, obteve 28,4% dos votos. A líder do partido já reiterou que está aberta à colaboração com todos os partidos, à exceção dos democratas suecos. Com 80% dos votos contados, os sociais-democratas, juntamente com os resultados do partido do centro, dos Verdes e do partido da esquerda, devem avançar para um bloco de partidos à esquerda, de modo a alcançar uma maioria no Parlamento que permita formar governo. No entanto, a manterem-se estes números, a esquerda consegue apenas um deputado a mais, que a direita. São 175 contra 174. E é com este tema que chegamos ao fim do Jornal da Meia-Noite. A informação está de regresso em formato de síntese, aí já com a edição da jornalista Teresa Freire, à 00h30. Eu sou o Ricardo Lopes, estou de saída. Tenha uma boa noite, preferencialmente na companhia da Rádio Observador.
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