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Thursday, September 24, 2026

Marisa Orth diz ter ficado receosa com convite para filme sensual: ‘Me obrigou a cuidar mais de mim’

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Marisa Orth, de 64 anos, está em todos os cantos. Em Portugal, divide cena com o parceiro de longa data Miguel Falabella em O Pecado Mora em Cima, que chega aos cinemas em outubro, e na peça Quando Menos se Espera, que estreia no dia 30 deste mês. Entre um projeto e outro, a atriz ainda topou um desafio diferente: protagonizar um curta-metragem para maiores de 18 anos.

A eterna Magda do Sai de Baixo ficou receosa ao receber o convite de participar do primeiro projeto do Amasso, plataforma que propõe cenas sensuais com famosos. "Me assustei inicialmente da proposta. Falei: 'Gente, como assim? Obrigada, mas que absurdo.' Ficava oscilando", conta ela em entrevista exclusiva à Quem.

Marisa Orth estrela filme sensual com Vitor Gadelha — Foto: Divulgação
Marisa Orth estrela filme sensual com Vitor Gadelha — Foto: Divulgação

Depois, Marisa percebeu que o minifilme, dirigido por Gringo Cardia e Bárbara Paz, poderia ser muito interessante e desafiador para a sua carreira. "Me obrigou a ficar mais bonita, me obrigou a cuidar mais de mim, emagreci mais, cuidei mais do meu corpo. Foi um trabalho bem cansativo, mas agora que eu vejo, que eu já vi o filme, claro, estou muito menos receosa. É muito elegante e muito sensual, muito chique e sexy", explica.

Gringo, inclusive, foi o responsável pela direção artística da Playboy de Marisa, em agosto de 1997, na edição comemorativa de aniversário de 22 anos da publicação. Ela conta que a intimidade com ambos os diretores fez com que o processo se tornasse mais leve e, principalmente, honesto.

Marisa Orth foi capa da Playboy em 1997 — Foto: Reprodução/Instagram
Marisa Orth foi capa da Playboy em 1997 — Foto: Reprodução/Instagram

"Ele tem absoluta e total liberdade para falar se está horrível, se está feio, levanta, não, está caída, não dá, ou está linda, vamos. Conhece minhas timidezes, conhece minhas vergonhas, é um grande amigo. E a Bárbara foi só uma excelente contribuição, porque eu gosto muito do cinema dela, gosto da fotografia dela, gosto da sensualidade preto e branco dela. E uma amiga, uma mulher, sempre dá aquele help, mas eu me sinto muito à vontade com o Gringo e com a Bárbara. Não me senti objetificada", garante.

Marisa Orth estrela filme sensual com Vitor Gadelha — Foto: Divulgação
Marisa Orth estrela filme sensual com Vitor Gadelha — Foto: Divulgação

Os limites, segundo a artista, foram impostos e conversados pela própria plataforma. Ela explica que o projeto foi desenhado para intermediar o sensual com o imaginário dos assinantes. "Existia uma lacuna entre algo que não fosse explícito, como OnlyFans ou pornô, e que ocupasse um espaço que a Playboy tinha, um espaço mais de fantasia. Eu topei porque fiquei curiosa, porque achei o convite lisonjeiro e porque eles toparam que fosse com as pessoas que eu propus", diz.

"A gente formatou isso juntos, então foi ficando um trabalho bem interessante", aponta. "Tínhamos uma equipe de filmagem. 'Fica bonito isso, fica bonito aquilo. Fica vulgar, não fica vulgar. Ai, que lindo esse pedaço do teu corpo. Ai, a luz está ficando bonita ali.' Foi cansativo pra caramba", detalha.

O Pecado Mora Em Cima

A sexualidade, aliás, atravessa também outro dos trabalhos recentes de Marisa. Em O Pecado Mora em Cima, ela interpreta Yara, que vive um casamento estagnado com o personagem de Miguel Falabella, e passa a questionar seus próprios limites durante um jantar com vizinhos que organizam 'festas' sexuais.

O longa é uma versão portuguesa de Sentimental, filme espanhol baseado em uma peça de teatro e que já ganhou mais de 25 versões em diferentes países. O Convite (2026), filme com Olivia Wilde e Penélope Cruz, também é inspirado no longa e arrebatou a crítica e promete estar em todos os prêmiso de cinema do ano que vem.

Para Marisa, a coincidência entre os dois projetos é especialmente interessante justamente por colocar a sexualidade no centro da conversa. "Eu acho que o mundo quer falar sobre isso, não é? Porque tem 26 versões do mesmo filme. Acho que a gente tem que falar sobre a nossa sexualidade e o nosso relacionamento", afirma.

Sua personagem é quem demonstra curiosidade diante da possibilidade de observar a vida sexual do casal mais jovem, enquanto o marido reage com resistência. Marisa vê nessa dinâmica uma discussão sobre repressão e desejo. "Esse é aquele moralismo de quem está com muito tesão. (...) Eu acho que a extrema repressão é a pala, a bandeira maior de que você está interessado", comenta.

A discussão não se resume ao modelo de relacionamento: "O filme vai para um lado do amor. Casamento monogâmico longo não está satisfazendo, mas casamento totalmente poligâmico também faz uma falta de amor, porque esse filme aborda isso. Então, a gente está meio sem saber o que fazer. Vamos admitir?"

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