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Monday, September 14, 2026

Israel quer retirar cidadania a realizadores premiados

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Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

"Guerra Traduzida: Especial Irão" na Rádio Observador, hoje com a jornalista Beatriz Félix. Beatriz, vamos começar a falar das novas tensões no Estreito de Ormuz. Uma pessoa morreu e três outras pessoas ficaram feridas na sequência de um ataque a um navio comercial iraniano.

É uma das notícias que está em destaque na imprensa internacional e é mais um caso relacionado com a segurança no Estreito de Ormuz. O incidente aconteceu junto às ilhas de Qeshm e Hengam. O navio foi atingido por um projétil não identificado. É também o que conta a imprensa do Irão, que cita as autoridades locais iranianas. O governador da ilha de Qeshm não identifica um autor deste ataque, mas ainda assim atribui responsabilidades a um inimigo terrorista, inimigo esse autor de um ataque que ocorreu antes da reunião entre o Irão e os países do Golfo para discutir novas regras da navegação no estreito.

Reunião essa, Beatriz, que estava agendada para hoje, mas foi, entretanto, adiada.

Precisamente. O encontro estava previsto para hoje em Omã. Foi suspenso depois do ataque ao navio de mercadorias do Irão. A decisão foi anunciada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, também segundo a agência Tasnim. Este cancelamento resulta de um pedido de vários países da região e também uma decisão conjunta de Irão e de Omã. A reunião deveria discutir o acordo alcançado entre os dois países para alcançar uma nova rota marítima no Estreito de Ormuz. O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, sublinha, no entanto, que esse acordo não significa a reabertura do estreito de Ormuz. Para já, espera-se que seja marcada uma nova data para esta reunião.

Beatriz, foram também adiadas as negociações entre Israel e o Líbano.

Estavam previstas para a próxima semana em Roma. Uma informação que foi avançada por um responsável norte-americano e é destacada pela imprensa internacional. Apesar do encontro ter sido adiado, o Jordan Times avança que os embaixadores israelita e libanês deverão encontrar-se na mesma, em Washington, já na próxima semana, para discutir a evolução do conflito e a aplicação do acordo-quadro alcançado em junho. Esse acordo, que prevê o desarmamento do Hezbollah, uma retirada gradual das forças israelitas do sul do Líbano e ainda a colocação do exército libanês nessa região. A próxima ronda oficial de negociações entre Israel e o Líbano vai acontecer em Roma, como previsto, mas já no mês de outubro.

E os rebeldes houthis do Iémen conquistaram mais duas ilhas estratégicas no sul do Mar Vermelho.

Depois da cidade de Mocha, a conquista das ilhas de Anise Maior e Anise Menor aconteceu enquanto as forças governamentais, apoiadas pela Arábia Saudita, tentavam reagrupar-se durante o fim de semana e contra-atacar os rápidos avanços dos rebeldes em torno do estreito de Bab El Mandeb, uma rota marítima que serve de alternativa crucial ao estreito de Ormuz, que permanece encerrado. Estes novos avanços dos houthis permitem ameaçar ainda mais os carregamentos de petróleo bruto da Arábia Saudita, que têm utilizado o mar Vermelho como alternativa ao estreito de Ormuz, onde o Irão tem atacado também vários navios. Estes ataques contribuem também para a estratégia do Irão de fazer subir os preços mundiais do petróleo e do gás para pressionar os Estados Unidos. Estes combates estão a levar o Iémen de volta a uma guerra civil em grande escala, depois de uma trégua que manteve, em grande parte, a paz neste país durante os últimos três anos.

Falamos ainda nesta "Guerra Traduzida" sobre os Estados Unidos, que impediram que o chefe do programa nuclear iraniano estivesse presente na conferência anual na sede da Agência Nuclear da ONU.

Mohammad Eslami e a delegação iraniana embarcaram num voo regular para Viena no sábado, mas foram impedidos de prosseguir viagem devido a obstruções dos Estados Unidos. É esta a frase que a emissora estatal do Irão usa para dar conta deste impedimento. Eslami deveria participar nesta reunião da Agência Internacional de Energia Atómica, que se estende até sexta-feira, em Viena, na Áustria, mas foi impedido. Por isso, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Naser Kanaani, afirma que a recusa do governo austríaco em emitir vistos para a delegação da República Islâmica do Irão é uma decisão completamente injustificada. Diz também que fica claro que este incidente ocorreu sob pressão norte-americana, mas mesmo assim não iliba o governo austríaco de ter de assumir responsabilidades.

Fechamos com uma decisão do governo israelita que vai revogar a nacionalidade dos realizadores de um filme sobre a utilização de inteligência artificial pelas Forças de Defesa de Israel.

Anúncio feito pelo ministro da Cultura israelita, Miki Zohar, através de uma publicação na rede social X, garante que vai tomar medidas para revogar a cidadania dos cineastas Yuval Abraham e Rachel Sor. Isto depois de o documentário a concurso sobre o genocídio cometido por Israel em Gaza com o título "Nazha" ter ganho o prémio especial do júri no Festival de Cinema de Veneza. Este filme recebeu uma ovação de 25 minutos no festival, documenta a utilização dos sistemas alimentados por inteligência artificial para cometer assassinatos em massa contra palestinianos na Faixa de Gaza. Miki Zohar, o ministro da Cultura de Israel, classifica este documentário como repugnante. Considera também um choque que tenha sido premiado. O ministro acusa os cineastas de prejudicar o país apenas para receber aplausos de antissemitas de todo o mundo e de levar a cabo uma traição contra o Estado.

É assim que fecha mais uma "Guerra Traduzida: Especial Irão" sobre os conflitos no Médio Oriente, na Rádio Observador. Eu sou o Carlos Pedro. Edição de hoje esteve a cargo da jornalista Beatriz Félix.

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